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Hoje quem sopra velinhas é o Guilherme Arantes, 68 anos!

Guilherme Arantes (São Paulo28 de julho de 1953) é um cantor e compositor brasileiro.

É um dos poucos pianistas brasileiros a integrar o hall da fama da secular fabricante teuto-americana de pianos Steinway & Sons, estando em companhia de nomes como Guiomar NovaesFranz LisztGeorge Gershwin e Duke Ellington.[1][2]

Guilherme contribuiu decisivamente também para o surgimento do fenômeno new wave no Brasil, em 1981, assinando aquela que é considerada a primeira música do gênero no país: “Perdidos na Selva“.[3]

É reconhecido como um grande hitmaker, emplacando sucessos na sua própria voz e nas de inúmeros outros artistas tais como Caetano VelosoMaria BethâniaNando ReisElis ReginaRoberto CarlosBelchiorGal Costa e MPB4.[4][5]

Tem influenciado artistas das gerações mais recentes da música brasileira, tais como Mano BrownVanessa da MataMarcelo JeneciTulipa RuizCuruminCéu e Bruna Caram.[6][5]

Na década de 1980, chegou a bater recorde de arrecadação de direitos autorais, superando nomes como Caetano VelosoChico Buarque e Gilberto Gil, além de ter colocado 12 músicas em primeiro lugar nas paradas do sucesso.[7] Também nos anos 1980, recebeu elogios de Tom Jobim.[8]

Em 2008, foi eleito pela revista Rolling Stone Brasil um dos 100 maiores artistas da música brasileira.[9] No ano seguinte, a mesma revista também considerou seu primeiro sucesso “Meu Mundo e Nada Mais” como uma das 100 maiores músicas brasileiras em todos os tempos.[10] e inclui o cantor em 3 dos 100 maiores momentos da história da música do Brasil, classificando-o como “o mestre do pop brasileiro”.[11]

É um dos 20 artistas que mais tiveram canções incluídas como trilhas sonoras de novelas brasileiras, com 27 músicas.[12]

Em 2013, seu álbum Condição Humana recebeu o Prêmio Multishow de melhor álbum daquele ano [13] e em 2019 eleito, por absoluta unanimidade, o álbum da década – de 2010 a 2020 – na votação pública do site da Red Bull Brasil.[14]

Carreira

Década de 1970

Começou sua carreira em 1973 como tecladistapianista e vocalista da banda Moto Perpétuo, grupo de rock progressivo, tendo lançado um álbum com o grupo em 1974, no qual foi o compositor em 9 das 11 faixas.[15][16] Em 1975, desliga-se do Moto Perpétuo e estoura imediatamente em sua carreira solo, com a música Meu Mundo e Nada Mais, incluída na trilha sonora da telenovela Anjo Mau, da TV Globo.[17] Em seguida, no ano de 1976, lança seu primeiro álbum homônimo, sucesso de crítica e público.[18]

Ainda na década de 1970, lança mais três álbuns e começa a pavimentar seu caminho de hitmaker com canções de sucesso como Cuide-se BemBaile de MáscarasAmanhã e Êxtase.[19]

Na época, escreveu “Só Deus é Quem Sabe” e ‘Aprendendo a Jogar” para Elis Regina, com quem iniciaria um relacionamento mais tarde. O namoro continuou por quatro meses, até Guilherme recusar o convite de Elis para ser seu diretor musical.[20]

Década de 1980

Em 1980, lança o álbum Coração Paulista, ainda com muitas características roqueiras e progressivas que marcaram em grande medida seus álbuns na década anterior.[21] Ainda em 1980, se aproxima de Elis Regina, que grava duas músicas suas: Só Deus É Quem Sabe e Aprendendo a Jogar, esta com grande êxito comercial.[22]

No ano seguinte, 1981, lança sucessos como Deixa Chover e Planeta Água, esta responsável por levá-lo à final do Festival MPB-Shell daquele ano.

Ao longo da década, vai acumulando hits e trilhas de novelas, tais como O Melhor Vai ComeçarLance Legal (1982), Pedacinhos (1983), Fio da Navalha (1984), Cheia de CharmeOlhos VermelhosFã Número 1 (1985), Coisas do BrasilLoucas Horas (1986), Um Dia, Um AdeusOuroMarina no Ar (1987), Raça de Heróis e Muito Diferente (1989). Emplaca ainda muitas músicas em trilhas sonoras de programas infantis, a exemplo de Brincar de Viver, na voz de Maria Bethânia, e Lindo Balão Azul, interpretada por Baby ConsueloBebel GilbertoMoraes Moreira e Ricardo Graça Mello.[23]

Décadas de 1990, 2000 e 2010

Nos anos 1990, lança seis álbuns de inéditas e, embora em quantidade menor que nos anos 1980, segue lançando hits e trilhas de novelas tais como Sob o Efeito de Um OlharLágrima de Uma MulherTrilhasHora de Partir o Coração e Marca de Uma Estrela.[24]

Em 2000, muda-se para a Bahia[25] e na década que ali se iniciava lançou três álbuns de inéditas, bem como o seu primeiro DVD ao vivo.[26]

Em 2013, lança o álbum Condição Humana[27] e, em 2017, seu álbum mais recente: Flores & Cores,[28] eleito o 13º melhor disco brasileiro de 2017 pela revista Rolling Stone Brasil.[29]

Em [(2020)], participa do DVD do Edu FalaschiTemple of Shadows in Concert, lançado em fevereiro de 2021.[30]

Discografia

Com o Moto Perpétuo

SoloVer artigo principal: Discografia de Guilherme Arantes

Projetos sociais e outras atividades

  • Instituto Planeta Água Jacuípe/BA – Plantio e Replantio de mudas, conservação de manguezais, atividades de artesanato e educação ambiental com jovens e senhoras.
  • Pousada Estúdio Planeta Água – Produtora Coaxo do Sapo Jacuípe, Bahia – Pousada para receber músicos, com estrutura de estúdio, equipamentos e instrumentos para produção musical, onde foi gravado o CD e DVD Intimidade em 2007 e o CD Condição Humana em 2013.

Bibliografia

  • BARCINSKI, André. Pavões Misteriosos — 1974-1983: A explosão da música pop no Brasil São Paulo: Três Estrelas, 2014.
  • Acesse: www.palavramoderna.com.br
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Ator e dublador Orlando Drummond morre aos 101 anos

Ele teve uma longa carreira na TV e também como dublador

Ator e dublador Orlando Drummond morre aos 101 anos

Orlando Drummond, ator mais lembrado pelo personagem Seu Peru da Escolinha do Professor Raimundo, morreu hoje (27), aos 101 anos. A informação é do jornal O Globo. Ele deixa dois filhos, cinco netos e três bisnetos.

Em maio deste ano, o ator chegou a ser internado para tratar de uma infecção urinária e passou dois meses em um hospital do Rio de Janeiro.

Drummond teve uma longa carreira como dublador, dando voz a personagens como Alf, o ETeimoso, Popeye e Scooby-Doo nas versões clássicas das séries. Ele entrou para o Livro dos Recordes por dublar Scooby Doo por mais de 35 anos.

Além disso, ele também dublou inúmeras outras figuras icônicas como o Vingador de Caverna do Dragão e o Puro Osso de As Terríveis Aventuras de Billy e Mandy.

Na TV, Drummond fez parte do elenco de programas de humor como Chico Anysio Show, Escolinha do Professor Raimundo, Os Trapalhões e Zorra Total.

Em 2019, ele foi tema do desfile de carnaval do bloco Diversão Brasileira, que reúne dubladores e fãs de dublagem.

Drummond completou 101 anos em outubro de 2020. O ator também foi um dos primeiros a tomar a vacina contra COVID-19 em 31 de janeiro deste ano.

FONTE: JOVEM NERD ( MARINA VAL)

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The Town: criadores do Rock in Rio anunciam novo festival de música em São Paulo

Os organizadores do Rock in Rio anunciaram nesta sexta-feira (16) a criação de um novo festival de música em São Paulo. Batizado de “The Town”, o evento ainda não tem atrações confirmadas, mas é previsto para acontecer em setembro de 2023, no Autódromo de Interlagos – mesmo local que recebe o Lollapalooza

Os idealizadores do evento estimam receber em torno de 105 mil pessoas por dia – a ideia é que os shows sejam dividos em cinco dias “com muita música, muitos palcos e muito entretenimento, com atrações nacionais e internacionais”. 

