instituto_butantan_01

Butantan divulga primeiros resultados de vacina única de influenza e Covid-19

Na fase de testes em animais, a candidata a vacina levou à formação de anticorpos reagentes às três cepas do vírus influenza e ao novo coronavírus

Rovena Rosa/Agência Brasil
Lucas Rochada CNN
em São Paulo

O Instituto Butantan divulgou nesta quinta-feira (3) os primeiros resultados de uma vacina única contra a Covid-19 e contra a gripe. Na fase de testes em animais, a candidata a vacina teve “resultados muito promissores” ao induzir a formação de anticorpos reagentes às três cepas do vírus influenza (H1N1, H3N2 e B) e ao novo coronavírus.

Segundo o Butantan, os testes em humanos podem começar em até um ano. O imunizante conta com duas formulações: a da Butanvac, vacina em desenvolvimento pelo Butantan contra a Covid-19, e a da vacina da influenza, que já é produzida pelo laboratório para abastecer o Programa Nacional de Imunizações (PNI).

“Os primeiros resultados são muito promissores. Ela funciona para produção de anticorpos contra a influenza e para produção de anticorpos contra Covid-19”, afirmou o diretor de Produção do Butantan, Ricardo Oliveira, em um comunicado.

Os estudos iniciais estão em uma etapa chamada prova de conceito, quando se coletam resultados de análises feitas em amostras não humanas. Segundo Oliveira, os ensaios clínicos, que consideram a participação de voluntários, podem começar em até um ano.

A previsão considera o desenvolvimento da Butanvac, que iniciou os testes em humanos exatamente um ano após a conclusão da etapa da prova de conceito.

“O que facilita o processo é que estamos misturando produtos bem conhecidos pelo Butantan: a vacina da influenza, que temos conhecimento de muitos anos, e a Butanvac, que apesar de recente, usa a mesma plataforma da influenza”, explica Oliveira.

Resposta imune

O pesquisador do Centro BioIndustrial do Butantan, Paulo Lee Ho, afirma que a vacina combinada deu indícios de uma resposta imune mais robusta e duradoura do que as vacinas atuais. Segundo ele, os resultados positivos podem estar associados a uma substância adicionada à vacina para potencializar a resposta imunológica, chamada tecnicamente de adjuvante.

“Os resultados são excelentes porque a gente vê que funciona, e estamos vendo que a resposta está muito melhor porque estamos incluindo um adjuvante, que produz uma proteção muito mais eficaz contra os dois antígenos [moléculas desconhecidas pelo organismo que levam à produção de anticorpos]”, afirmou.

Segundo o pesquisador, a introdução do adjuvante produzido pelo próprio Butantan, chamado de IB160, que é muito semelhante aos usados na vacina contra influenza sazonal, tem como vantagem exigir uma quantidade menor de antígenos na composição da vacina. Esse fator aumentaria a capacidade de produção de doses com o mesmo quantitativo de antígenos produzidos.

“[A inclusão do adjuvante] melhora a resposta não só em quantidade, mas em qualidade de anticorpos. O estudo indica que essa inclusão pode aumentar o tempo de produção desses anticorpos e que a resposta imune pode durar muito mais, ser mais efetiva sem alterar a segurança”, ressaltou Paulo.

  • 1 de 16Vacinação de crianças contra a Covid-19 em Porto Alegre (RS)Crédito: Cristine Rochol/PMPA
  • 2 de 16Vacinação de crianças com a Coronavac em São PauloCrédito: Governo do Estado de São Paulo
  • 3 de 16Vacinação de crianças contra a Covid-19 no Recife (PE)Crédito: Iggor Gomes/PCR
  • 4 de 16Vacinação de crianças contra a Covid-19 em Jundiaí (SP)Crédito: Pedro Amora/Prefeitura de Jundiaí
  • 5 de 16Recife, em Pernambuco, começa a vacinar crianças contra a Covid-19Crédito: Reprodução/Lula Carneiro/PCR
  • 6 de 16Vacinação de crianças contra a Covid-19 no Distrito FederalCrédito: Sandro Araújo/Agência Saúde DF
  • 7 de 16Vacinação de crianças contra a Covid-19 em São Luís (MA)Crédito: Prefeitura de São Luís
  • 8 de 16São Paulo iniciou vacinação de crianças contra a Covid-19 no dia 14 de janeiroCrédito: Governo do Estado de São Paulo
  • 9 de 16Vacinação de crianças contra a Covid-19 em Vitória, no Espírito SantoCrédito: Gabriel/Werneck/PMV
  • 10 de 16Crianças recebem vacina contra a Covid-19 em Maricá (RJ)Crédito: Prefeitura de Maricá
  • 11 de 16Vacinação contra a Covid-19 em Taguatinga, no Distrito FederalCrédito: José Cruz/Agência Brasil
  • 12 de 16Vacinação de crianças contra a Covid-19 em Fortaleza, no CearáCrédito: Marcos Moura/Prefeitura de Fortaleza
  • 13 de 16Vacinação de crianças contra a Covid-19 no Rio de Janeiro (RJ)Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil
  • 14 de 16Início da vacinação de crianças contra a Covid-19 em Fortaleza, no CearáCrédito: Divulgação
  • 15 de 16Início da campanha de vacinação de crianças contra a Covid-19 em Aracaju, no SergipeCrédito: Divulgação
  • 16 de 16Salvador, na Bahia, dá início à vacinação de crianças contra a Covid-19Crédito: Divulgação
  • FONTE CNN
brasilia_verao_calor_feriado_carnaval

