Na Idade Média, a questão da música foi assumindo uma importância muito grande entre os clérigos daquela época
Desde muito tempo, as diferentes civilizações não só vivenciam a experiência musical como também elaboram métodos e teorias capazes de padronizar um modo de se compor e pensar o universo musical. Na Grécia Antiga, já observamos formas de registro e concepção das peças musicais através de sistemas que empregavam as letras do alfabeto grego. Ao longo do tempo, várias foram as tentativas de sistematização interessadas em formular um modo de se representar e divulgar as peças musicais.
Na Idade Média, a questão da música foi assumindo uma importância muito grande entre os clérigos daquela época. Por um lado, essa importância deve ser entendida porque os monges tinham tempo e oportunidade de conhecer todo o saber musical oriundo da civilização clássica através das bibliotecas dos mosteiros. Por outro lado, também pode ser entendida porque o uso da música foi assumindo grande importância na realização das liturgias que povoavam as manifestações religiosas da própria instituição.
Foi nesse contexto que um monge beneditino francês chamado Guido de Arezzo, nascido nos fins do século X, organizou o sistema de notação musical conhecido até os dias de hoje. Nos seus estudos, acabou percebendo que a construção de uma escala musical simplificada poderia facilitar o aprendizado dos alunos e, ao mesmo tempo, diminuir os erros de interpretação de uma peça musical. Contudo, de que modo ele criaria essa tal escala.
Para resolver essa questão, o monge Guido aproveitou de um hino cantado em louvor a São João Batista. Em suas estrofes eram cantados os seguintes versos em latim: “Ut quant laxis / Resonare fibris / Mira gestorum / Famuli tuorum / Solve polluti / Labii reatum / Sancte Iohannes”. Traduzindo para nossa língua, a canção faz a seguinte homenagem ao santo católico: “Para que teus servos / Possam, das entranhas / Flautas ressoar / Teus feitos admiráveis / Absolve o pecado / Desses lábios impuros / Ó São João”. Mas qual a relação da música com as notas musicais hoje conhecidas?
Observando as iniciais de cada um dos versos dispostos na versão em latim, o monge criou a grande maioria das notas musicais. Inicialmente, as notas musicais ficaram convencionadas como “ut”, “ré”, “mi”, “fá”, “sol”, “lá” e “si”. O “si” foi obtido da junção das inicias de “Sancte Iohannes”, o homenageado da canção que inspirou Guido de Arezzo. Já o “dó” foi somente adotado no século XVII, quando uma revisão do sistema concebido originalmente acabou sendo convencionada.
Por Rainer Sousa Mestre em História Equipe Brasil Escola
Eleição da diretoria e dos conselhos da cooperativa foi realizada na última sexta (11)
A Unimed Araxá realizou na última sexta-feira (11) a eleição da diretoria executiva e dos conselhos de admistração, técnico-ético e fiscal. Com o registro e inscrição de chapa única, a assembleia geral ordinária, realizada no auditório da cooperativa, elegeu os membros por aclamação.
O médico cardiologista Alonso Garcia de Resende, continuará à frente da diretoria da Unimed Araxá, ocupando o cargo de diretor-presidente. “Trabalhamos com planejamento estratégico. Vamos manter uma gestão humanizada e com foco no futuro da cooperativa. Estamos investindo em melhorias para os nossos cooperados e também em novos serviços e mais qualidade nos atendimentos prestados aos nossos beneficiários. Vamos crescer com ética e muita vontade de fazer o melhor para a população de Araxá e da região”, diz Dr. Alonso.
Na diretoria executiva, além do diretor-presidente, foram mantidos o diretor administrativo, Mateus Frigero e o diretor financeiro, Rubens Assunção de Oliveira.