De acordo com o evento, a partir do ano que vem, o Brasil contará com o Rock in Rio nos anos pares e, agora, The Town nos anos ímpares. 

Para o presidente do Rock in Rio, Roberto Medina, o The Town será “mais uma referência do entretenimento de qualidade no Brasil, com entregas também de alto nível para o público e para as marcas”. 

“Temos o Rock in Rio confirmado para o ano que vem (setembro de 2022), que será impactante, com inúmeras novidades e, acima de tudo, pronto para viver este retorno tão aguardado por todos”, disse Medina. O clássico festival realizado no Rio foi cancelado em 2021 devido à Covid-19.

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Roberto Medina, presidente do Rock in Rio, anuncia novo festival de música para cidade de São Paulo

The Town, segundo Medina, “chega para confirmar esta esperança contínua de dias melhores, de celebração e paz. Em setembro de 2023, São Paulo vai ganhar uma nova forma de viver entretenimento”.

“Eu vivo o Brasil intensamente. E, assim como o Rock in Rio, The Town nasce dessa paixão pela nossa terra, da amplificação do olhar para novas oportunidades e do desejo que a pandemia me trouxe nestes meses de enclausuramento de trazer algo inédito. Será surpreendente. Toda a concepção foi pensada a partir de uma São Paulo inspiradora e cosmopolita, além de pronta para sediar um evento desta magnitude”, disse o presidente do Rock in Rio, e agora, do The Town.

fonte: CNN Brasil

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Dez anos sem Amy Winehouse: a `retrofuturista’ inesquecível.

Insubstituível. Pela voz de contralto arrebatadora. Pelo carisma. Pelo visual. Dez anos depois de sua morte por abuso de álcool completados nesta sexta-feira (23), ninguém preencheu o vácuo deixado por Amy Winehouse. Não há pares semelhantes. Assim é com nomes como Elvis Presley, Beatles, Michael Jackson, Elis Regina, João Gilberto. Assim é com Amy Winehouse

Tragicamente, a cantora e compositora britânica faz parte do mítico ‘clube dos 27’: artistas geniais que morreram de forma precoce aos 27 anos, como ela, Kurt Cobain, Janis Joplin e Jim Morrison. Com seu livro ‘Minha Amy – A Vida Que Partilhamos’, que está em pré-venda e será lançado no início de agosto no Brasil (Editora Agir, 368 págs., R$ 69,90), o músico britânico Tyler James, melhor amigo de Amy desde a adolescência, traz mais elementos dessa persona complexa, a partir de seu olhar afetivo (mas não complacente) e suas memórias de praticamente uma vida inteira compartilhada com ela. 

 James a conheceu em uma das aulas na Escola de Teatro Sylvia Young, em Londres. Ali, diante dele, a garota miúda que tinha 12, 13 anos, mas parecia não passar dos 9, começou a cantar. “Eu não conseguia acreditar nos meus ouvidos ou nos meus olhos. Aquela garotinha cantava como uma jazzista veterana de 40 anos que bebia três garrafas de uísque e fumava cinquenta Marlboros Red por dia”, descreve ele no livro. Os dois não se separaram mais, até a morte dela. Ele foi o segundo a entrar na casa de Amy e encontrá-la sem vida (o primeiro foi o segurança Andrew Morris), momento doloroso relatado por ele no livro.

Para James, o que fez Amy atingir o mais alto patamar de artista que influencia, mas não deixa herdeiros? “De vez em quando, surge alguém que é único em todos os aspectos. E ela era única. Sua aparência, sua atitude, sua música, seu som, suas letras. Ela era assim como pessoa. Tão inteligente, tão talentosa”, avalia o cantor e compositor, em entrevista à CNN. “Amy cresceu ouvindo jazz, era uma estudiosa do gênero, mas também ouvia hip hop e R&B. Depois, ela entrou nesses grupos de garotas dos anos 50, como as Shangri-Las. E misturou todas essas coisas.”

Mais que o som

Amy uniu sua técnica e conhecimento a sua alma de artista. Ao imponderável. “Claro, você pode listar carisma, carga dramática, a capacidade de ser um repórter do seu tempo, ou seja, fazer uma leitura do estilo de vida, dos timbres, e traduzir isso em uma obra, no caso, musical”, observa o produtor João Marcello Bôscoli. “Mas quando você pega uma foto do Bob Marley, do Elvis, da Amy, parece que na foto você já vê que a pessoa tem uma aura, um magnetismo. Amy tinha isso.”

É possível que venha a existir uma cantora com as mesmas características de Amy Winehouse: inglesa, branca, influenciada pelo jazz e pelo soul,  com um quê de Billy Holliday, uma pitada de Erykah Badu. “Ela poderia ter tudo isso, e não ter acontecido nada. Mas há esse outro ingrediente, esse ‘je ne sais quois’ (não sei o quê)”, acrescenta Bôscoli.

Parte importante dessa aura deve-se ao retrato cru que Amy permitia que se tirasse dela, em seus momentos mais sombrios. Sem filtros de apps e redes sociais, sem intermediação excessiva de agentes e gerenciadores de crises. Amy estava sempre a flor da pele. “Ela vem com algo profundamente humano, o sofrimento, os conflitos, as inseguranças, tudo isso ela juntou ao talento, à força. É uma coisa muito verdadeira”, acredita o produtor, filho de Elis Regina e do jornalista, produtor e compositor Ronaldo Bôscoli.

Segundo ele, existia um drama, uma profundidade e não um plano de marketing. “Miley Cyrus fez tudo para virar uma Amy Winehouse: vazou filme íntimo, tomou drogas, polêmica, polêmica. Ela é respeitada, é muito legal, mas não chegou aonde a Amy chegou.” Ele lembra de ter ouvido a britânica pela primeira vez cantando em ‘Frank’, seu disco de estreia de 2003 – que teve boa recepção da crítica. Mas o estouro mesmo veio com o segundo álbum, ‘Back to Black’ (2006). “O que ela fez era algo retrofuturista, porque os arranjos eram meio 60’s, talvez começo de 70’s, mas com os timbres de hoje.”

Mais que a dor

Há mais de 10 anos apresentando um show-tributo a Amy Winehouse em paralelo ao seu trabalho autoral, a cantora e compositora Miranda Kassin diz que, em ‘Back to Black’, Amy e o produtor Mark Ronson, grande responsável pela sonoridade do disco, “acharam um gênero musical novo, que é soul pop, pop soul music”.

“O ‘Back to Black’ é totalmente autobiográfico, fala das dores, do amor, dos tombos, é uma entrega muito bonita. É um disco verdadeiro e exposto”, analisa Miranda, que fará uma live especial em homenagem a Amy nesta sexta, 23, às 22h15, em seu Instagram. “As pessoas sentiam a força e a fragilidade ao mesmo tempo, muitas se inspirando, muitas se identificando. Ela foi essa paixão avassaladora. Muita gente se identificou com a obra dela, da forma como ela se expôs, sem medo. E mostrou as feridas.”

Amy Winehouse em show no festival Oxegen, em 2008
Amy Winehouse em show no festival Oxegen, em 2008

Com fortes referências de ícones da soul em sua formação musical, Miranda faz sucesso com seu show dedicado à obra de Amy, o que a levou a abrir o show da cantora britânica no Brasil, em 2011. Foi um dos grandes momentos na vida de Miranda. Na época, Amy tentava levar uma vida saudável, longe das drogas e das bebidas, como fazia nos intervalos entre as reabilitações (esse drama, aliás, inspirou um de seus maiores sucessos, ‘Rehab’, em ‘Back to Black’). O documentário ‘Amy’, de 2015, mostra que a compositora não estava preparada para fazer viagens e shows.  

No show em São Paulo, Amy visivelmente não estava bem. A imagem dela no palco contrastava com as fotos publicadas na imprensa em que aparecia feliz, em um hotel de luxo em Santa Teresa, no Rio, onde ficou hospedada. Amy chegou atrasada ao Anhembi. Ao longo da apresentação, foi ficando dispersa, confusa. Parecia esquecer algumas letras e, nessas horas, era afetuosamente amparada por sua banda, que assumia os vocais. Amy chegou a desafinar. Na plateia, um misto de surpresa e tristeza em ver a cantora daquela forma, tão fragilizada.