Entenda o que é endemia e os impactos de mudanças na classificação da Covid-19

Encerramento da situação de emergência declarada em 2020 pode trazer impactos para a gestão da pandemia no país

Mudanças na classificação da Covid-19 poderão trazer a flexibilização de medidas como o uso de máscarasMarcelo Camargo/Agência Brasil
Lucas Rochada CNN
São Paulo

O Ministério da Saúde afirmou à imprensa, nesta quinta-feira (3), que avalia a possível reclassificação da pandemia de Covid-19 no país como uma situação de endemia. De acordo com a pasta, a avaliação é conduzida em conjunto com outros ministérios e órgãos, levando em conta o cenário epidemiológico e o comportamento do vírus no país.

Em entrevista à CNN, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o governo estuda o impacto dessa mudança, e que se baseia no cenário de redução dos casos graves da doença no país. A informação também foi publicada pelo presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais nesta quinta-feira.

“O Ministério da Saúde é quem tem mais autoridade para dispor acerca desse tema a nível nacional e tem a autoridade que é conferida pela lei, essa lei de 2020, a lei que disciplinou a pandemia no Brasil. O artigo primeiro, parágrafo segundo, dá esse prerrogativa a mim, o ministro da Saúde, para rebaixar o grau de pandemia para endemia e eu farei isso baseado em critérios técnicos”, disse Queiroga à imprensa nesta sexta-feira (4).

O que representa uma possível mudança na classificação

Um possível encerramento da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN), com a mudança na classificação do cenário epidemiológico no país de pandemia para endemia, poderá trazer impactos diretos ao enfrentamento da Covid-19 no país.

“Quando falamos de uma epidemia ou de uma pandemia, estamos falando de uma situação de emergência de saúde pública. Em uma emergência sanitária, temos a flexibilização de alguns regramentos que dizem respeito a processos de compra e licitação, exatamente para que se tenha maior velocidade e se consiga atender a população naquela emergência”, explica Chrystina Barros, pesquisadora em gestão de saúde.

Na avaliação da especialista, diante da saída do caráter de urgência, as políticas públicas devem continuar focadas em garantir condições de diagnóstico, atendimento e vigilância epidemiológica. A pesquisadora alerta que é necessário cuidado em relação à mensagem central que pode ser compreendida pela população com a mudança pelo Ministério da Saúde da classificação da doença.

“Nós precisamos ter cuidado para que ao dar o alerta agora de uma endemia, de uma doença que faça parte do nosso dia a dia ao invés de uma pandemia, isso não traga o relaxamento das medidas de vigilância. Isso não pode trazer o relaxamento da população em um momento em ainda enfrentamos surtos e ondas referentes a novas cepas, ainda é tempo de atenção”, destaca.

decisão poderá flexibilizar um conjunto de medidas não farmacológicas, que são aquelas preconizadas desde o início da pandemia para a prevenção da Covid-19, incluindo o uso de máscaras de forma obrigatória.

A epidemiologista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Ethel Maciel, afirma que o conceito de transição de pandemia para endemia está em estudo por grupos de pesquisa em todo o mundo.

“Ainda não temos um consenso mundial de quais seriam os indicadores de casos e de mortes para a definição de endemia em relação à Covid-19. O vírus vai continuar entre nós, ainda vamos ter casos e óbitos. Porém, muito provavelmente essas mortes vão acontecer entre as pessoas vulneráveis, em geral idosos e pessoas que têm outras comorbidades, e não em pessoas vacinadas e que são imunocompetentes”, disse.

