Jhonatan da Silva e Daniel Braz se revezam para cuidar dos pequenos, com idades entre 1 e 11 anos. Eles afirmam que chegada das crianças deixou o casal ainda mais unido.

Jhonatan da Silva e Daniel Braz adotaram cinco irmãos. Os quatro meninos e uma menina, com idades entre 1 e 11 anos, vivem uma rotina ininterrupta de cuidados.
Desde que os pequenos chegaram tudo na casa mudou, principalmente as compras, que passaram a ser feitas em grande quantidade.
O casal tem empregos em horários opostos. Daniel é enfermeiro durante o dia em um hospital psiquiátrico, e Jhonatan trabalha de madrugada como operário em uma fábrica de fibra de vidro. Os dois se dividem para dar conta das crianças e do lar.
“Quando a gente para a canseira bate, só que se eu parar eu vou dormir e desligar. Então tenho que aproveitar que eu ainda estou no gás, tenho que aproveitar que eu já vou levar eles para a escola, então eu já vou adiantando o meu máximo”, afirma Jhonatan.
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Casal passou a fazer lista de chamada sempre que saem com os filhos
Ele conta que decidiu adotar os pequenos depois que a mãe biológica, que é sua prima, perdeu a guarda dos filhos em junho de 2020. Naquele momento, Jhonatan e o companheiro decidiram que se fossem fazer a adoção seria de todas as crianças.
“A Justiça recorre ao tio de último grau, mas que ainda tenha vínculo com a criança. Recorreu à família paterna e à família materna, e ambos não quiseram se envolver, talvez pelo medo, pela quantidade, ou queria um e não queria pegar os outros. E na minha cabeça eu falava: ‘ou eu pego todos ou não pego nenhum’”, relembra o operário.
O casal chegou a se separar três vezes desde o início da relação, mas afirma que ficaram ainda mais próximos com a chegada das crianças.
A adoção já era um tema conhecido para Daniel. Nascido no Pará, ele foi criado pela mãe adotiva desde pequeno. Aos 13 anos, decidiu deixar a família e morar com uma tia em São Paulo, mas uma situação mudou tudo em sua vida.
“Quando eu cheguei aqui, fiquei 15 dias com eles e depois me deixaram na rua”, ressalta.
Depois do segundo abandono, ele foi acolhido por uma família da cidade, com quem morou por três anos.
“Sou muito grato a essa família que me colocou dentro da sua casa, e do jeito que ela tratava os filhos ela me tratava também”, destaca Daniel.
Amor que vem de família
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Família se reúne em festa de debutante
Em uma festa de debutante, as crianças e o casal encontram parte da família de Jhonatan. Ele garante que sua formação passou pelo amor que recebeu da madrinha, por quem tem muita gratidão e considera uma segunda mãe.
“A minha madrinha olhou para mim quando eu era invisível e falou assim: ‘Você vai estudar, você vai ser alguém’. Tudo o que a família dela pôde fazer por mim fez, e o que eu faço para os meus filhos é reflexo do que ela um dia pôde me oferecer”, afirma.
FONTE G1
Bravo!
Obrigado pela atenção Angela, forte abraço!