Miranda assistiu à apresentação de sua musa no backstage. Não era permitido álcool no camarim e em nenhuma parte. “Lembro que o show atrasou pra caramba, porque ela não queria ir. Quando chegou ao estádio, ela nem foi para o camarim, foi direto do carro para o palco. O segurança falou para mim que eu não podia abrir a boca, porque, se ela soubesse que havia alguém ali que era fã, ela não desceria do carro.”

À CNN, James diz que, naquele momento da vida de Amy, a amiga deveria ter se concentrado em ficar sóbria, mas que talvez o pai dela, Mitch, e o empresário pensassem que deixá-la ocupada seria o melhor para ela. “Às vezes, não ter nada para fazer também não ajuda o vício”, pondera.

“Mas ela deveria ter feito seu show no Brasil? Eu diria que, naquela fase, não era uma ideia péssima. As coisas ficaram muito ruins depois disso. Mas eu sei que ela não gostou, porque Amy estava entediada de cantar aquelas músicas, era meio que uma fase em que ela estava percebendo que não queria mais ser Amy Winehouse, não queria ser essa pessoa.”

Mais que a morte

Por que escrever um livro de memórias agora, depois de dez anos da partida de Amy? James conta que sempre soube que faria isso algum dia. Pensava que seria quando fosse mais velho. Veio antes. “Dez anos parece muito tempo, mas o luto é um processo muito difícil, complicado e nunca termina. Quando Amy morreu, achei que não conseguiria. Meu primeiro pensamento foi tirar minha própria vida”, conta.

Amy Winehouse e Tyler James
Amy Winehouse e Tyler James eram amigos desde a adolescência

James seguiu em frente, sem Amy, mas, segundo ele, não estava vivendo. “Eu estava com raiva, chateado e podia ouvir Amy me dizendo para escrever, porque foi isso que Amy fez. Ela sempre escreveu as coisas. É por isso que ela era uma musicista tão incrível. Quando sua cabeça ficava confusa com um cara ou qualquer coisa, ela escrevia e transformava isso em uma música.”

Em ‘Minha Amy’, as histórias dele e da cantora se cruzam o tempo todo, nas semelhanças, como a depressão na adolescência, e nas divergências, como no abuso alcóolico da amiga. Ao longo do livro, James relata uma vida dedicada a Amy, a cuidar dela – apesar de ele ter construído a própria trajetória na música, mesmo que bem mais discreta. Foi James quem incentivou Amy a gravar uma fita cantando pela primeira vez. Ele foi testemunha da ascensão e do calvário dela. E fala da relação dela com as drogas, o álcool, do amor destrutivo com ex-marido Blake. 

Além do livro, vai ser lançado um novo documentário da cantora, ‘Reclaiming Amy’, com narração de sua mãe, Janis. O disco ‘Amy Winehouse at The BBC’, com versões ao vivo do catálogo dela, também foi relançado em maio pela Universal.

Num exercício adivinhatório, se Amy ainda estivesse viva, o que ela estaria fazendo? Estaria casada e com filhos, como sonhava? “Espero que sim. Ela era a mais bela pessoa maternal”, James responde. Teria virado atriz? Ele acha que possivelmente sim, mas não para ser famosa, como ela não queria ter sido famosa na música. “Ela era uma grande fã de Robert Rodriguez e desse tipo de filmes. Tenho certeza de que, se ela recebesse a oferta de um papel em uma dessas coisas, ela simplesmente teria feito isso.” 

E ela teria continuado a compor? “Sim, porque, para Amy, a música era uma forma de terapia. Mas ela provavelmente não teria lançado essas músicas. Ela teria apenas se sentado, como fez, no chão da cozinha, com caneta, papel e violão, sem a garrafa de vodca, porque estaria sóbria se ainda estivesse aqui. Ela estava perto de ficar sóbria.”

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Hoje quem esta fazendo aniversário é o Flavio Venturini. E olha, já são 72!

Flávio Hugo Venturini (Belo Horizonte23 de julho de 1949) é um cantortecladistapianista e compositor brasileiro.

Biografia

Flávio Venturini nasceu em Belo Horizonte, em 23 de julho de 1949. Descobriu a música aos 3 anos de idade. Aos 15 anos começou sua formação musical. Acordeon foi o seu primeiro instrumento. Logo depois ganhou de seu pai um piano, e assim começou seus estudos na Fundação de Educação Artística de Belo Horizonte, onde estudou percepção musical e piano.

Carreira

Foi revelado nos anos 1970 pelo movimento Clube da Esquina, que também revelou Milton NascimentoLô BorgesBeto Guedes, entre outros. Participou do grupo musical O Terço,[1] entre 1974 e 1976, antes de criar em 1979 o grupo 14 Bis, pelo qual fez sucesso entre 1980 e 1989, quando saiu do grupo para seguir carreira solo,[1] também com grande sucesso.

Entre seus principais sucessos, como compositor ou intérprete, estão “Todo Azul do Mar”, “Linda Juventude”, “Planeta Sonho”, “Nascente”, “Nuvens”, “Espanhola” (parceria com Guarabyra, da dupla Sá e Guarabyra), que é sua música mais conhecida e foi um grande hit entre 1986 e 1987; e “Mais Uma Vez” (parceria com Renato Russo, líder da Legião Urbana, que foi gravada originalmente pelo 14 Bis em 1987 e ganharia uma nova versão em 2003,[2] apenas com a voz de Renato e incluída na trilha sonora da telenovela Mulheres Apaixonadas). Da carreira-solo, destacam-se, entre outras músicas, “Princesa”, “Besame“, “Céu de Santo Amaro” e “Noites com Sol”.

Discografia

Clube da Esquina

O Terço

14 Bis

  • 1979 – 14 Bis
  • 1980 – 14 Bis II
  • 1981 – Espelho das Águas
  • 1982 – Além Paraíso
  • 1983 – A Idade da Luz
  • 1985 – A Nave Vai
  • 1987 – Sete
  • 1988 – Ao Vivo

Nota: todos os álbuns do 14 Bis ainda com a participação de Flávio Venturini foram lançados pela EMI-Odeon.

Solo

  • 1982 – Nascente (EMI/Odeon)
  • 1984 – O Andarilho (EMI/Odeon)
  • 1990 – Cidade Veloz (Chorus/Som Livre)
  • 1992 – Ao Vivo (Som Livre)
  • 1994 – Noites com Sol (Velas)
  • 1996 – Beija-Flor (Velas)
  • 1997 – Flavio Venturini e Toninho Horta no Circo Voador (Dubas)
  • 1998 – Trem Azul (EMI/Odeon)
  • 1999 – Linda Juventude (Som Livre) (lançado em CD e DVD)
  • 2003 – Porque Não Tínhamos Bicicleta (Trilhos)
  • 2005 – Luz Viva (Trilhos)
  • 2005 – Aquela Estrela (Trilhos)
  • 2006 – Canção Sem Fim (Trilhos)
  • 2009 – Não Se Apague Esta Noite (Trilhos/Som Livre) (lançado em CD e DVD)
  • 2013 – Venturini
  • 2019 – Paraíso – Flávio Venturini & Orquestra DoContra

Tributos a Flavio Venturini

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Abertura das Olimpíadas aborda pandemia e vê desfile reduzido do Brasil.

Os primeiros minutos da abertura das Olimpíadas de Tóquio 2020, nesta sexta-feira (23), encerraram o mistério em torno do tom da cerimônia dos Jogos: sóbria e minimalista na maior parte do tempo, com alguns momentos mais animados e a referência óbvia à pandemia da Covid-19.

Com um público de cerca de mil pessoas, formado apenas por autoridades, profissionais ligados ao evento e os próprios atletas, o espetáculo não teve o mesmo entusiasmo que marcou edições anteriores, adotando um tom mais discreto. Mesmo assim, contou com as tradições habituais, como o desfile dos atletas, o juramento olímpico e o acendimento da pira, adaptados à realidade dos Jogos da Covid.PUBLICIDADE

A participação brasileira no desfile também foi “minimalista”. Ao contrário de outras delegações, que apareceram numerosas, o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) optou por levar apenas quatro integrantes – os porta-bandeiras Ketleyn Quadros (judô) e Bruno Rezende (vôlei), Marco Antônio La Porta, Chefe de Missão, e Joyce Ardies, oficial e representante dos colaboradores da entidade.