Atendimento médico em hospital durante a pandemia de Covid-19
Caráter emergencial permite celeridade na contratação de profissionais em casos de urgência / Breno Esaki/Agência Saúde DF

O encerramento da situação de emergência também pode prejudicar a aplicação de vacinas autorizadas para uso emergencial no país, como a Coronavac e a Janssen. A resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de 10 de março de 2021, afirma que em caso de suspensão da situação de emergência pelo Ministério da Saúde, a autorização será automaticamente suspensa.

O ministério da Saúde articula junto à Anvisa possíveis mudanças na resolução para evitar a suspensão do uso dos imunizantes no país.

Como se define um cenário epidemiológico

A pesquisadora Chrystina Barros, membro do Comitê de Combate ao Coronavírus da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica que na área da epidemiologia, campo de estudo da relação entre saúde e doença, os agravos são definidos de acordo com a prevalência, ou seja quando acontecem, número de casos e incidência em determinada região.

“Se numa área geográfica delimitada existe um aumento do número de casos, tem-se um surto. Se isso se estende a uma área maior, falando de cidades e estados, tem-se uma epidemia. Se isso alcança continentes, nós falamos de uma pandemia”, afirma.

A pesquisadora explica que, embora a definição de pandemia seja uma atribuição da Organização Mundial da Saúde (OMS), os países devem realizar o monitoramento das informações epidemiológicas para entender o comportamento da doença a nível nacional.

“Essa classificação tem que seguir critérios geográficos e quantitativos que mostrem a evolução do número de casos da doença na história de saúde da população ao longo de um tempo”, diz.

Como se define caráter emergencial

No dia 3 de fevereiro de 2020, o Ministério da Saúde reconheceu a Covid-19 como emergência sanitária internacional e elevou o nível da resposta brasileira para Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPIN).

A medida, publicada no Diário Oficial da União, estabeleceu o Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE-nCoV) como mecanismo nacional da gestão coordenada da resposta à emergência no âmbito nacional.

Dentre as atribuições do centro de operações, estão a articulação com gestores do Sistema Único de Saúde (SUS) de todo o país, acionamento de equipes de saúde, incluindo a contratação temporária de profissionais, e a aquisição de bens e contratação de serviços em regime de urgência.

Entenda a classificação epidemiológica

Diferentes nomes técnicos são adotados para definir a situação epidemiológica de uma doença: surto, epidemia, endemia e pandemia. As nomenclaturas estão associadas ao alcance de um agravo e aos impactos para as populações.

As epidemias são definidas pelo aumento no número de casos de uma doença em diversas regiões, ainda sem atingir uma escala global.

“Epidemia é quando uma doença apresenta um crescimento abrupto, além do que é esperado”, diz. “Não chamamos de epidemia quando são doenças sazonais, como a dengue, que os casos crescem todos os anos na mesma época”, explica Carlos Magno, professor da faculdade de Medicina da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

Uma doença se torna uma pandemia quando atinge níveis mundiais. Considerando o espalhamento de um agente causador em diversos países ou continentes, afetando um grande número de pessoas. A declaração de pandemia é feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que classificou a Covid-19 desta forma no dia 11 de março de 2020.

O conceito de endemia, por sua vez, considera a presença de uma doença de forma recorrente em uma região, mas sem apresentar aumentos significativos no número de casos. “Quando uma epidemia acontece de maneira constante ao longo do tempo no mesmo local, é chamada de endemia”, afirma Magno.

Já os surtos são caracterizados pelo aumento repentino de uma doença em uma localidade específica, como exemplo, temos os surtos de Ebola que atingem localidades restritas de países da África.

Cuidados básicos ajudam a prevenir a Covid-19

  • 1 de 7Cuidados básicos ajudam a prevenir a Covid-19 e a gripe. Mantenha a utilização de máscarasCrédito: Getty Images
  • 2 de 7Higienize as mãos com água e sabão com frequênciaCrédito: Fran Jacquier/Unsplash
  • 3 de 7Utilize álcool gel quando estiver na ruaCrédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
  • 4 de 7Mantenha os ambientes ventiladosCrédito: Daniel Hansen/Unsplash
  • 5 de 7Evite tocar os olhos e a boca constantementeCrédito: Getty Images/Westend61
  • 6 de 7Evite aglomerações e locais fechados, quando possívelCrédito: Rovena Rosa/Agência Brasil
  • 7 de 7Busque a vacinação contra a Covid-19 e contra a gripeCrédito: Thamyres Ferreira/MS
  • FONTE CNN
GettyImages-1238840074

Pelo menos 33 países autorizam entrada de refugiados da Ucrânia

Brasil publicou na quinta-feira (3), no Diário Oficial da União, a portaria que prevê visto humanitário por 180 dias

Organização das Nações Unidas (ONU) informou que mais de 1 milhão de pessoas já deixaram a UcrâniaAttila Husejnow/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
Giulia Alecrimda CNN
em São Paulo

Ao menos 33 países estão autorizando a entrada de pessoas que estão fugindo da guerra na Ucrânia. A primeira manifestação de abrigo veio da União Europeia, bloco que reúne 27 países membros aptos a receber refugiados. Ainda não está claro por quanto tempo a aliança europeia emitirá a permissão de entrada, mas haverá possibilidade de emprego, moradia e assistência médica.

