Com o objetivo de oferecer descontos a beneficiários e segurados, o Instituto de Previdência Municipal de Araxá (Iprema) firmou parceria com a Escola Politécnica de Cursos Técnicos. O convênio disponibilizar a aposentados, pensionistas e seus dependentes 15% de desconto para contratação de cursos oferecidos pela instituição.
Para comprovar o vínculo com o Iprema, pode ser apresentado o contracheque tanto para os contribuintes, como também para aposentados e pensionistas, além de documentos que provem a condição de dependentes, se for o caso. A negociação para aquisição dos produtos ou serviços dá-se exclusivamente entre os particulares, não havendo intervenção do Iprema.
Esse foi o segundo acordo oriundo do Programa de Parcerias, publicado via edital de credenciamento. De acordo com o superintendente do Iprema, Rogério Farah, o convênio possibilitará o acesso a uma série de cursos técnicos e profissionalizantes que são fundamentais nos dias de hoje.
“A aquisição de conhecimento nunca foi tão importante como nos tempos atuais, com o mercado profissional tão competitivo e ao mesmo tempo carente de formação pessoal para os indivíduos. Nós entendemos que os benefícios serão muito grandes para os nossos contribuintes, aposentados, pensionistas e seus familiares também”, destaca.
A Escola Politécnica fica na rua Dom José Gaspar, n° 822, Centro. Mais informações, pelo WhatsApp do Iprema: 9 9972-7982. —
Araxá recebe no próximo sábado (20) atividades alusivas ao Agosto Lilás, mês de conscientização da violência contra a mulher. A iniciativa é uma parceria entre a Prefeitura de Araxá, por meio do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), Polícia Civil, Polícia Militar e empresas apoiadoras.
A partir das 8h30, acontece a concentração no estacionamento do Estádio Fausto Alvim para caminhada até a Praça Governador Valadares.
Já na Praça Governador Valadares, das 9h às 12h, o público conta com atividades organizadas pelos parceiros, com a oferta de aulas de zumba, combat dance, crossfit e circense; roda de conversa sobre atividade física e boa alimentação; massagem; aferição de pressão arterial, testes de glicemia e sífilis e avaliação pós-covid; informativo de exames de mama e papanicolau.
A coordenadora do CRAM, Maria Cecília Lemos, fala da importância do trabalho em rede para estimular o enfrentamento à violência contra a mulher. “Através do CRAM nós facilitamos o acesso aos órgãos de Segurança Pública, evitando a exposição e proporcionando apoio para que ela possa se afastar desse tipo de violência que está sofrendo”, afirma.
16 anos da Lei Maria da Penha
A Lei nº 11.340/06, conhecida como Lei Maria da Penha, completou 16 anos no dia 7 passado, motivo pelo agosto foi escolhido para marcar a conscientização pelo fim da violência contra a mulher, ampliando os conhecimentos sobre os dispositivos legais existentes e formas de auxílio às vítimas.
O Agosto Lilás é uma campanha nacional que não surgiu à toa: o Brasil é o quinto país onde mais se matam mulheres no mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). —
Pediatra da Unimed Araxá ensina como fazer a lavagem nasal nas crianças
Procedimento é importante neste período de tempo seco e pode ser feito diariamente
A lavagem nasal é uma prática antiga de cuidado das vias aéreas superiores que se originou na tradição médica Ayurveda. Segundo a pediatra da Unimed Araxá, Priscilla Martins dos Reis, ela é muito indicada no tratamento de rinossinusite crônica e rinite alérgica e também na prevenção de infecções das vias aéreas, especialmente em crianças. “O procedimento pode até impressionar quem assiste, mas garanto a vocês que a lavagem nasal feita com soro fisiológico 0,9% de forma correta é completamente segura, rápida e muito eficaz para limpar as vias aéreas dos pequenos que tendem a congestionar com certa facilidade, além de retirar o muco”, ressalta a médica.