“Adoraríamos entrar com centenas de pessoas neste estádio. Mas o momento pede precaução. Saúde em primeiro lugar”, publicou o COB em comunicado. 

No dia anterior, ao anunciar essa decisão, a entidade afirmou que “levaria em consideração a segurança dos atletas brasileiros em cenário de pandemia, minimizando riscos de contaminação e contato próximo, zelando assim pela saúde de todos os integrantes do Time Brasil”.

O acendimento da pira olímpica, celebrado como o grande final da cerimônia de abertura, carregou simbolismo. Entre os últimos carregadores da tocha, estavam um médico e uma enfermeira, representando os profissionais de saúde, e a atleta paralímpica japonesa Wakako Tsuchida, reforçando a mensagem de inclusão. 

A responsável por acender a pira, revelada apenas no último momento, foi a tenista Naomi Osaka. Sua participação também teve peso além do âmbito esportivo – a japonesa de ascendência haitiana, que cresceu e fez carreira nos Estados Unidos, recentemente chamou a atenção para as questões de saúde mental envolvendo os atletas.

Naomi Osaka carrega a tocha olímpica na cerimônia de abertura dos Jogos
Naomi Osaka carrega a tocha olímpica na cerimônia de abertura dos Jogos

Minimalismo e homenagens a mortos em Munique

A cerimônia começou com uma queima de fogos no Estádio Nacional de Tóquio. Foi um rápido momento de excitação, que deu lugar a um clima sóbrio, por vezes até sombrio, com alusões evidentes à pandemia. 

Os primeiros 20 minutos do espetáculo apresentaram vídeos com referências aos atletas treinando em casa. Quando o show voltou à apresentação ao vivo no estádio, artistas espalhados pelo palco, utilizando esteiras e outros aparelhos, demonstraram ao vivo a sensação do treino em isolamento, distante do contato com os outros.

Pouco depois, a cerimônia adotou um tom reflexivo e de homenagem, estabelecendo um minuto de silêncio em lembrança tanto dos mortos pela Covid-19 quanto pelas vítimas no atentado terrorista realizado nas Olimpíadas de 1972. O episódio, conhecido como Massacre de Munique, é a maior tragédia da história dos Jogos.

Durante a cerimônia, houve referência também ao terremoto e tsunami que atingiram o país em 2011, com a participação de estudantes das cidades de Iwate, Miyagi e Fukushima – esta última, palco de um desastre nuclear decorrente das tragédias naturais.

O espetáculo contou com a presença do imperador Naruhito, responsável pela declaração oficial de abertura dos Jogos, e do presidente do Comitê Olímpico Internacional, o alemão Thomas Bach. Em seu discurso, Bach afirmou que a data era um “momento de esperança”. 

Queima de fogos marcou o início da cerimônia de abertura dos Jogos de Tóquio
Queima de fogos marcou o início da cerimônia de abertura dos Jogos de TóquioCrédito: Eugene Hoshiko – 23.jul.2021/AP
Com a pira olímpica acesa, queima de fogos encerrou a cerimônia de abertura
Com a pira olímpica acesa, queima de fogos encerrou a cerimônia de abertura das OlimpíadasCrédito: Laurence Griffiths – 23.jul.2021/Getty Images
Pira Olímpica das Olimpíadas de 2020 no estádio nacional, em Tóquio
Pira Olímpica das Olimpíadas de 2020 no estádio nacional, em TóquioCrédito: Charlie Riedel – 23.jul.2021/AP
Naomi Osaka carrega a tocha olímpica na cerimônia de abertura dos Jogos
Naomi Osaka carrega a tocha olímpica na cerimônia de abertura dos JogosCrédito: Hannah McKay – 23.jul.2021/AP
A tenista japonesa Naomi Osaka acende a pira olímpica dos Jogos de 2020
A tenista japonesa Naomi Osaka acende a pira olímpica dos Jogos de 2020Crédito: Maddie Meyer – 23.jul.2021/Getty Images
Em momento descontraído, atores encenam os pictogramas oficiais das Olimpíadas
Em momento descontraído da cerimônia, atores encenam os pictogramas oficiais das Olimpíadas de 2020Crédito: Ashley Landis – 23.jul.2021/AP
Bandeira olímpica foi hasteada ao lado da bandeira japonesa
Bandeira olímpica foi hasteada ao lado da bandeira japonesaCrédito: Kirsty Wigglesworth – 23.jul.2021/AP
Drones sobre o estádio nacional, em Tóquio, formaram a imagem de um globo
Drones que sobrevoaram o estádio nacional, em Tóquio, formaram a imagem de um globoCrédito: Charlie Riedel – 23.jul.2021/AP
Delegação do Japão encerrou desfile na cerimônia de abertura das Olimpíadas
Liderada por Yui Susaki e Rui Hachimura, delegação do Japão encerrou desfile na cerimônia de abertura das OlimpíadasCrédito: Natacha Pisarenko – 23.jul.2021/AP
Atletas efugiados foram representados por Yusra Mardini e Tachlowini Gabriyesos
Delegação de atletas refugiados foi representada por Yusra Mardini e Tachlowini GabriyesosCrédito: David J. Phillip – 23.jul.2021/AP
Arcos olímpicos são carregados para o centro do estádio nacional, no Japão
Arcos olímpicos são carregados para o centro do estádio nacional, no JapãoCrédito: Morry Gash – 23.jul.2021/AP
Dançarinos fazem performance com linhas em alusão aos raios do sol nascente
Dançarinos fazem performance com linhas em alusão aos raios do sol nascenteCrédito: David J. Phillip – 23.jul.2021/AP
Queima de fogos marcou o início da cerimônia de abertura dos Jogos de Tóquio
Queima de fogos marcou o início da cerimônia de abertura dos Jogos de TóquioCrédito: Eugene Hoshiko – 23.jul.2021/AP
Com a pira olímpica acesa, queima de fogos encerrou a cerimônia de abertura
Com a pira olímpica acesa, queima de fogos encerrou a cerimônia de abertura das OlimpíadasCrédito: Laurence Griffiths – 23.jul.2021/Getty Images
Pira Olímpica das Olimpíadas de 2020 no estádio nacional, em Tóquio
Pira Olímpica das Olimpíadas de 2020 no estádio nacional, em TóquioCrédito: Charlie Riedel – 23.jul.2021/AP
Naomi Osaka carrega a tocha olímpica na cerimônia de abertura dos Jogos
Naomi Osaka carrega a tocha olímpica na cerimônia de abertura dos JogosCrédito: Hannah McKay – 23.jul.2021/AP
A tenista japonesa Naomi Osaka acende a pira olímpica dos Jogos de 2020
A tenista japonesa Naomi Osaka acende a pira olímpica dos Jogos de 2020Crédito: Maddie Meyer – 23.jul.2021/Getty Images
Em momento descontraído, atores encenam os pictogramas oficiais das Olimpíadas
Em momento descontraído da cerimônia, atores encenam os pictogramas oficiais das Olimpíadas de 2020Crédito: Ashley Landis – 23.jul.2021/AP
Bandeira olímpica foi hasteada ao lado da bandeira japonesa
Bandeira olímpica foi hasteada ao lado da bandeira japonesaCrédito: Kirsty Wigglesworth – 23.jul.2021/AP
Drones sobre o estádio nacional, em Tóquio, formaram a imagem de um globo
Drones que sobrevoaram o estádio nacional, em Tóquio, formaram a imagem de um globoCrédito: Charlie Riedel – 23.jul.2021/AP
Delegação do Japão encerrou desfile na cerimônia de abertura das Olimpíadas
Liderada por Yui Susaki e Rui Hachimura, delegação do Japão encerrou desfile na cerimônia de abertura das OlimpíadasCrédito: Natacha Pisarenko – 23.jul.2021/AP
Atletas efugiados foram representados por Yusra Mardini e Tachlowini Gabriyesos
Delegação de atletas refugiados foi representada por Yusra Mardini e Tachlowini GabriyesosCrédito: David J. Phillip – 23.jul.2021/AP
Arcos olímpicos são carregados para o centro do estádio nacional, no Japão
Arcos olímpicos são carregados para o centro do estádio nacional, no JapãoCrédito: Morry Gash – 23.jul.2021/AP
Dançarinos fazem performance com linhas em alusão aos raios do sol nascente
Dançarinos fazem performance com linhas em alusão aos raios do sol nascenteCrédito: David J. Phillip – 23.jul.2021/AP
Queima de fogos marcou o início da cerimônia de abertura dos Jogos de Tóquio
Queima de fogos marcou o início da cerimônia de abertura dos Jogos de TóquioCrédito: Eugene Hoshiko – 23.jul.2021/AP

Ode à tecnologia e cultura do Japão

Naquele que foi possivelmente um dos momentos mais impactantes da cerimônia, uma estrutura montada com 1.800 drones formou um globo metros acima do Estádio Nacional. Na sequência, artistas, em vídeo, e um coro infantil, presencialmente, cantaram uma versão de “Imagine”, de John Lennon, que compôs a música no início dos anos 1970 com sua mulher e parceira – a japonesa Yoko Ono.