De acordo com um levantamento exclusivo da Agência CNN, além dos países membros, outros seis anunciaram a entrada, são eles: Brasil, Estados Unidos, Canadá, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Austrália.

O Brasil publicou na quinta-feira (3), no Diário Oficial da União, a portaria que prevê visto humanitário por 180 dias, com possibilidade de solicitar residência por tempo indeterminado Os imigrantes também poderão trabalhar, nos termos da legislação vigente.

Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira a emissão do Status de Proteção Temporária (TPS) por 18 meses para quem tiver adentrado o país até 1º de março.

Canadá até o momento foi o único país que informou que não teria limite de quantas pessoas poderiam aplicar para o visto, além de informar a possibilidade de residência por mais de dois anos.

Reino Unido, que deixou a União Europeia oficialmente no dia 1° de janeiro de 2021, não chegou a autorizar vistos para qualquer imigrante, mas sim para pais, irmãos, filhos e avós de residentes ucranianos no Reino Unido encontrarem suas famílias.

Os Emirados Árabes Unidos haviam, inicialmente, suspendido a entrada de ucranianos, mas depois de críticas dos aliados do Oriente Médio, resolveram voltar atrás e anunciar que os refugiados seriam aptos para vistos.

Por fim, a Austrália divulgou que já analisou “centenas” de pedidos de visto nos últimos dias. Residentes ucranianos que já viviam no país e que estavam próximos de ter o visto vencido, ganharão uma extensão automática de mais seis meses.

A Organização das Nações Unidas (ONU) informou que mais de 1 milhão de pessoas já deixaram a Ucrânia.

Refugiados deixam a Ucrânia

  • 1 de 7Refugiados da Ucrânia chegam a abrigo temporário em Korczowa, na PolôniaCrédito: Sean Gallup/Getty Images
  • 2 de 7Refugiados choram e se abraçam após encontrar parentes do outro lado da fronteira da Ucrânia com a PolôniaCrédito: Attila Husejnow/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
  • 3 de 7Pessoas esperam por refugiados em estação de trem nas proximidades da fronteira entre Rússia e UcrâniaCrédito: Janos Kummer/Getty Images
  • 4 de 7Refugiada ucraniana cruza a pé a fronteira da Ucrânia com a PolôniaCrédito: Attila Husejnow/SOPA Images/LightRocket via Getty Images
  • 5 de 7Refugiados acampam perto da fronteira entre a Ucrânia e a PolôniaCrédito: Beata Zawrzel/NurPhoto via Getty Images
  • 6 de 7Abrigo de refugiados ucranianos na PolôniaCrédito: Agnieszka Majchrowicz/Anadolu Agency via Getty Images
  • 7 de 7Estação de trem na Polônia registra alto fluxo de refugiados vindos da UcrâniaCrédito: Agnieszka Majchrowicz/Anadolu Agency via Getty Images

FONTE CNN.

tagreuters.com2021binary_LYNXMPEHBE129-FILEDIMAGE

Embrapa prepara caravana para economia de US$ 1 bilhão em fertilizantes

Com o impacto da guerra na Ucrânia no mercado de fertilizantes, empresa também trabalha para reduzir em 25% a dependência do Brasil de importações até 2030

Produtor aplica fertilizante27/05/2021REUTERS/Pascal Rossignol
Pauline Almeidada CNN
no Rio de Janeiro

Com o impacto da guerra na Ucrânia no mercado de fertilizantes, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai lançar uma caravana de apoio técnico aos produtores rurais.

O objetivo é aumentar de 60% para 70% a eficiência no uso de fertilizantes e economizar US$ 1 bilhão no uso desses produtos na próxima safra.

As informações foram confirmadas à CNN pelo presidente da Embrapa, Celso Moretti.

“Qual é o impacto em termos de economia? Economizar US$ 1 bilhão em fertilizantes para a próxima safra”, afirmou.

“Para aplicar adubo, primeiro você precisa fazer uma análise do solo para ver o que está faltando e nem sempre isso acontece. Nós vamos dar todas essas orientações técnicas nas principais regiões produtoras do Brasil”, explicou.