O soro fisiológico é usado nesse caso pois seus benefícios incluem a limpeza do muco nasal, diminuição da inflamação nasal, diminuição das secreções e do resto de células presentes, além de ser facilmente eliminado do organismo da criança sem causar qualquer dano caso seja engolido sem querer. “Esse tipo de higiene nasal não é recomendado somente para crianças e, sim, para pessoas de todas as idades, pois suas vantagens são inúmeras. O importante é manusear a seringa com cuidado e controlar a intensidade dos jatos para evitar qualquer tipo de problema na hora da irrigação”, ensina. “Quando o tempo estiver muito seco, pode-se lavar as narinas de duas a três vezes ao dia”, recomenda Dra. Priscilla.
Passo a passo
– Escolha uma seringa de ponta grossa;
– Utilize soro morno e aspire de 5 a 8 mls para bebês de até seis meses e até 10 mls para crianças maiores;
– Incline a cabeça da criança para o lado contrário da seringa;
– Introduza a seringa na narina com um pouco de pressão e injete o soro;
– Repita o procedimento na outra narina.
Abaixo 5 benefícios da lavagem nasal:
1. Hidrata as vias nasais, trazendo maior conforto para o pequeno em épocas de clima seco;
2. Facilita a alimentação, principalmente de recém-nascidos e bebês que ainda estão sendo amamentados;
3. Fluidifica as secreções e higieniza o nariz da criança;
4. Mantém o fluxo regular das vias aéreas e melhora a qualidade de sono dos bebês;
5. Ajuda na prevenção de inflamações, infecções e alergias como a amidalite, rinite e sinusite, por exemplo.
A Unimed Araxá
Referência no segmento, a Unimed Araxá tem atualmente 200 médicos cooperados nas mais diversas especialidades e conta com mais de 40 mil beneficiários e 650 empresas contratantes nas cidades de Araxá, Ibiá, Campos Altos, Perdizes, Pedrinópolis, Tapira e Pratinha.
A cooperativa iniciou suas atividades em 11 de maio de 1989 para atender ao anseio da classe médica em proporcionar um atendimento digno e ético aos clientes e ampliar o campo de trabalho dos cooperados. Desde 2017 tem seu hospital próprio, que conta com o que há de mais moderno e eficiente na área e que também integra um Centro de Diagnóstico por Imagens e um moderno laboratório de análises clínicas. Mais recentemente inaugurou nas mesmas dependências um moderno Centro de Oncologia. O setor oferece estrutura de quimioterapia para tumores sólidos e tumores do sangue.
Em sua Clínica Multidisciplinar oferece atendimento exclusivo de profissionais como psicólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos. Junto ao prédio central, oferece ainda equipe integrada e programas de saúde voltados à melhoria de qualidade de vida, promoção da saúde e prevenção de doenças no Espaço Viver Bem.
A rede credenciada de serviços é composta ainda por seis hospitais, 15 laboratórios, 33 clínicas, além de aproximadamente 300 colaboradores de forma direta.
Falta de vigilância epidemiológica e ambiental, além de baixa adesão à vacinação, colocam país junto de Venezuela e Haiti no índice de riscos de retorno da doença
Campanha de vacinação contra a poliomielite no Brasil vai até o dia 9 de setembro
ANTONIO LACERDA/EFE – 6.8.2018
Nos últimos dez anos, a cobertura vacinal da poliomielite caiu de 96,5% (2012) para 61,3% (2021), um dado que acende o sinal de alerta, especialmente no momento em que a doença é detectada em alguns países.
Dados do DataSUS (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde) mostram que, até sexta-feira (12), o patamar de crianças vacinadas contra a pólio – uma doença grave e sem cura – não chegava nem a 50%.
“É importante contextualizar que, no passado, a pólio era uma doença extremamente grave, matava as pessoas, deixava as crianças com paralisias e sequelas para o resto da vida”, lembra o pediatra, diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações) e da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), Renato Kfouri.
O último caso da doença por aqui foi em 1989. Em 1994, a OMS (Organização Mundial de Saúde) declarou a erradicação da doença no Brasil. Mas, seguiu endêmica – com surtos frequentes – no Paquistão e no Afeganistão, na Ásia.
Neste ano, já foram encontradas amostras do vírus nos esgotos de Nova York, nos Estados Unidos, e de Londres, no Reino Unido. Além isso, Israel e Malawi, na África, confirmaram casos da doença.