O final da cerimônia trouxe ainda uma performance em live action dos pictogramas, com coreógrafos se revezando na hora de representar cada uma das 46 categorias entre os 33 modalidades presentes nos Jogos. Na sequência, um ator fez uma encenação kabuki, centenária forma de teatro japonês.

Jogos de videogame famosos, outra tradição do país, também apareceram no evento, como trilha sonora do desfile das delegações.

Delegações tiveram posturas diferentes

O tradicional desfile dos atletas dos países foi mais rápida que o usual, e consideravelmente reduzida para evitar a presença de grandes grupos. Mesmo assim, algumas equipes apareceram com dezenas de atletas, como os Estados Unidos, Itália, Argentina e o próprio Japão.

Apesar do quórum reduzido, o Brasil esteve entre as delegações que tentou mostrar alguma animação: Ketleyn Quadros e Bruninho até ensaiaram passos de samba durante a passagem.

A imensa maioria dos atletas desfilou de máscaras, mas países como Tadjiquistão e Quirguistão mostraram membros de sua delegação com o rosto inteiramente descoberto. Outras delegações, como a Etiópia, preferiram não seguir a orientação do COI de colocar homens e mulheres, juntos, como porta-bandeiras – mais um esforço da entidade de reforçar a imagem de diversidade e inclusão nos Jogos de Tóquio.

Acompanhado de Ketleyn Quadros, Bruninho, do vôlei, carrega a bandeira do Brasil

FONTE DA MATERIA: CNN BRASIL

Baby Consuelo(Baby do Brasil) completa hoje, dia17.07.21 – 60 anos.

Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade (Niterói18 de julho de 1952), mais conhecida como Baby do Brasil e também como Baby Consuelo, é uma cantoracompositora e multi-instrumentista brasileira.

Biografia e Carreira

Novos Baianos, 1972.

Nascida em uma família de classe média alta de Niterói, é filha do jurista Luís Carlos Cidade e da jornalista Carmem Menna Barreto de Carvalho Cidade. Ainda na infância mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi criada. A artista sempre foi interessada por música, escrevia canções e queria fazer aulas de canto e violão. Os pais se opuseram, queriam que seguisse uma carreira tradicional. Por intermédio de parentes, aprendeu a tocar violão ainda na infância, chegando a vencer um festival de música de Niterói aos 14 anos, no qual interpretou uma música do maestro Eduardo Lages. Os conflitos com os pais se intensificaram no final da adolescência, pois eram controladores e não aceitavam a escolha profissional da filha. Aos 17 anos, deixou uma carta aos pais e fugiu de casa. Decidiu ir para Salvador, onde estava se expandindo o movimento rock no Brasil. Chegando lá, passou muitas necessidades, chegando a dormir nas ruas. Começou a pedir para cantar em bares em troca de comida, e isso agradou os comerciantes, pois cantava muito bem e viram seu estabelecimento lotar. Por uma grande sorte, conheceu Luiz GalvãoPaulinho Boca de Cantor e Moraes Moreira, uma banda musical em início de carreira. Juntos, formaram a icônica banda Novos Baianos, nesses mesmo ano de 1969, então, a jovem iniciou sua carreira como cantora no grupo. Bernadete Dinorah precisava escolher um nome artístico bem revolucionário para combinar com a banda, e optou por Baby Consuelo, em referência ao filme “Meteorango Kid”. Só em 1994, ela trocou de nome artístico e escolheu Baby do Brasil, mas até hoje é conhecida pelos dois nomes.

Através da banda, em 1969, Baby conheceu o guitarrista Pepeu Gomes, que se tornou seu primeiro namorado. Com poucos meses de namoro, foram morar juntos na casa dele, e no ano seguinte, em 1970, casaram-se oficialmente em Salvador.

Com um ano de formação, a banda Novos Baianos lançou em 1970 seu primeiro disco, É Ferro na Boneca, pela gravadora RGE Fermata. O trabalho musical colocou a banda na mídia nacional. Pouco tempo depois, a banda se mudou para o Rio de Janeiro, e se estabeleceram em um sítio do bairro carioca de Jacarepaguá, laboratório para criação daquele que viria a ser seu LP de maior sucesso, Acabou Chorare, eleito pela revista Rolling Stone Brasil como “o maior álbum de música brasileira de todos os tempos”. Baby e Pepeu permaneceram no grupo até 1978, quando foi decidido que cada um iniciaria sua carreira solo.

O primeiro álbum solo de Baby, O Que Vier Eu Traço, atinge grande sucesso de mídia e de vendagem pela gravadora Warner Music. Seu primeiro grande sucesso solo foi a canção Menino do Rio, de Caetano Veloso, composta exclusivamente para Baby e tema da novela Água Viva da Rede Globo. A música fez parte de seu segundo disco solo, Pra Enlouquecer, novo campeão de vendas. Na capa, Baby aparece ao lado de quatro de seus (futuros) seis filhos: ‘Riroca (que viria a trocar seu nome para Sarah Sheeva), Zabelê, Nana Shara e Pedro Baby. Os quatro tornaram-se músicos, e as três garotas viriam a formar a girl band SNZ. Baby ainda daria à luz outros dois meninos: Krishna Baby (que aparece na contracapa do disco que leva o nome da criança, de 1984) e Kriptus Baby (presente na capa do álbum Sem Pecado e Sem Juízo, do ano seguinte).

No fim da década de 1990, Baby batizou-se, tornando-se evangélica, mantendo sua carreira de cantora ao mesmo tempo em que se tornou pastora do Ministério do Espírito Santo de Deus, em Nome do Senhor Jesus Cristo, fundado por ela em 5 de abril de 2000.

Atualmente está em produção o documentário “Apopcalipse segundo Baby”, direção de Rafael Saar, uma cinebiografia da artista.

Após uma temporada dedicada à música gospel, em 2012 apresentou-se no Vivo Open Air, no Jockey Club Brasileiro carioca, interpretando clássicos de sua carreira com arranjos do seu filho, o músico Pedro Baby. O show, intitulado “Baby Sucessos”, contou com a participação de Caetano Veloso, com quem cantou “Menino do Rio”, de autoria dele.

Em janeiro de 2014, Baby do Brasil e o filho Pedro Baby registraram em formato audiovisual o show que marca o retorno da cantora aos palcos seculares, realizado no Imperator Centro Cultural João Nogueira, no Rio de Janeiro. O DVD foi lançado em abril de 2015 nas plataformas digitais e vários sites na Internet, e um mês depois, a versão física do CD e DVD foram lançadas.

Em dezembro de 2015, o grupo Novos Baianos anunciou um retorno com a formação original.

Vida pessoal

Foi casada com o guitarrista Pepeu Gomes por dezenove anos, de 1969 a 1988, quando se divorciaram. Após a separação manteve outros relacionamentos, mas não quis casar-se novamente. Juntos, Baby e Pepeu tiveram seis filhos, todos nascidos de parto normal no Rio de JaneiroSarah Sheeva (nascida Riroca, em 1973), Zabelê (1975), Nãna Shara (1976), Pedro Baby (1978), Krishna Baby (apelido: Xaxá, em 1984) e Kriptus Gomes em (1985). Em 1991, nasceu sua primeira neta, Rannah Sheeva, filha de Sarah.[1]

No início de 2017, Baby assumiu o namoro com o ex-jogador de futebol Casagrande. O namoro durou poucos meses, mas a amizade entre eles continua.

Discografia

Novos Baianos, 1972.