De acordo com Moretti, essa é a ação que a Embrapa montou para reagir “em curtíssimo prazo” ao conflito no Leste Europeu. Os técnicos da instituição vão fornecer treinamento para produtores, cooperativas e associações.

A caravana batizada de FertBrasil veio de outra iniciativa semelhante realizada entre 2013 e 2014, quando uma praga se espalhou pelo Cerrado do país, com forte impacto nas cadeias de algodão e soja.

O projeto deve começar junto com o anúncio de um plano nacional de fertilizantes pelo governo federal.

Em entrevista à CNN nesta semana, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse que o lançamento deve acontecer até o dia 17 deste mês.

Segundo o presidente da Embrapa, a produção agropecuária brasileira alimenta 800 milhões de pessoas no mundo, mas consome 8,5% do mercado de fertilizantes para isso.

O país é o quarto em uso de fertilizantes, atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia — todos produtores dos insumos.

Moretti destacou que, em 2021, o Brasil importou 85% dos fertilizantes, cerca de 43 milhões de toneladas, sendo que 73% deles são empregados nas cadeias de soja, milho e cana-de-açúcar.

A Rússia, responsável pelos ataques à Ucrânia, é a principal fornecedora para o Brasil, com mais de 20% das importações. Uma das maiores necessidades é em relação ao potássio, sendo que 50% dele vem da Rússia e da aliada Belarus.

Diminuição da dependência

A Embrapa também tem um plano em andamento para diminuir a dependência do Brasil em relação ao mercado internacional.

A meta é reduzir em 25% a demanda por fertilizantes importados até 2030. “Nós não temos uma vara de condão para mudar isso do dia para a noite”, avaliou o presidente da Embrapa, Celso Moretti.

A instituição de pesquisa age em cinco frentes: biofertilizantes, organominerais, fertilizantes nanoestruturados, agricultura de precisão e condicionadores de solo com pó de rocha.

Entre os biofertilizantes, está um desenvolvido por pesquisadores da própria Embrapa, que descobriu duas bactérias que atuam no fósforo no solo — uma delas faz o fósforo se movimentar mais na terra enquanto a outra tem impacto nas raízes das plantas.

Na safra de 2020/2021, o Brasil contou com 300 mil hectares de plantações com essa tecnologia, número que saltou para 3 milhões de hectares no período 2021/2022.

No caso dos organominerais, um fertilizante mineral é combinado com fontes orgânicas, como esterco de animais.

Já os nanoestruturados fazem uma liberação controlada, mais lenta, das substâncias necessárias às plantas, enquanto a agricultura de precisão trabalha com um levantamento detalhado dos pontos da propriedade rural que necessitam de mais ou de menos adubo.

O último ponto, da “rochagem”, ainda está em estudo e deve apresentar resultados finais em dois anos.

Moretti destaca a importância do agronegócio, que representa 26% do PIB brasileiro. Segundo ele, é possível combinar pesquisa e tecnologia no campo para diminuir a dependência e reduzir custos.

Na década de 1990, por exemplo, a Embrapa descobriu uma bactéria que auxilia a captação de nitrogênio na plantação de soja.

Em 2021, a tecnologia ajudou o Brasil a economizar R$ 28 bilhões e ainda evitar o uso de nitrogênio vindo do petróleo, impedindo a emissão do equivalente a 100 milhões de toneladas de gás carbônico, estratégia que ainda contribui para conter as mudanças climáticas.

Sobre o impacto da guerra na Ucrânia na produção brasileira, o presidente da Embrapa acredita em efeitos mais intensos a partir da safra de verão, que começa a ser plantada em outubro, caso os ataques persistam.

“É difícil fazer qualquer previsão. Isso vai depender da extensão do conflito”, pontuou.

O governo brasileiro vem agindo com o que chama de “diplomacia de fertilizantes”, em busca de outros fornecedores como alternativa à Rússia e Belarus, como Canadá, Irã e Catar.

fonte CNN

Parque-Industrial-CBMM-1

Diversificação de negócios da CBMM se reflete em crescimento em 2021
Companhia amplia aportes em Programa de Tecnologia e avalia investimentos em startups
para acelerar desenvolvimento de tecnologias com Nióbio e ampliar mercado

Em linha com as megatendências globais de eletrificação, urbanização, sustentabilidade e transformação digital, a CBMM reforça seus planos para um crescimento acelerado pautado em novas aplicações na siderurgia e na diversificação de seus mercados de atuação. Para isso, em 2021, a companhia investiu ainda mais na estratégia direcionada a novos negócios, buscando acelerar a entrada de tecnologias aplicadas de Nióbio no mercado global, especialmente no segmento de baterias.