Veja abaixo todos os membros eleitos:
Diretoria Executiva
Diretor-Presidente – Alonso Garcia de Resende
Diretor Administrativo – Mateus Frigero
Diretor Financeiro – Rubens Assunção de Oliveira
Conselheiros Vogais:
Flávio Fiqueiredo Dias
Luiz Felipe de Ávila Daher
Ricardo Gonçalves Brasil
Aylan Cesar de Melo
Carmine José Pinto Di Mambro
Carlos Eugênio Ribeiro Parolini
Conselho Técnico-Ético
Membros Efetivos:
Leonardo Tannus Malki
Yvely Bernadete Yunes Akel
Roberto da Rocha Almeida Neto
Membros Suplentes
Ana Cláudia Guimarães Pinto Martins Margareth Mitiko Yao Watanabe
Luisa Meireles Ganime
Unimed Araxá
A Unimed Araxá atua na região há 32 anos. Tem atualmente 200 médicos cooperados das mais diversas especialidades, com aproximadamente 25 mil clientes, 650 empresas contratantes nas cidades de Araxá, Ibiá, Campos Altos, Perdizes, Pedrinópolis, Tapira e Pratinha, além de atender cerca de 15 mil beneficiários de intercâmbio.
Desde 2017 a Unimed Araxá tem seu hospital próprio, que conta com o que há de mais moderno e eficiente na área e que também integra um Centro de Diagnóstico por Imagens e um moderno laboratório de análises clínicas. Mais recentemente inaugurou sua Clínica Multidisciplinar que tem atendimento exclusivo de profissionais como psicólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos. Junto ao prédio central, oferece ainda equipe integrada e programas de saúde voltados à melhoria de qualidade de vida, promoção da saúde e prevenção de doenças no Espaço Viver Bem.
A rede credenciada de serviços é composta ainda por seis hospitais, 15 laboratórios, 33 clínicas, além de aproximadamente 300 colaboradores de forma direta.
A Secretaria Municipal de Educação reabriu inscrições para o credenciamento de proprietários de vans (pessoas físicas) com interesse em realizar o transporte escolar de alunos da zona rural. O objetivo é atender todos os estudantes residentes em fazendas, chácaras e ranchos do município. Ao todo, 13 linhas devem ser preenchidas no novo credenciamento.
O cadastro deve ser realizado entre os dias 14 a 25 de março exclusivamente por meio do site da Prefeitura de Araxá, pelo link ( https://municipiovirtual.com.br/araxavan/cadastro ). Inicialmente são exigidas informações pessoais, como número de documentos, endereço e informações de contato.
As vans que farão o transporte rural serão equipadas por um GPS cedido pelo Município, que irá fazer o monitoramento das rotas desses veículos, visando a economia do dinheiro público e maior transparência ao serviço prestado.
No dia 28 de março, às 14h, no auditório da Prefeitura de Araxá, acontece o sorteio que vai definir a ordem dos selecionados que irão prestar o serviço.
Os 13 primeiros sorteados serão convocados para apresentação da documentação e assinatura do contrato. Caso haja alguma desistência ou desclassificação por falta de documentos ou critérios, o próximo da lista do sorteio será convocado e assim, sucessivamente, até definir os 13 motoristas.
Além da peça teatral, a programação será encerrada com a exibição de um documentário com um olhar diferente sob o cenário cultural de Araxá.
O Projeto Arte, Cultura e Educação da Academia Araxaense de Letras entra na fase final. A programação continua com a apresentação da peça teatral Retalhos da Vida, na APAE, dia 18 de março às 15h, no Calçadão no dia 19 às 10h e no Parque do Cristo no dia 20 às 10h. Na produção o grupo Deu Na Telha vai trabalhar o folclore popular com seus causos e lendas. Com raízes no teatro popular, os atores vão atuar no formato de arena com um contato mais próximo com o público. “A linguagem do espetáculo utiliza a popular linguagem dos causos. A personagem principal é uma contadora de história e ela revela a história de Araxá que ao mesmo tempo será encenada ao fundo. É um espetáculo com base no teatro de rua, linguagem simples e musical. Teremos música ao vivo no espetáculo, misturando o circo com a comédia popular”, contou o ator e integrante do Grupo Deu na Telha, Caio Ranieri.As oficinas idealizadas pelo artista Ton Lima irão trabalhar arte de rua nos espaços públicos com jovens do Bairro Urciano Lemos. Elas acontecem nos dias 19 e 26 de março na Praça da Juventude.