Com os Novos Baianos

  • É Ferro na Boneca (1970)
  • Novos Bahianos + Baby Consuelo ‎– No Final Do Juízo (1971)
  • Acabou Chorare (1972)
  • Novos Baianos F.C. (1973)
  • Novos Baianos (1974)
  • Vamos Pro Mundo (1974)
  • Caia na Estrada e Perigas Ver (1976)
  • Praga de Baiano (1977)
  • Farol da Barra (1978)
  • Infinito Circular (1997, ao vivo)
  • Acabou Chorare – Os Novos Baianos se encontram (2017)

Solo

AnoÁlbumVendas
1978O Que Vier Eu Traço400 000
1979Pra Enlouquecer1 000 000
1980Ao vivo em Montreux450 000
1981Canceriana Telúrica1 400 000
1982Cósmica950 000
1984Kryshna Baby700 000
1985Sem Pecado e sem Juízo1 100 000
1991Ora pro Nobis250 000
1997Um100 000
1998Acústico Baby do Brasil150 000
2000Exclusivo para Deus35 000
2011Geração Guerreiros do Apocalipse
2015Baby Sucessos – A menina ainda dança25 000

Participação em Outros Projetos

  • 2019 – Musical “70? Década do Divino Maravilhoso”
  • 2017 – Espetáculo “Jazz e Divas – Uma Homenagem a Elza Soares” – Músicas: Brasileirinho e Malandro.
  • 2016 – Sambabook Jorge Aragão – Música: Malandro.
  • 2016 – Single Se Ligaê – Com Sérgio Mendes e Rogério Flausino
  • 1999 – DVD Tributo a Cazuza – Música: Condinome Beija-flor.
  • 1987 – LP Mara Maravilha – Música: Bola de Cristal
  • 1985 – A Era dos Haley – Trilha do Especial da Rede Globo – Música: Que Delícia.
  • 1985 – LP – A Turma do Balão Mágico vol. 4 – Música: Um raio de Sol
  • 1984 – LP – A Turma do Balão Mágico vol. 3 – Música: Mãe me dá um dinheirinho – Participação Especial de Pepeu Gomes
  • 1984 – Pirlimpimpim II – Trilha do Especial da Rede Globo – Músicas: Circo Pirado e Frevo Palhaço – Participação Especial Hebert Richers Jr
  • 1983 – LP – A Turma do Balão Mágico vol. 2 – Musica: Juntos
  • 1983 – A Casa de Brinquedos – Trilha do Especial da Rede Globo – Música: A espingarda de Rolha
  • 1982 – Pirlimpimpim – Trilha do Especial da Rede Globo – Músicas: Emilia, a boneca gente, Lindo Balão Azul e Real Ilusão

O maior museu de astronomia do mundo é inaugurado na China.

maior museu de astronomia do mundo, o Museu de Astronomia de Xangai, já está de portas abertas na cidade chinesa. O espaço tem uma complexa forma curvilínea projetada para refletir a geometria dos cosmos. Sem linhas ou ângulos retos, a estrutura é formada a partir de três arcos sobrepostos que aludem às órbitas dos corpos celestes.

O museu é uma filial do Museu de Ciência e Tecnologia de Xangai, tem 420.000 m² e abriga exposições, um planetário, um observatório e um telescópio solar de 78 metros de altura. Foi desenvolvido pela empresa norte-americana Ennead Architects, que em 2014 ganhou uma competição internacional para projetar o edifício. “Nós pensamos que poderíamos aproveitar a arquitetura para trazer um impacto incrível para toda essa experiência”, disse o designer Thomas J. Wong em entrevista. “O prédio está destinado a ser essa personificação de … arquitetura astronômica.”

Foto: Cortesia Ennead Architects

Com a estrutura toda de linhas em arco, Wong e sua equipe esperam mostrar que tudo no universo está em constante movimento e governado por uma série de forças. De acordo com designer, a arquitetura também foi influenciada pelo “problema de três corpos”, uma questão ainda não resolvida de como calcular matematicamente o movimento de três entidades celestes – como planetas, luas ou estrelas – com base em suas relações gravitacionais entre si. Enquanto este cálculo pode ser realizado com dois corpos celestes, os caminhos se tornam caóticos e imprevisíveis com três.

No projeto de Wong, o enigma cósmico se traduz em três formas de arco, fazendo referência ao sol, à lua e às estrelas, respectivamente. Cada um abriga uma importante atração aos visitantes, que encontram um Oculus que se abre acima da entrada principal do museu. Ele atua como um relógio, produzindo um círculo de luz solar que reflete pelo chão ao longo do dia, indicando a hora e a estação.

Em seguida vem o teatro planetário que emerge do telhado do edifício como um nascer da lua. Por fim, uma vasta cúpula de vidro invertida no ápice do telhado dá aos visitantes a chance de ver o céu noturno, “um verdadeiro encontro com o universo”, diz um comunicado para a imprensa. “Queremos que as pessoas entendam a natureza especial da Terra como um lugar que abriga a vida, diferente de qualquer outro lugar que conhecemos no universo”, disse Wong.

Com escritórios nos EUA e na China, a Ennead Architects também é responsável pelo famoso Rose Center for Earth and Space, de Nova York, no American Museum of Natural History, um projeto co-projetado por um dos fundadores da empresa, James Polshek. Wong disse que há “uma semelhança” entre os dois prédios. “Polshek se referiu ao Rose Center como uma ‘catedral cósmica’”, disse Wong. “Isso é muito apropriado para a experiência no Museu de Astronomia de Xangai.”

Fonte da noticia e fotos CNN

Uma história feita por mãos negras, de Beatriz Nascimento, organizado por Alex Ratts (Zahar, 272 páginas, R$ 54,90) (Foto: Divulgação)

8 lançamentos literários para ler em julho e aproveitar as férias

Em clima de férias, julho traz para as livrarias títulos curiosos e necessários para refletir sobre ciência e sociedade. Entre os destaques, Planeta de Vírus traz um olhar aprofundado sobre a pandemia de Covid-19 e explica como esses microrganismos se tornaram parte fundamental da história humana. Em A origem de (quase) todas as coisas, curiosidades sobre assuntos diversos, do corpo humano aos buracos negros, são respondidas de forma divertida e inteligente — além da obra contar com introdução de ninguém menos que Stephen Hawking.

Outro lançamento aguardado é Uma história feita por mãos negras, que reúne artigos da historiadora Beatriz Nascimento, uma importante voz do movimento negro brasileiro. O clássico As Ondas, de Virgínia Woolf, e o recente Reino transcendente, da premiada escritora ganesa Yaa Gyasi, também estão entre as recomendações de leitura.

Confira a lista completa:

1. Uma história feita por mãos negras, de Beatriz Nascimento, organizado por Alex Ratts (Zahar, 272 páginas, R$ 54,90)

Uma história feita por mãos negras, de Beatriz Nascimento, organizado por Alex Ratts (Zahar, 272 páginas, R$ 54,90) (Foto: Divulgação)
Uma história feita por mãos negras, de Beatriz Nascimento, organizado por Alex Ratts (Zahar, 272 páginas, R$ 54,90) (Foto: Divulgação)

Organizada por Alex Ratts, antropólogo e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), esta coletânea reúne 24 artigos escritos entre 1974 e 1994 pela historiadora Maria Beatriz Nascimento, especialista na história do negro no Brasil. No livro, são trazidos à tona temas estudados pela falecida intelectual, como relações raciais e de gênero, contribuição do negro na construção da sociedade brasileira e suas pesquisas sobre os quilombos no país. Nesses estudos, em especial, a pesquisadora explora as relações com a África e como esses espaços se reconfiguraram para ser, além de um local de resistência, um sistema social alternativo.

No vídeo, você pode conferir um bate-papo sobre o lançamento do livro, com participação de Alex Ratts; Bethânia Gomes, dançarina do Dance Theatre of Harlem e filha de Nascimento; Flavia Rios, socióloga e professora adjunta da Universidade Federal Fluminense (UFF), entre outros especialistas.