A infectologista e consultora de vacinas do Delboni Medicina Diagnóstica, do grupo Dasa, chama atenção para a circulação do vírus.
“Vivemos no mundo de uma forma globalizada e, quando menos esperamos, podemos ter a reintrodução de um vírus que não circulava aqui no Brasil”, ressalta.
Pouca vigilância epidemiológica e ambiental
Em 2021, a OMS colocou o Brasil ao lado do Haiti e da Venezuela como um país de grande risco da reintrodução da doença. Além da baixa cobertura vacinal, a explicação para estarmos na mesma condição de vizinhos menos desenvolvidos passa pela falta de vigilância ambiental e epidemiológica.
“O Brasil tem uma baixa vigilância ambiental, tem uma baixa vigilância de paralisias flácidas e baixa cobertura vacinal. É um convite para a gente ter pólio aqui, demorar para reconhecer, e ela já estar alastrada”, destaca Kfouri.
A vigilância ambiental, a qual o médico se refere, é justamente feita a partir da coleta e análise de amostras de esgoto, em que é possível detectar o vírus e atestar a circulação dele em uma comunidade.
A infectologista concorda e completa: “O grande problema da poliomielite, como ela circula de uma forma que as pessoas não conseguem reconhecer facilmente, pode atingir alguém que não recebeu a vacina, e ela pode ter a doença na forma paralítica e ficar sequelada para o resto da vida”, pontua Maria Isabel.
O que é a poliomielite?
A poliomielite é uma doença causada por enterovírus, infecta inicialmente a nasofaringe, leva a um quadro de infecção intestinal e, na maioria das vezes a recuperação, é rápida.
Menos de 1% dos infectados terá as formas mais graves, chamadas de paralítica. Nela, o vírus acomete a musculatura, em geral de membros inferiores de um lado só, e a pessoa ficar com sequela para o resto da vida.
“É preocupante a possibilidade de termos pessoas que não tomaram a vacina, em um esquema que é tranquilo, seguro e podem ter uma doença que vai deixá-las com um problema sério para o resto da vida”, afirma a infectologista.
Por que as pessoas deixaram de vacinar as crianças?
Os motivos da queda da adesão às vacinas, principalmente em um país do tamanho do Brasil são muitos e é possível ver a diferença de comportamento com os dados do DataSUS.
Por exemplo, em 2021, a região Norte teve cobertura a menor cobertura: 53%. Em seguida, aparecem Nordeste (54,5%), Sudeste (63,8%), Centro-Oeste (65,8%) e Sul (72,2%).
“São várias causas em várias diferentes localidades, mas como pano de fundo de tudo isso, como causa comum a todos os locais, existe a baixa percepção de risco. As vacinas fazem sucesso porque eliminam as doenças, e as pessoas já não se sentem ameaçadas. É percepção do risco que nos move em direção à prevenção”, explica Kfouri.
A infectologista Maria Isabel completa: “Não temos muitos casos de doenças, as pessoas não têm medo do que não veem.”
A comunicação sobre a doença e a disponibilidade de vacinas no SUS são fundamentais para fazer com que o Brasil atinja novamente índices ideias de imunização contra a pólio – superiores a 90% de adesão.
“Precisamos continuar motivando e explicando a vacinação mesmo sem as pessoas conviverem com a doença. Isso também vale para o profissional da saúde. Os jovens profissionais que também não tratam, não cuidam, também não recomendam de maneira enfática, como recomendávamos há décadas, que cobrávamos o calendário em dia”, salienta Kfouri.
Campanha nacional de vacinação
O país está em meio a uma campanha de vacinação contra a doença que vai até o dia 9 de setembro. Para ser considerada imunizada, uma criança precisa receber cinco doses da vacina, sendo três no primeiro ano, uma com 1 ano e três meses e reforço aos quatro anos.
Além da pólio, estão sendo oferecidos todos os imunizantes que fazem parte do calendário nacional do PNI (Plano Nacional de Imunizações), para crianças e adolescentes de zero a 15 anos.
Valor será utilizado para custear o pagamento do piso nacional dos enfermeiros, sancionado pela presidência da república no início do mês.