Para suportar os planos de crescimento, a CBMM concluiu o maior ciclo de investimento em planta industrial de sua história, em Araxá (MG), com a expansão da unidade concluída em 2021. Foram investidos R$ 3 bilhões somente na última fase de ampliação, elevando a capacidade produtiva de seu complexo industrial de 100 mil toneladas para 150 mil toneladas de produtos de Nióbio, nível superior à atual demanda do mercado mundial. A ampliação está em linha com a estratégia da companhia de sempre antecipar suas jornadas de crescimento de demanda através da tecnologia e inovação para a geração de valor para a sociedade.

Esse crescimento pautado pela diversificação reflete-se em resultados positivos também para Minas Gerais. Em 2021, a CBMM contribuiu com o recolhimento de mais de R$ 4 bilhões para os cofres públicos. Esses valores se dividem em parcelas principalmente relacionadas à cadeia de impostos arrecadados em razão da comercialização somente de produtos de Nióbio já acabados e contribuições; além da parcela de R$ 1,5 bilhão destinada à Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), conforme previsto em contrato vigente entre as partes.

Dentro da estratégia de acelerar crescimento via novos negócios, apenas no ano passado, a empresa investiu em duas startups – na inglesa Echion e na norte-americana Battery Streak. Os investimentos visam acelerar novos desenvolvimentos em materiais para baterias de íons de lítio. Em 2021, o volume de vendas de produtos de Nióbio para aplicação em baterias somou 50 toneladas, para 2022, a previsão é que esse número alcance 500 toneladas.

Os aportes no Programa de Tecnologia também seguiram uma curva ascendente e totalizaram R$ 195 milhões em 2021, um crescimento de mais de 38% em relação a 2020. Deste montante, R$ 60 milhões foram destinados ao Programa de Baterias. O restante foi concentrado em programas também relevantes, como o de aços avançados para projetos de infraestrutura e mobilidade mais sustentáveis, além de novas aplicações nos setores de energia e eletroeletrônico. Para 2022, a expectativa é que os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e novas tecnologias avancem mais de 40%, chegando a R$ 278 milhões.

A combinação entre os investimentos robustos realizados pela CBMM e a retomada da economia global após a pandemia de Covid-19, especialmente dos setores siderúrgico e aeronáutico, refletiu-se em um aumento de 64% na receita líquida da Companhia em 2021 no comparativo com 2020, que somou R$ 11,4 bilhões. Já o lucro líquido foi de R$ 4,5 bilhões, número 78% superior ao registrado no ano passado.

Já com relação ao EBITDA, a CBMM alcançou a marca de R$ 7,6 bilhões, um incremento de 47% frente ao ano anterior. Esse resultado é reflexo da disciplina operacional, além do aumento da receita de vendas, especialmente na Ásia (excluindo a China), que apresentou crescimento de 40%, e na Europa, que contou com volume de vendas 20% superior ao registrado em 2020.

O volume de vendas total de produtos de Nióbio teve aumento de 17%, totalizando 85 mil toneladas, crescimento em linha com o mercado, que somou 110 mil toneladas em 2021, ante 95 mil toneladas em 2020. A China manteve-se como principal mercado da CBMM, com 40% do volume de vendas, seguida dos demais países asiáticos, como Japão, Coreia do Sul e Índia, que representaram uma fatia de 22%. A Europa absorveu 19% das vendas da empresa, enquanto as Américas, principalmente EUA e Brasil, somaram 14%. Outras regiões como o Oriente Médio e a África representaram os 5% restantes.

Para os próximos anos, as perspectivas da empresa são otimistas. Sempre à frente do mercado, a CBMM pretende dobrar seu volume de vendas de 2021 até 2030, alcançando 185 mil toneladas de produtos de Nióbio. Além disso, nos próximos nove anos, a empresa prevê que 40% de sua receita seja representada por produtos fora da siderurgia. Atualmente, esses produtos representam 10% da receita da Companhia.

Sobre a CBMM
Líder mundial na produção e comercialização de produtos de Nióbio, a CBMM possui mais de 400 clientes, em 50 países. Sediada no Brasil, com escritórios e subsidiárias na China, Países Baixos, Singapura, Suíça e Estados Unidos, a companhia fornece produtos e tecnologia de ponta aos setores de infraestrutura, mobilidade, aeroespacial e energia. Em 2019, investiu na 2DM, empresa dedicada ao Grafeno e, em 2021, nas startups Echion e Battery Streak. Os investimentos visam novos desenvolvimentos em materiais para baterias de íons de lítio. Para mais informações, visite o media center.