2. Reino transcendente, de Yaa Gyasi (Rocco, 320 páginas, R$ 64,90)

Reino transcendente, de Yaa Gyasi (Rocco, 320 páginas, R$ 64,90) (Foto: Divulgação)
Reino transcendente, de Yaa Gyasi (Rocco, 320 páginas, R$ 64,90) (Foto: Divulgação)

Gifty é uma jovem ganesa superdotada prestes a fazer doutorado em neurociência na Universidade Stanford. Mesmo com sua promissora carreira científica, contudo, ela ainda enfrenta desafios familiares e sociais impostos aos imigrantes nos Estados Unidos. Passando por dificuldades contínuas, seu pai abandona a casa e seu irmão, uma promessa do basquete, lida com o vício em opioides; enquanto a mãe cai em profunda depressão. Em meio a isso, Gifty deposita suas esperanças na ciência e busca conquistar credibilidade na cidade em que mora, no estado norte-americano do Alabama.

O livro foi lançado no Brasil em 25 de junho, pela Editora Rocco, e é escrito pela premiada Yaa Gyasi, também nascida em Gana e criada nos Estados Unidos. Com projeto gráfico do consagrado designer Sérgio Liuzzi, a capa foi baseada em uma pesquisa do designer zimbabuano Baynham Goredema sobre os padrões tradicionais da arte africana, que resultou no projeto de tipologia Haus Ethnik Dingbats.

3. As ondas, de Virginia Woolf (Autêntica Editora, 256 páginas, R$ 69,80)

As ondas, de Virginia Woolf (Autêntica Editora, 256 páginas, R$ 69,80) (Foto: Divulgação)
As ondas, de Virginia Woolf (Autêntica Editora, 256 páginas, R$ 69,80) (Foto: Divulgação)

De difícil leitura, este livro de Virgínia Woolf rompe com muitas convenções do romance de sua época. Publicado há 90 anos, As Ondas acompanha as vidas de seis personagens (Bernard, Jinny, Louis, Neville, Rhoda, Susan), da infância à velhice. Acontece que não se sabe nem o tempo nem os locais em que as ações se passam. Com linguagem elíptica e literária, a obra é considerada “o melhor e mais sofisticado romance de Virginia” por seu tradutor brasileiro, Tomaz Tadeu.

4. Galileu e os negadores da ciência, de Mario Livio (Record, 308 páginas, R$59,90)

Galileu e os negadores da ciência, de Mario Livio (Record, 308 páginas, R$59,90) (Foto: Divulgação)
Galileu e os negadores da ciência, de Mario Livio (Record, 308 páginas, R$59,90) (Foto: Divulgação)

Nesta biografia, o astrofísico romeno Mario Livio remonta a história do pai do método científico moderno, Galileu Galilei. Convicto de seu trabalho e irascível com seus detratores, Galileu foi condenado à prisão domiciliar por confrontar a Igreja Católica, que acreditava na concepção aristotélica de que a Terra era o centro do Universo. Suas descobertas e seu legado são reconstruídos pelo livro a partir de materiais encontrados em raros manuscritos e de um rico acervo de imagens e obras de arte relacionadas às descobertas do cientista renascentista. 

Para Livio, a figura de Galileu pode nos deixar, ainda, ensinamentos sobre como enfrentar o obscurantismo de nossa própria época. “Estou chocado com o nível de animosidade que se vê hoje em relação à ciência, do ceticismo com o aquecimento global à desinformação sobre a Covid-19. Galileu teve de lidar com uma realidade muito diferente há 400 anos. Mas sua história oferece lições valiosas para nós”, declarou em entrevista.

5. A origem de (quase) todas as coisas, de Graham Lawton (Seoman, 256 páginas, R$ 69,90)

A origem de (quase) todas as coisas, de Graham Lawton (Seoman, 256 páginas, R$ 69,90) (Foto: Divulgação)
A origem de (quase) todas as coisas, de Graham Lawton (Seoman, 256 páginas, R$ 69,90) (Foto: Divulgação)

Escrito pelo editor da revista New Scientist e com introdução do físico e cosmólogo Stephen Hawking, este livro reúne curiosidades sobre todos os campos da ciência, tratando de temas como a criação do Universo, o complexo corpo humano e o impacto da invenção da roda.

“Como ficará claro, muitos mistérios profundos permanecem sem solução. Ainda assim, estamos chegando cada vez mais perto de responder a perguntas tão antigas quanto a civilização: De onde viemos? E será que somos os únicos seres do Universo capazes de fazer essas perguntas?”, comenta Hawking em seu texto de introdução.

Dividido em cinco capítulos (Universo, Civilização, Vida, Conhecimento e Invenções), a obra conta a história do avanço científico por meio de infográficos e textos divertidos e inteligentes.

6. Planeta de vírus, de Carl Zimmer (Novo Século, 160 páginas, R$39,90)

Planeta de vírus, de Carl Zimmer (Novo Século, 160 páginas, R$39,90) (Foto: Divulgação)
Planeta de vírus, de Carl Zimmer (Novo Século, 160 páginas, R$39,90) (Foto: Divulgação)

Em Planeta de vírus, o professor adjunto do Departamento de Biofísica Molecular e Bioquimica da Universidade Yale, Carl Zimmer, apresenta uma análise aprofundada sobre a pandemia de Covid-19 e os demais microrganismos que afetam nossas vidas. O cientista explica como podemos diminuir os riscos e efeitos avassaladores desses germes e ainda conta casos emblemáticos de doenças provocadas por eles, além de curiosidades sobre como os vírus ajudaram a originar as primeiras formas de vida e como eles se tornaram parte fundamental da história da humanidade.

7. Oceano sem lei, de Ian Urbina (Intrínseca, 592 páginas, R$ 79,90)

Oceano sem lei, de Ian Urbina (Intrínseca, 592 páginas, R$ 79,90) (Foto: Divulgação)
Oceano sem lei, de Ian Urbina (Intrínseca, 592 páginas, R$ 79,90) (Foto: Divulgação)

Imagine um lugar onde qualquer um pode fazer qualquer coisa porque ninguém está vigiando. Essa é o situação dos oceanos do nosso planeta e desmascarada em uma série de reportagens publicadas no The New York Times pelo jornalista Ian Urbina. As investigações do repórter se transformaram em um livro de quase 600 páginas lançado no Brasil neste ano, que marca o início da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável. A publicação faz denúncias à criminalidade e à exploração dessas águas que, por ocuparem imensas regiões, são pouco policiadas por órgãos internacionais.

E o Brasil não está fora dessa. O país tem destaque no livro em um capítulo que fala sobre as disputas entre cientistas e companhias interessadas em perfurar o solo oceânico da nossa costa, cuja biodiversidade está ameaçada por esse tipo de atividade econômica.

8. Lugar nenhum — Um atlas de países que deixaram de existir, de Bjørn Berge (Editora Rua do Sabão, 240 páginas, R$ 59,00)

Lugar nenhum — Um atlas de países que deixaram de existir, de Bjørn Berge (Editora Rua do Sabão, 240 páginas, R$ 59,00) (Foto: Divulgação)
Lugar nenhum — Um atlas de países que deixaram de existir, de Bjørn Berge (Editora Rua do Sabão, 240 páginas, R$ 59,00) (Foto: Divulgação)

Você já deve ter ouvido falar de (ou até mesmo é) alguém que coleciona cartas, fotografias ou moedas de outros países. O norueguês Bjørn Berge tem um recorte mais peculiar desses costumes: ele coleciona selos de países que não existem mais — e compartilhou seu acervo em um livro. Em Lugar nenhum, o autor traz curiosidades como a obssessão de Richard Feynman, físico que ganhou um Nobel em 1965, em conhecer Tannu Tuva (atual região russa) e as histórias de T. E. Lawrence selecionando símbolos árabes para um país recém-independente.

FONTE: GALILEU. Globo.com

Samuel Rosa completa 55 anos hoje, 15.07.21

Samuel Rosa de Alvarenga (Belo Horizonte15 de julho de 1966), mais conhecido como Samuel Rosa, é um cantorcompositor e violonista brasileiro. É o vocalista e violonista do grupo Skank, no qual é compositor das melodias da maioria das canções do grupo, como os singles “Ainda Gosto Dela” e “Noites de um Verão Qualquer“. Uma de suas maiores parcerias é com Chico Amaral,[1] músico, ex-saxofonista da banda e principal letrista nas composições. As canções escritas por Samuel Rosa têm influencias de artistas como Bob DylanThe BeatlesSlashOasisClube da Esquina, além das bandas do Rock Brasileiro dos anos 80, como Ira!Titãs e Os Paralamas do Sucesso. É ex-marido de Ângela Castanheira, com quem teve os seus dois filhos, o músico Juliano Alvarenga e Ana.