Santa Casa de BH pede bloqueio das contas públicas para conseguir pagar piso nacional de enfermagem. — Foto: Marcus Coelho/GSCBH
A Santa Casa de Belo Horizonte conseguiu o bloqueio de mais de R$ 3 milhões em repasses dos governos federal, de Minas Gerais e da prefeitura de Belo Horizonte. A verba será utilizada para o pagamento do piso salarial dos enfermeiros. A decisão da Justiça foi assinada nesta sexta-feira (12).
De acordo com João Costa Aguiar Filho, diretor jurídico da Santa Casa, a decisão do juiz Pedro Pereira Pimenta é liminar.
“A Santa Casa conseguiu, em caráter liminar, uma determinação para que o Fundo Nacional ou, alternativamente, o Fundo estadual ou municipal faça a transferência dos recursos para a instituição realizar o pagamento. […] A Santa espera que a decisão seja confirmada e possa cumprir integralmente a lei do piso nacional da enfermagem”, afirmou.
De acordo com o documento, o bloqueio nas contas públicas será de R$3.060.562,60, mensalmente.
À Justiça, a Santa Casa de Belo Horizonte argumentou que, para cumprir a determinação da lei sancionada pelo executivo federal dia 4 de agosto, sem o repasse de verbas, alguns serviços prestados pela unidade de saúde poderiam ser impactados.
A instituição alegou ainda que o novo salário gera um desequilíbrio contratual que não poderia ser previsto, já que foi superior ao reajuste anual dos vencimentos da categoria. O pagamento do piso salarial para os profissionais de enfermagem foi aprovado em R$ 4.750 por mês.
Os atendimentos na Santa Casa são totalmente custeados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A determinação da Justiça inclui os serviços prestados em todo o complexo hospitalar José Maria Alkimim, o qual inclui:
o Hospital Emydio Germano – Hospital Central;
a Maternidade Hilda Brandão;
o Centro de Especialidades Médicas Dario Faria Tavares;
a Clínica de Olhos Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte;
o Instituto de Oncologia da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte;
o Centro de Tratamento e Diagnóstico da Santa Casa BH;
o Instituto de Nefrologia Santa Casa BH e
o Centro de Transplantes da Santa Casa de BH.
O juiz da 17ª Vara Federal Cível de Belo Horizonte ainda observou que os governos federal, estadual e municipal não poderão punir a Santa Casa pela iniciativa, tampouco descontar o valor bloqueado em repasses futuros e devidos.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) da prefeitura de Belo Horizonte informou que não foi notificada da decisão.
O que diz a Santa Casa BH
A instituição informou que manifestava a preocupação junto ao poder público sobre a criação da lei do piso salarial de enfermagem sem a destinação dos recursos para o pagamento.
Afirmou também que os valores bloqueados vão garantir o complemento do valor da folha de pagamento dos 2.065 enfermeiros, técnicos e auxiliares que prestam atendimento ao SUS.
O que diz o governo
“O Governo de Minas informa que o bloqueio não afeta os repasses regulares à Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte. O Estado aumentou em 156,8% o montante destinado à instituição, que passou de R$13,5 milhões para R$34,7 milhões , ao ano.
Quanto à questão judicial, o Governo de Minas informa que , quando intimado, se pronuncia nos autos do processo”.
Wanderlei Francisco de Carvalho contou ao g1 sobre o início da carreira em Pontalinda (SP) e relembrou o preconceito que sofreu por atuar em uma área predominantemente feminina.
Wanderlei Francisco de Carvalho, manicuro em São José do Rio Preto (SP) — Foto: Arquivo Pessoal
Há mulheres que têm o hábito de fazer as unhas em estúdios de beleza. Mas já imaginou ser atendido por um manicuro? Em São José do Rio Preto (SP), um profissional está conquistando cada vez mais clientes pela curiosidade, mas também pela dedicação e delicadeza ao executar o trabalho.
Wanderlei Francisco de Carvalho tem 33 anos, mas começou a trabalhar na área 15 anos, em Pontalinda (SP), com a decoração artística de unhas.