Informações à imprensa
Rede Comunicação de Resultado
Sandra Barroca: (31) 99956.7490

Oficina Consultoria – imprensacbmm@oficina.ci
Denise Mello: (11) 99832.4877
Bruno Mafra: (31) 99108-5581

Plano-de-Saude

Prefeitura de Araxá vai credenciar planos de saúde para o servidor público

A Prefeitura de Araxá em breve vai credenciar prestadoras de serviços de planos de saúde básicos para atender servidores públicos municipais efetivos, estáveis, contratados e comissionados da Administração Direta e Indireta. A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal nesta quinta-feira (3) e vai ser sancionada pelo prefeito Robson Magela.

De acordo com projeto, os planos de saúde básicos vão ser credenciados através de licitação, em conformidade da Lei Federal que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde, e suas alterações posteriores, bem como de acordo com as normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A adesão do servidor ao plano de saúde de sua escolha a ser contratado é facultativa.

A Prefeitura de Araxá vai subsidiar o plano de saúde integralmente ao servidor com vencimento de até R$ 2.016,00, e custeará parte mediante desconto em folha do servidor beneficiário de acordo com a faixa salarial.

– Até 2.016,00 (100%)
– De R$ 2.016,01 até R$ 3.360,00 (40%)
– De R$ 3.360,01 até R$ 4.893,00 (30%)
– De R$ 4.893,01 até R$ 6.272,00 (20%)
– A partir de R$ 6.272,01 (10%)

A prestadora de planos de saúde poderá ofertar serviços complementares aos servidores, bem como a adesão de dependentes, entendidos como cônjuges, companheiros, ascendentes ou descendentes, ficando neste caso a cargo do servidor beneficiado em sua integralidade.

Fica autorizada, ainda, a adesão dos agentes políticos, mediante desconto do valor integral em folha de pagamento e sem participação do erário público.

“É mais uma iniciativa de valorização ao servidor público por parte desta gestão. O plano de saúde é um dos principais planejamentos que as pessoas querem garantir para a sua vida e agora a Prefeitura de Araxá vai poder contribuir com esse benefício ao funcionalismo público”, destaca o prefeito Robson Magela.


Assessoria de Comunicação

manutencao-estradas-rurais2

Prefeitura de Araxá intensifica manutenção de estradas rurais

A Secretaria Municipal de Agricultura e Pecuária está aproveitando a trégua do período chuvoso para intensificar o trabalho de recuperação e manutenção da malha rural de Araxá.

O secretário Fárley Pereira de Aquino, diz que uma equipe especial foi criada durante o período de maior incidência de chuvas para atender demandas emergenciais. “Fevereiro foi um mês que choveu bastante, mas mesmo assim a secretaria deu assistência aos usuários. A demanda maior foi em relação aos pontos de atoleiros. Vários deles que acabaram com seus veículos encravados solicitaram o nosso socorro”, explica.

Nesses locais, primeiro a equipe fez o escoamento da água empoçada e depois aplica uma cobertura de material sólido, como cascalho ou fresado de asfalto para aumentar a aderência. Agora, com o tempo mais firme, a equipe está retornando a esses pontos para fazer a manutenção, além de executar o patrolamento nas estradas mais esburacadas, fazer bolsões para escoamento da água e retirar os excessos de terra provocados por quedas de barrancos.

“Esse trabalho tem como objetivo reduzir os transtornos criado pelo grande volume de chuva nos últimos meses e facilitar a passagem de moradores, trabalhadores e estudantes, bem como o escoamento das produções agrícola e leiteira”, reforça o secretário.


Att.
Assessoria de Comunicação

reuniao-2

Prefeitura de Araxá anuncia nova coordenadora do setor de Odontologia da Secretaria de Saúde

A Prefeitura Municipal de Araxá informa a mudança na coordenação do setor de Odontologia da Secretaria Municipal de Saúde. A coordenadora Luciana Mesquita deixa o cargo, que será ocupado pela dentista e servidora da saúde, Ana Theresa Leite Scussel.

 O Prefeito Robson Magela e vereadores da Câmara Municipal de Araxá estiveram reunidos na última quarta-feira (2) para tratar sobre o atendimento do setor de odontologia do município.

Estiveram presentes no encontro, os vereadores Bosco Júnior, Zidane, Evaldo do Ferrocarril, Pastor Moacir Santos, Raphael Rios, Valtinho da Farmácia, João Veras, Wagner Cruz e Wellington da Bit.