Fechando a programação, no dia 30 de março as 20h, durante uma live pelo Youtube, será apresentado um documentário sobre a cultura de Araxá, produção do repórter cinematográfico Jander Lucio Bento. Segundo ele, o documentário registrou manifestações artísticas que aconteceram na cidade em diversos momentos. “Com uma linguagem moderna e edição dinâmica, poderemos ver os trabalhos de arte, literatura, música, dança, fotografia e grafite representados de forma inclusiva sob um olhar diferente do cenário cultural de Araxá”, adiantou Jander Lucio.
Para o vice-presidente da Academia, Hermes Honório da Costa, a diversidade de artistas envolvidos no projeto revelou mais uma vez a riqueza da cultura araxaense, que teve nesse momento, a AAL como grande incentivadora. “Aprendemos muito com esta iniciativa e esperamos que outros projetos surjam e que nossa arte fique sempre em evidência”, destacou Hermes.
O projeto conta com recursos da Lei Aldir Blanc, em parceria com Governo de Minas e o Governo Federal e todas as apresentações acontecem de forma gratuita.
Serviço:
Teatro
Presencial: APAE dia 18 – 15h
Calçadão dia 19- 10h
Cristo dia 20 – 10h
Oficinas
Presencial: 19 e 26 de 9 às 11h30 – na Praça da Juventude no Bairro Urciano Lemos
O “chá de cadeira” era um hábito que reafirmava a importância das autoridades imperiais.
Em 1808, a chegada da Família Real em terras brasileiras estabeleceu uma série de mudanças na cidade do Rio de Janeiro. Preocupados em preservar a distinção de seu cargo, os membros da Corte Lusitana estabeleceram uma série de medidas e práticas que simbolizavam sua posição superior. Além disso, novos hábitos de consumo, padrões estéticos e rotinas viriam a conceber a cidade do Rio de Janeiro enquanto capital do Império Português.
Dada a Independência do Brasil, a distinção entre os membros da elite e a população menos favorecida ganhou outros tantos elementos. Nessa época, a impontualidade servia como um artifício que atestava a importância de uma autoridade. Por isso, mesmo que não houvesse contratempo, os nobres e altos membros da burocracia deixavam as pessoas esperando horas e horas por uma audiência. Isso significava que falar com “senhor fulano” ou o “doutor beltrano” era um privilégio único.
Geralmente, enquanto esperava pela oportunidade de serem ouvidos, os súditos tomavam xícaras e mais xícaras de chá que auxiliavam naquele interminável exercício de paciência. Provavelmente, foi por conta desse hábito nada respeitoso que as pessoas começaram a dizer que tomaram um “chá de cadeira” enquanto esperavam ter uma reivindicação atendida. De fato, esses padrões estavam bem distantes da lendária pontualidade associada aos britânicos.
Nos dias de hoje, podemos ver que esse hábito acabou tendo outras implicações interessantes. É comum observamos as pessoas dizendo que os órgãos governamentais não cumprem os prazos oficialmente estabelecidos ou que demoram em atender alguma demanda da população. Além disso, sempre temos um amigo, familiar ou conhecido famoso pela sua falta de pontualidade. Ou seja, o chá de cadeira virou um hábito entranhado na cultura de nosso país.
Quando falamos sobre comida, nem sempre imaginamos a dimensão histórica e cultural que um simples fruto pode ter. No caso da banana, o uso e o fácil acesso a esse gênero alimentício se mostram como uma das mais típicas características da economia natural e agroexportadora do continente americano. No século XX, vários países da América Central ficaram conhecidos como sendo parte integrante da chamada “República das Bananas”.