Manicuro faz sucesso entre clientes em Rio Preto
“Comecei com o incentivo da minha tia. […] Era um hobby, porque eu era menor de idade e estudava. Mas aos finais de semana saía com a bicicleta do meu pai fazendo os atendimentos em domicílio”, conta.
“A pedido das clientes e da minha tia comecei a fazer cutilagem e esmaltação também. Mas só me especializei em alongamentos de unhas em 2019, com achegada da pandemia.”
Wanderlei Francisco de Oliveira, manicuro em São José do Rio Preto (SP) — Foto: Arquivo Pessoal
Hoje em dia, Wanderlei trabalha em um salão de beleza na região norte de Rio Preto e conquista cada vez mais clientes. Mas principalmente no início da carreira, o manicuro precisou superar obstáculos como o preconceito.
“As pessoas estranhavam. Afinal, morava em Pontalinda, onde segundo elas não era trabalho para homem, muito menos adolescente. Falavam muitas vezes que eu era gay pela profissão exercida. Isso foi uma grande barreira a ser vencida”, conta Wanderlei ao g1.
“Meu pai preferia não se manifestar. Acho que por medo das críticas das pessoas. Meu irmão, na época já morava em outra cidade, ficando isento de qualquer posicionamento. Meus avós achavam o máximo e minhas primas eram minhas modelos.”
Unhas feitas por Wanderlei Francisco de Carvalho — Foto: Rede Social/Reprodução
Contudo, trabalhar com unhas não era um sonho. Ele já atuou como servente de pedreiro, técnico em enfermagem e até costureiro, mas o objetivo sempre foi se tornar cabeleireiro.
“Sempre trabalhei em outras áreas, mas sempre conciliando as unhas e cabelos como renda extra”, diz Wanderlei, que considera que, além dos cursos, o incentivo da tia e confiança das clientes o fizeram se aprimorar como manicuro.
Hoje, o profissional se mantém com a renda do salão onde trabalha, que oferece também os serviços de depilação, maquiagem, estética, corte e outros.
Quando questionado sobre o amor à profissão, Wanderlei é enfático na resposta. “Sou feliz e grato pela confiança que as clientes depositam em mim. Sou feliz porque amo o que faço.”
Wanderlei Francisco de Oliveira, manicuro em São José do Rio Preto (SP) — Foto: Arquivo Pessoal
Primeira etapa do estudo da Unicamp criou método que encontra resíduos químicos em tomates. Pesquisadores buscam criar equipamento para levar tecnologia aos supermercados.
Estudo da Unicamp usa inteligência artificial para indicar resíduo de agrotóxico em tomate
Uma pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveu uma inteligência artificial capaz de identificar se um alimento é orgânico ou não. A primeira etapa do estudo analisou se tomates possuem resíduos de agrotóxicos.
Os resultados são inéditos e foram publicados na quinta-feira (11), na Food Chemistry, uma das revistas científicas mais importantes na área de alimentos. Segundo o pesquisador Rodrigo Catharino, o objeto é facilitar a vida dos consumidores, que irão poder checar o que estão comprando.
“O consumidor vai ter a certeza de que está consumindo um produto orgânico, o que é muito importante, devido ao custo, e também vai ter uma segurança alimentar, porque vamos estar dizendo o que tem dentro dele. Gera segurança e qualidade com a tecnologia desenvolvida”.
Pesquisa da Unicamp desenvolve inteligência artificial capaz de identificar se um alimento é orgânico ou não — Foto: Luciano Machado/EPTV
O próximo passo, então, é criar um equipamento portátil para ser usado em mercados. Esse equipamento, ainda segundo o Catharino, pode ser desenvolvido em chips, já que são tecnologias que estão se tornando tendência por serem mais baratas.
Outros alimentos
De acordo com os pesquisadores, o tomate serviu como base da pesquisa, mas o estudo pode ir muito além. A pesquisa, agora, depende de parcerias com empresas para que o equipamento seja produzido em escala industrial e possa chegar ao consumidor.
“O que foi desenvolvido aqui foi uma grande plataforma, que pode ser colocado em qualquer fruta, qualquer legume, qualquer verdura, do mercado de orgânico e não-orgânico, justamente para gente ter a segurança no que está sendo consumido e produzido”, finalizou Catharino.