Assessoria de Comunicação

iptu_2022

Prefeitura de Araxá concede desconto de 15% no pagamento à vista do IPTU 2022

A Prefeitura de Araxá concede desconto de 15% no pagamento à vista do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de 2022. Para garantir o desconto, o contribuinte deve pagar a parcela única até o dia 30 de junho. Há ainda a possibilidade de parcelamento do tributo, desde que o valor de cada parcela não seja inferior a 1 Unidade Fiscal da Prefeitura de Araxá (UFPA), atualmente em R$ 62. O vencimento da primeira parcela é 31 de março.

Os 58.803 mil carnês começaram a ser enviados pelos Correios nesta semana e também podem ser baixados através do site da Prefeitura de Araxá, acessando o link Imobiliário no campo “O que você precisa?” ( https://www.araxa.mg.gov.br/servico/imobiliario ).  Para isso, o contribuinte deve preencher o número da inscrição, logradouro ou o CNPJ/CPF.

De acordo com a Secretaria Municipal de Fazenda, Planejamento e Gestão, a previsão de arrecadação este ano é de cerca de R$ 28 milhões. O contribuinte inadimplente fica impossibilitado de emitir a Certidão Negativa de Débitos e o Alvará de Funcionamento, realizar transação de imóvel (como venda ou posse de herança), entre outros.

É possível a isenção do IPTU nas condições de que o imóvel tenha área construída inferior a 200 m², a renda familiar do proprietário do imóvel seja igual ou inferior a dois salários mínimos, o proprietário seja aposentado, que este seja o único imóvel e que a família resida no próprio imóvel.

Para mais informações, o contribuinte pode entrar em contato no Setor de Tributos pelos telefones (34) 3691-7032 e 3691-7033.

Assessoria de Comunicação

Área de anexos

tagreuters.com2021binary_LYNXMPEHBJ0N0-FILEDIMAGE

Geração solar no Brasil atinge 14 GW, potência equivalente à usina de Itaipu

Marca leva em conta parques centralizados e a geração própria de energia em telhados, fachadas e pequenos terrenos

Painéis de energia solar em Porto Feliz (SP)13/02/2020REUTERS/Amanda Perobelli

O Brasil acaba de chegar à marca histórica de 14 gigawatts (GW) de capacidade instalada de energia solar fotovoltaica, a mesma potência da usina hidrelétrica binacional de Itaipu, informou a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) ao Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A marca leva em conta parques centralizados e a geração própria de energia em telhados, fachadas e pequenos terrenos, a chamada geração distribuída.

De acordo com a entidade, a fonte solar já trouxe ao Brasil, desde 2012, mais de R$ 74,6 bilhões em novos investimentos, R$ 20,9 bilhões em arrecadação aos cofres públicos e gerou mais de 420 mil empregos. Evitou também a emissão de 18 milhões de toneladas de CO2 na geração de eletricidade.

“As usinas solares de grande porte geram eletricidade a preços até dez vezes menores do que as termelétricas fósseis emergenciais ou a energia elétrica importada de países vizinhos atualmente, duas das principais responsáveis pelo aumento tarifário sobre os consumidores”, afirma Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar.

Segundo análise da entidade, o setor espera um crescimento acelerado este ano nos sistemas solares em operação no Brasil, especialmente os sistemas de geração própria solar, em decorrência do aumento nas tarifas de energia elétrica e da entrada em vigor da Lei nº 14.300/2022, que criou o marco legal da geração própria de energia (geração distribuída).

“Trata-se, portanto do melhor momento para se investir em energia solar, justamente por conta do novo aumento já previsto na conta de luz dos brasileiros e do período de transição previsto na lei, que garante até 2045 a manutenção das regras atuais aos consumidores que instalarem um sistema solar no telhado até janeiro de 2023”, explica Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da Absolar.

O Brasil possui 4,7 GW de potência instalada em usinas solares de grande porte, o equivalente a 2,4% da matriz elétrica do País. Atualmente, as usinas solares de grande porte são a sexta maior fonte de geração do Brasil e estão presentes em todas as regiões, com empreendimentos em operação em dezenove estados brasileiros e um portfólio de 31,6 GW já outorgados para desenvolvimento.

A geração própria de energia totaliza 9,3 GW de potência instalada da fonte solar. Isso equivale a mais de R$ 49,5 bilhões em investimentos, R$ 11 bilhões em arrecadação e cerca de 278 mil empregos acumulados desde 2012, espalhados pelas cinco regiões do Brasil.

A tecnologia solar é utilizada atualmente em 99,9% de todas as conexões de geração própria no País, liderando com folga o segmento.

Ao somar as capacidades instaladas das grandes usinas e da geração própria de energia solar, a fonte solar ocupa o quinto lugar na matriz elétrica brasileira. A fonte solar já ultrapassou a potência instalada de termelétricas movidas a petróleo e outros combustíveis fósseis na matriz.

FONTE CNN