Essa relação entre a banana e o continente americano, na verdade, é bastante antiga. Ao chegarem ao Novo Mundo, os colonizadores europeus logo perceberam que as bananeiras abundavam em nossas terras. O clima quente e úmido fazia com que o fruto estivesse sempre disponível, sem que fosse necessário um planejamento rigoroso ou o emprego de técnicas agrícolas mais elaboradas. Ainda hoje, ela serve como base alimentar de muitas famílias habitantes de países americanos mais pobres.
Seguindo a lógica de exploração do sistema mercantilista, os comerciantes do Velho Mundo tinham pouco interesse em explorar comercialmente uma riqueza de tão fácil obtenção. O grande lance era investir em gêneros agrícolas que tivessem preços elevados e que, por isso, garantiam uma polpuda margem de lucros à burguesia mercantil europeia. De fato, a pobre banana era o indício cabal de que a antiga lei da oferta e da procura tinha lá suas razões.
Com o passar do tempo o preço da banana acabou sendo naturalmente incorporado ao nosso vocabulário financeiro. Toda vez que encontramos um produto “a preço de banana”, temos a certeza que pagaremos bem pouco naquele bem que tanto desejamos. Em tempos de pouca grana, nada melhor que pagar valores módicos que nos lembrem o precinho convidativo de um cacho de bananas!
Por Rainer Sousa Graduado em História Equipe Brasil Escola
Ao escutar uma piada, daquelas que nos fazem disparar a rir, são produzidos na boca uma série de sons vocálicos que duram de 1/16 segundos e repetem a cada 1/15 segundo. Enquanto os sons são emitidos, o ar sai dos pulmões a mais de 100 Km/h.
Uma gargalhada provoca aceleração dos batimentos cardíacos, elevação da pressão arterial e dilatação das pupilas.
Os adultos riem em média 20 vezes por dia, e as crianças até dez vezes mais. Rir é um aspecto tão inerente à existência humana que esquecemos como são interessantes esses ataques repentinos de alegria.
Por que as pessoas riem quando escutam uma piada? Segundo o escritor húngaro Arthur Kostler (1905-1983), o riso é um reflexo de luxo, que não possui utilidade biológica.
Entretanto a Natureza não investe em algo inútil, acredita-se que o impulso de rir possa ter contribuído para a sobrevivência no decurso da evolução.
A gelotologia que pesquisa sobre o riso, aponta que esta é a mais antiga forma de comunicação.
Os centros da linguagem estão situados no córtex mais recente, e o riso origina-se de uma parte mais antiga do cérebro, responsável pelas emoções como o medo e a alegria. Razão pela qual o riso escapa ao controle consciente. Não se pode dar uma boa gargalhada atendendo a um comando, muito menos é possível reprimi-la.
O riso pode apresentar um aspecto físico, cognitivo e emocional. Acontecimento este que não reduz o senso de humor a uma única região do cérebro.
Rir, achar algo engraçado, é um processo complexo, que requer várias etapas do pensamento.
Bebidas energéticas, geralmente, possuem em sua composição, além de carboidratos:
– Taurina: é um aminoácido que participa de funções fisiológicas importantes, como a excreção rápida de produtos tóxicos no organismo. Não se conhece bem os efeitos de seu consumo sobre nossa saúde em longo prazo.
– Glucoronolactona: é um carboidrato que possui função desintoxicante e auxilia na metabolização de substâncias.
– Cafeína: acelera a cognição, diminuindo a fadiga e aumentando o estado de vigília.
– Inositol: esse isômero da glicose previne o acúmulo de gordura no fígado e melhora a comunicação cerebral, a memória e a inteligência.
– Vitaminas: as principais encontradas nos energéticos são a niacina, B6, B12, riboflavina e ácido pantotênico. Sua presença está relacionada à reposição das doses recomendadas.
A união desses componentes resulta em uma bebida agradável ao paladar e que proporciona energia e ausência de sono para diversas atividades: desde horas extras de estudo à maior disposição para curtir uma festa. Uma única latinha é capaz de garantir esses efeitos por até três horas, dependendo do organismo da pessoa. Assim, não é difícil compreender o porquê de seu consumo, entre 2006 e 2010, ter aumentado mais de 300%, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes e Bebidas Não Alcoólicas (ABIR).