Como funciona a inteligência artificial?
Cinco minutos é o tempo que os cientistas levam para descobrir, por meio da inteligência artificial, se o tomate está contaminado por resíduos químicos. Além disso, a tecnologia também identifica se o fruto tem preservado os compostos que fazem bem à saúde.
Para essa análise acontecer, primeiro os pesquisadores fazem um corte da região do pedúnculo, a parte que faz a ligação entre o fruto e a planta. Depois, uma placa do silício é colocada nessa parte e absorve o material que será utilizado.
Inteligência artificial desenvolvida pela Unicamp identifica os compostos agroquímicos presentes no tomate e gera os resultados em forma de marcadores no computador — Foto: Luciano Machado/EPTV
Com uma mistura de solvente, a substância é analisada com um equipamento chamado espectrômetro de massa. A partir disso, a inteligência artificial identifica os compostos e gera os resultados em forma de marcadores no computador.
Segundo os pesquisadores, a tecnologia consegue capturar qualquer sinal de agrotóxico e também dos compostos benéficos, que devem estar em grandes quantidades.
“Por exemplo, vitamina C, B, você consegue ver bastante. Você consegue ver alguns compostos fenólicos, que são antioxidantes, como o ácido cafêico, você também consegue ver o betacaroteno, que confere a cor ao tomate. Você consegue ver diversos micronutrientes que auxiliam no valor nutricional desse alimento”, explicou o cientista Arthur de Oliveira.
Acessível à população
O artesão Charles Marinho de Sousa compra a cada 15 dias produtos orgânicos, como verduras e legumes. Ele é cliente de um projeto que só comercializa agroecológicos e orgânicos, ou seja, produzidos sem adubo químico ou agrotóxicos. Para ele, a descoberta será de grande ajuda.
“A qualidade de vida vem em primeiro lugar. E o produto orgânico é um produto que realmente oferece para gente essa qualidade […] Um equipamento que ajude a gente a ter essa certa que o produto é realmente orgânico, isso é muito bom e vai ajudar bastante”, disse Charles.
Produtores, vendedores e consumidores de alimentos orgânicos podem se beneficiar de estudo da Unicamp — Foto: Luciano Machado/EPTV
No lugar onde o artesão faz as compras, a fiscalização dos produtos ocorre de forma manual. Os integrantes do projeto vão até os produtores e checam se eles estão seguindo as normas, que incluem que os alimentos sejam cultivados sem agrotóxicos ou adubo químico.
Membro do projeto, Renato Alves Libânio avalia que a nova tecnologia trará facilidade a produtores e consumidores.
“Vai facilitar para todo mundo, tanto para nós que temos esse espaço que recebe, quanto para a pessoa que compra e para o produtor também. Porque o produtor, às vezes, tem um vizinho que não é orgânico, e aí ele faz uma pulverização e com o vento, acaba empurrando o ‘veneno’ para o produtor que é orgânico. Então essa ferramenta vai ser importantíssimo para toda essa cadeia.”
Em um âmbito estadual e nacional, a fiscalização é da Secretaria Estadual da Agricultura e do Ministério da Agricultura que, em conjunto com empresas que fazem a certificação, emitem selos de identificação para alimentos orgânicos.
Uma placa do silício é colocada no pendúlo do tomate para absorver o material que será utilizado na análise — Foto: Luciano Machado/EPTV
Método similar a estudos da Covid
Outro fator que chama a atenção na pesquisa é que, apesar de estarem em áreas diferentes, a metodologia do estudo do tomate é igual ao de alguns estudos com a Covid-19.
Isso porque, nos estudos com o vírus, são analisados a resposta do organismo humano à Covid, enquanto no estudo com o fruto, os pesquisadores também analisam a resposta do tomate ao estímulo dos agroquímicos.
“Aminoácidos, que são pequenas proteínas, nos orgânicos têm uma concentração maior desses micronutrientes em relação aos não-orgânicos, justamente porque pode haver uma espécie de resposta do tomate não-orgânico ao próprio agroquímico que ele está sendo exposto”, disse Arthur de Oliveira.
equipamento chamado espectrômetro de massa, onde a substância coletada do tomate é analisada — Foto: Luciano Machado/EPTV
A Prefeitura de Araxá firmou convênio no valor de R$ 50.000 com a Associação Vidança. O termo foi assinado pelo prefeito Robson Magela, nesta quinta-feira (11), e será pago em parcela única por meio de recursos próprios. A assinatura contou com a presença do presidente da entidade, Arlindo Afonso Castro, da coordenadora Polyana Ferreira Cardoso Ribeiro e do vereador João Veras, autor da indicação do convênio.
A associação é uma entidade sem fins lucrativos que oferece aulas de dança e teatro para alunos carentes em período integral. O projeto atende crianças e adolescentes com idades entre 9 e 17 anos. As atividades acontecem há 10 anos e acolhem também alunos com deficiência visual.
Polyana explica que a associação há muito tempo esperava por esse recurso. “Estamos muito felizes, pois estávamos aguardando o recurso para começar as atividades culturais. Elas são muito importantes, pois muitas crianças e adolescentes não realizam as aulas por não terem condições de irem até o nosso local. Já o nosso projeto leva as atividades até eles no período de tempo integral. Tenho certeza que vai ser muito linda essa oportunidade que eles vão ter, e a prefeitura está fazendo toda a diferença”, acrescenta.
O vereador João Veras destaca que a atual gestão está trabalhando para apoiar instituições que desenvolvem boas ações para a comunidade. “A Administração Municipal está fazendo a diferença para a população. Nunca antes aconteceu isso na história política de Araxá. A Associação Vidança desenvolve um trabalho maravilhoso com crianças e adolescentes, e eu agradeço demais à prefeitura em poder propiciar isso para as pessoas que realmente precisam”, reforça.
O prefeito Robson Magela reitera que a gestão sempre vai contribuir com o trabalho de entidades assistenciais que prestam um serviço sério e importante para a comunidade.
Estamos muito felizes em poder assinar esse termo de fomento e ajudar com o trabalho tão bonito que é desenvolvido por essa instituição. O Terceiro Setor é um braço da Administração Municipal, os projetos e atividades desenvolvidas por ele contribui para a melhor qualidade de vida das pessoas da cidade. Então, nada mais justo do que nós, enquanto Poder Público, contribuirmos com as entidades que desempenham esse papel fundamental”, conclui o prefeito. —
A Prefeitura de Araxá prorrogou as inscrições do Processo Seletivo para Formação de Cadastro Reserva para estagiários que estejam cursando graduação de Administração, Ciências Contábeis, Direito, Educação Física e Engenharia Civil ou pós-graduação para bacharéis em Direito. As vagas a serem abertas são para atuação em diversos setores da Administração Direta e Indireta.
As inscrições foram prorrogadas para o dia 18 de agosto, das 8h às 12h e 13h30 às 17h, na Secretaria Municipal de Governo, no Centro Administrativo (Prédio da Prefeitura de Araxá).
O processo ocorre em duas etapas – prova objetiva de múltipla escolha e entrevista. Todas as informações estão disponíveis no link ( https://bit.ly/3SKjCYw ).
Os admitidos que estejam cursando graduação receberão uma bolsa complementar educacional no valor de R$ 1.062,58, acrescidos de auxílio-transporte, para jornada de 30 horas semanais.
Já os admitidos que estejam cursando pós-graduação receberão uma bolsa complementar no valor de R$ 1.328,23, acrescidos de auxílio-transporte, também para jornada de 30 horas semanais.
Para mais informações, entre em contato pelo telefone(34) 3691-7002.
O Serviço de Trânsito e Transportes (Settrans) informa que a alça na encosta do Sesi Senai que dá acesso à avenida Hitalo Ros ficará interditada a partir das 9h desta sexta-feira (12). A liberação está prevista para 11h.
A interdição se faz necessária para a execução da pavimentação asfáltica que está sendo realizada na avenida Hitalo Ros pela empresa Vecol. Condutores devem utilizar rotas alternativas pela alameda Helena Ferreira de Morais ou subindo a rua Belo Horizonte sentido Centro. —