Apesar desses efeitos, os energéticos devem ser consumidos esporadicamente e com moderação, já que mascaram a fadiga do indivíduo, provocam insônia e podem aumentar significantemente a frequência cardíaca. Além disso, níveis muito elevados de cafeína podem desencadear em crises epilépticas, derrame cerebral e até mesmo morte. A bebida também é capaz de acelerar a perda de cálcio e magnésio pelo organismo, resultando em câimbras e, em longo prazo, osteoporose; e tem alto poder de provocar dependência, o que pode vir a ser um problema significativo.
Ingeridas ou misturadas juntamente com bebidas alcoólicas, essas bebidas podem provocar a desidratação, já que a cafeína e o álcool são substâncias diuréticas. Essa mistura também pode intensificar os efeitos do álcool, mas mascarando seu estado de embriaguez, já que a pessoa se sente bem menos sonolenta do que usualmente aconteceria. Isso permite com que a pessoa não tenha dificuldade em beber muito além da conta, criando uma maior tendência a comportamentos de risco.
Considerando o exposto, fica a dica: nunca consuma mais de duas latinhas de energético em um mesmo dia e evite misturar essa bebida com as alcoólicas. Caso o faça, defina anteriormente, e de forma sensata, a quantidade máxima dessas substâncias que irá tomar, e cumpra esse compromisso, ingerindo bastante água nos intervalos. Nesta situação, não dirija!
Mulheres grávidas jamais devem usar energéticos, já que tal ato pode provocar aborto espontâneo ou nascimento de bebê de baixo peso.
As bebidas energéticas não cumprem o mesmo objetivo que as bebidas esportivas, também chamadas de isotônicos. Estas bebidas à base de água, sais minerais e carboidratos têm a função de repor líquidos, eletrólitos e carboidratos que costumam ser perdidos, principalmente, através do suor, durante atividades físicas intensas, como corridas competitivas.
Por Mariana Araguaia Bióloga, especialista em Educação Ambiental Equipe Brasil Escola
Ao menos 25 crianças viajaram a bordo de um avião da Força Aérea espanhola da Polônia para Madri, onde receberão tratamento
Prédio danificado por disparos de artilharia em Kharkiv, na Ucrânia07/03/2022 REUTERS/Oleksandr Lapshyn Al Goodmanda CNN
Vinte e cinco crianças ucranianas com câncer, que fugiram da guerra em seu país, voaram na sexta-feira (11) a bordo de um avião da Força Aérea espanhola da Polônia para Madri, onde receberão tratamento, informou o Ministério da Defesa da Espanha.
As crianças, acompanhadas de familiares, foram imediatamente levadas aos hospitais de Madri para exames para determinar se vão ficar no hospital ou se podem ir para um alojamento para refugiados de guerra ucranianos, disse a Dra. Ana Fernandez-Teijeiro, presidente do grupo espanhol de oncologia pediátrica SEHOP.
No voo, havia mais 22 refugiados de guerra ucranianos, incluindo algumas crianças, disse o governo espanhol.
A SEHOP da Espanha, uma organização profissional para oncologistas pediátricos, trabalhou com a Fundação Aladina da Espanha e a St. Jude Global, ligada ao Hospital de Pesquisa Infantil St. Jude nos Estados Unidos, para trazer as 25 crianças ucranianas com câncer para a Espanha, Dr. Fernandez-Teijeiro disse à CNN.
Colaborações semelhantes estão levando crianças ucranianas com câncer a receber tratamento também em outros países europeus, acrescentou a Dra. Fernandez-Teijeiro.
Existem cerca de 1.000 refugiados de guerra ucranianos na Espanha até o momento que solicitaram assistência do governo e estão atualmente em alojamentos de refugiados, como casas, hotéis ou centros de refugiados, disse à CNN a assessoria de imprensa do Ministério de Inclusão e Migrações da Espanha.
A Espanha preparou mais 17.000 leitos, informou a assessoria de imprensa.
Há cerca de 114.000 ucranianos vivendo na Espanha, disse recentemente o primeiro-ministro Pedro Sanchez. A assessoria de imprensa do ministério disse à CNN que algumas das chegadas iniciais de refugiados de guerra foram diretamente para ficar com seus familiares ou amigos ucranianos, sem notificar o governo.
Estados Unidos sinalizaram recentemente a “urgência” na pesquisa de uma possível versão digital da sua moeda
Bancos centrais globais têm intensificado esforços para desenvolver suas próprias moedas digitais para modernizar os sistemas financeiros e acelerar os pagamentosGetty Images Catherine Thorbeckeda CNN
Com a tecnologia revolucionando a maneira como as pessoas vivem, trabalham e gastam, os bancos centrais de todo o mundo iniciaram esforços para reinventar suas moedas locais para a era digital.
Os Estados Unidos sinalizaram recentemente a “urgência” na pesquisa de uma possível versão digital de seu dólar por meio de uma Moeda Digital do Banco Central, ou Central Bank Digital Currency (CBDC).
Parte do decreto presidencial sobre ativos digitais do presidente Joe Biden assinado na quarta-feira (9) inclui “colocar urgência na pesquisa e desenvolvimento de uma potencial CBDC dos Estados Unidos, caso a emissão seja considerada de interesse nacional”, de acordo com uma ficha técnica divulgada pela Casa Branca.
A China, segunda maior economia do mundo de acordo com o PIB, lançou seurenminbi digital em janeiro. A CBDC chinesa já possui mais de cem milhões de usuários.
Ao todo, cerca de 100 países estão explorando CBDCs em um nível ou outro, disse a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, durante comentários feitos no encontro do think tank do Atlantic Council no mês passado.
“Nós fomos além das discussões conceituais de CBDCs e agora estamos na fase de experimentação”, declarou Georgieva. “Os bancos centrais estão arregaçando as mangas e se familiarizando com os bits e bytes do dinheiro digital”.
David Yermack, presidente do departamento de finanças da Stern School of Business da Universidade de Nova York, disse ao CNN Business que agora é “inevitável que o mundo inteiro esteja emitindo dinheiro dessa maneira”.
Nos Estados Unidos, a pandemia impulsionou a demanda por métodos de pagamento sem dinheiro e muitos investidores fora da bolsa adotaram criptomoedas como o bitcoin e o ethereum, pressionando o governo a não ficar para trás na tendência.
Com o governo Biden agora dando novo peso à inovação da moeda, saiba o que é preciso entender sobre uma potencial CBDC.
O que é uma CBDC?
O Federal Reserve define CBDCs como “uma forma digital de dinheiro do banco central amplamente disponível para o público em geral”.
Uma diferença fundamental das formas atuais de dinheiro digital em uma conta bancária ou aplicativo de pagamento é que o dinheiro seria um passivo do Fed e não dos bancos comerciais – daí o “dinheiro do banco central”. Isso significa que seria um dólar americano real em formato digital, não um investimento em uma criptomoeda ou um fundo no PayPal.
Existem opiniões divergentes sobre como isso funcionaria na prática, mas, em teoria, seria possível aliviar a necessidade de processadores de terceiros ao transferir dinheiro.
“Em um nível muito alto, uma CBDC é apenas dinheiro digital que seria emitido pelo banco central”, disse Sarah Hammer, diretora administrativa do Stevens Center for Innovation in Finance na Wharton School da Universidade da Pensilvânia.
“Seria baseada na moeda fiduciária daquele país, portanto ela seria baseada na oferta de dinheiro – e então implementada usando um banco de dados do governo ou entidades do setor privado aprovadas trabalhando com o governo”.
Yermack, que estuda a ascensão das moedas digitais há anos, acrescentou que uma CBDC “realmente operaria muito como a bitcoin ou outras criptomoedas”.
“Seria uma rede de carteiras, provavelmente mantidas por pessoas físicas, onde elas poderiam pagar umas às outras diretamente sem passar por terceiros”, comentou Yermack.
De acordo com a especialista Hammer, uma decisão tecnológica significativa para os formuladores de políticas é definir se uma moeda digital do banco central dos Estados Unidos é executada em uma blockchain, a tecnologia que sustenta criptomoedas como o bitcoin, pois isso colocaria o peso do governo federal por trás dessa tecnologia emergente.
“Ela pode ser operada por meio de um banco de dados central ou por meio de tecnologia de contabilidade distribuída, a blockchain”, disse Hammer.
O Federal Reserve Bank de Boston e o Massachusetts Institute of Technology (MIT) publicaram uma pesquisa conjunta no mês passado sobre um experimento da CBDC. O estudo foi apelidado de “Projeto Hamilton”.
O trabalho usou a tecnologia blockchain e “produziu uma base de código capaz de lidar com 1,7 milhão de transações por segundo”, de acordo com uma declaração do Fed de Boston.
Isso ficou muito acima da referência de 100 mil transações por segundo que os pesquisadores inicialmente procuraram atingir.
A declaração acrescentou que o Projeto Hamilton “se concentra na experimentação tecnológica e não visa criar uma CBDC utilizável para os Estados Unidos”.
No entanto, Yermack, da Universidade de Nova York, disse que é “provável que o que quer que eles estejam trabalhando seja o que aquilo que o Fed vai agarrar e tentar implantar”.
O yuan digital da China, no entanto, não opera na tecnologia blockchain. Ele visa a substituir os pagamentos em dinheiro e pode ser acessado por meio de um aplicativo móvel mantido pelo governo, bem como pelo app WeChat, da Tencent.
Ele usa a infraestrutura de tecnologia existente usada por bancos comerciais e online chineses aprovados e plataformas de pagamento, e é emitido pelo Banco Popular da China (BPOC).
Quais são os potenciais benefícios e riscos?
Uma CBDC poderia oferecer aos consumidores uma alternativa mais conveniente, segura e barata às opções disponíveis atualmente.
Também poderia aliviar a necessidade de dinheiro e reprimir transações fraudulentas, de acordo com Hammer, além de ser mais eficiente para coletar impostos ou distribuir fundos governamentais direcionados.
“Existem alguns benefícios de inclusão financeira em ter uma moeda digital do banco central”, acrescentou a especialista da Wharton School, aludindo à capacidade de beneficiar norte-americanos que não têm contas bancárias.
Existem vários riscos potenciais, incluindo barreiras tecnológicas e preocupações de segurança, bem como ameaças à privacidade, observou Yermack.
O potencial para assumir parte do trabalho realizado por bancos comerciais e mercados de crédito também causou preocupação.
O Fed alertou especificamente sobre possíveis riscos de segurança cibernética em um relatório de janeiro, dizendo que “qualquer infraestrutura dedicada para uma CBDC precisaria ser extremamente resiliente a essas ameaças, e os operadores da infraestrutura da CBDC precisariam permanecer vigilantes, pois os maus atores empregam métodos e táticas cada vez mais sofisticados”.
Além disso, uma CBDC poderia ameaçar a independência do Fed e levantar uma série de novas questões políticas.
“O risco de abuso político é enorme”, disse Yermack. “Se você der ao banco central esse tipo de poder, as salvaguardas políticas provavelmente precisariam ser muito mais altas do que as atualmente em vigor para o Federal Reserve”.
Embora Yermack diga que uma CBDC provavelmente exigirá um “redesenho político cuidadoso” e um período de transição à medida que as nações o experimentarem na próxima década, ele ainda vê “muitas boas razões para fazer isso”.
“Acrescente a isso o fato de que as pessoas realmente não gostam de usar dinheiro, ou seja, as preferências do público também estão empurrando os governos nessa direção”, disse Yermack.