É torcedor declarado do Cruzeiro Esporte Clube.[2]

Biografia

Começo

Samuel Rosa de Alvarenga nasceu em Belo Horizonte, no dia 15 de julho de 1966, filho de uma dona de casa, Susana Rosa de Alvarenga, e de um psicólogo de Itabira, Wolber de Alvarenga, no interior de Minas Gerais. Seu pai sempre teve bom gosto para música. Se por um lado ele não gostava de Jovem Guarda, por outro, Samuel deve muito a ele, por tudo o que escutou em casa, como BeatlesClube da EsquinaTropicáliaChico Buarque, mas demorou para abrir o seu leque musical. Foi difícil assumir que gostava de Roberto e Erasmo, que são influências fortes do Skank, e na sua casa, só tocavam no rádio da cozinha. Sua vontade de trabalhar com música veio na adolescência lá pelos 14, 15 anos, em uma fase em que estava muito angustiado. A música praticamente salvou sua vida, e o ajudava a manter um nível razoável de auto-estima. Sempre foi um menino quieto, que demorou a crescer e não era bonito. Por tocar, ganhou algum destaque na sala de aula, na roda de amigos, virou popular no colégio. Aos 17 anos, não queria escolher profissão nenhuma, para ele, o colégio duraria só mais três anos.[3]

Pois sua vida estava muito boa, tinha uma turma ótima. Na faculdade fez Psicologia por grande influência do seu pai. Seu pai vibrou muito por ele ter escolhido a profissão dele, mas fez psicologia muito dividido. Foi um péssimo aluno, os professores jogavam na sua cara o fato de seu pai ter sido um ótimo aluno e ter se transformado em um ótimo profissional. Aquilo mexia muito com ele. Na faculdade, nunca teve turma, sua sala era formada 80% por mulheres. Na segunda-feira ele chegava louco para comentar os resultados do futebol e não conseguia encontrar pessoas com quem conversar sobre os mesmos interesses. A faculdade foi um peso na sua vida. Não chegou a trabalhar com a Psicologia, mas fez alguns estágios. Na faculdade, já tinha banda e assim se aliviava um pouco. Se formou e poderia ter montado consultório. Só que chegou uma hora em que seu pai viu que a coisa não estava boa e que vivia muito angustiado. Se lembra uma vez em que ele o chamou para conversar e disse:

“Se eu fosse você, trataria de pensar essa relação com a música. Eu estou vendo que você corre o risco de nunca resolver essa divisão. E se você chegar desse jeito aos 40 anos não vai se perdoar nunca. E nem eu vou me perdoar”.

No dia 13 de setembro de 2001 recebeu a Medalha de Honra da Universidade Federal de Minas Gerais em cerimônia presidida pelo reitor Francisco César de Sá Barreto.[4]

Carreira

Em 1983Samuel Rosa e Henrique Portugal começaram a tocar em uma banda de reggae chamada Pouso Alto, junto com os irmãos Dinho (bateria) e Alexandre Mourão (baixo). Em 1991, o Pouso Alto conseguiu um show na casa de concertos Aeroanta, em São Paulo, mas como os irmãos Mourão não estavam em Belo Horizonte, o baixista Lelo Zaneti e o baterista Haroldo Ferretti foram chamados para o show. A banda fez sua estreia em 5 de junho de 1991, e devido á final do Campeonato Paulista no mesmo dia, o público pagante foi de 37 pessoas. Após o show, o grupo mudou seu nome para Skank, inspirado na canção de Bob Marley“Easy skanking”, e começou a tocar regularmente na churrascaria belohorizontina Mister Beef. A proposta musical inicial era uma adaptação do dancehall jamaicano aos ritmos brasileiros. Esse formato de reggae eletrônico era uma natural evolução do tradicional reggae de raiz, popularizado por Peter ToshBob Marley e Jimmy Cliff. O primeiro álbum do grupo, Skank, gravado de forma independente, foi lançado em 1992. Após 1,2 mil cópias das 3 mil iniciais serem vendidas, a Sony Music decidiu assinar contrato com o Skank, e relançou o álbum em abril de 1993. “Levaram o grupo a mais de 120 concertos pelo Brasil, que resultaram na vendagem de 120 mil cópias do álbum de estreia. O segundo álbum, Calango (1994), inaugurou a parceria com o produtor paulista Dudu Marote e vendeu 1 200 000 cópias de cópias. “Garota Nacional” foi o principal single de O Samba Poconé, álbum de 1996. Chegou a liderar as paradas na Espanha e levou o grupo a digressionar por países como ArgentinaChileEstados UnidosFrançaAlemanhaItáliaSuíça e Portugal.

O álbum atingiu a marca de 1 800 000 cópias. A Sony Music, em 1997, lançou a compilação Soundtrack For a Century para comemorar o seu centenário, adicionando “Garota Nacional”, a única canção em língua portuguesa. Em 1998 a FIFA incluiu “É Uma Partida de Futebol” no disco oficial da Copa do Mundo. No mesmo ano Samuel Rosa inicia uma série de concertos com o cantor e compositor mineiro Lô Borges. Em Siderado, mostrando amadurecimento e uma aproximação com o rock and roll, o grupo trabalhou com John Shaw (UB40) e Paul Ralphs). O álbum foi lançado em julho de 1998, e mixado em Abbey Road, estúdio londrino consagrado pelos BeatlesDaúde e o grupo instrumental Uakti foram os convidados especiais, e o álbum vendeu 750 mil cópias. Em 1999 a banda participou de Outlandos D’Americas, um tributo de grupos sul americanos ao The Police gravando “Estare Prendido En Tus Dedos”, versão da canção “Wrapped Around Your Finger”Maquinarama, lançado em julho de 2000, teve a produção de Chico Neves e Tom Capone e vendeu 275 mil cópias. Maquinarama é considerado um divisor de águas na carreira do grupo, que já não mais utilizou metais em suas gravações. Em 2000, a banda era uma das atrações do Rock in Rio III que ocorreria no ano seguinte, mas desistiu junto com outros quatro grupos (RaimundosJota QuestCharlie Brown Jr. e Cidade Negra) em protesto contra a exclusão de O Rappa. Em 2001, com a parceria da MTV Brasil, o grupo grava na cidade de Ouro Preto o seu primeiro disco ao vivo. MTV Ao Vivo em Ouro Preto vendeu 600 mil cópias. A única canção inédita deste projeto, “Acima do Sol”, liderou as paradas de rádio no país, nesse mesmo ano, a cantor Simone, grava a canção Cofre de Seda no álbum Seda Pura, composta por ele e Rodrigo Leão.[5] No ano seguinte Samuel Rosa participa em “É Proibido Fumar” do Acústico MTV de Roberto CarlosCosmotron, produzido pelo grupo e Tom Capone, foi lançado em julho de 2003 e vendeu 250 mil cópias. Radiola, lançada em outubro de 2004, foi a primeira compilação do Skank. A regravação de Vamos Fugir de Gilberto Gil e Liminha foi uma das quatro canções inéditas. Radiola vendeu 200 mil discos.

Em março de 2006 a banda iniciou em Belo Horizonte as gravações de seu nono álbum, Carrossel, o sétimo com canções inéditas. O trabalho recebeu a produção de Chico Neves, produtor que atuou anteriormente em Maquinarama, e Carlos Eduardo Miranda, produtor do Acústico MTV da banda O Rappa. No álbum são apresentadas novas parcerias, Arnaldo Antunes e César Mauricio que, além de ex-integrante do Virna Lisi, foi responsável pelo visual de Siderado. Em outubro de 2006 a banda é o primeiro grupo brasileiro a ter um álbum lançado em formato digital. Um fabricante de telefones celulares, Sony Ericsson, lança um aparelho com o álbum Carrossel completo e o videoclipe de “Uma Canção é Pra Isso”. Em Abril de 2007, o Skank, também de forma pioneira, recebe o “Celular de Ouro”, reconhecido pela ABPD, pela vendagem de 6 mil unidades do produto. Em fevereiro de 2008 o grupo retoma a parceria com Dudu Marote e grava “Beleza Pura”, de Caetano Veloso, para a abertura da novela com o mesmo nome. Também em 2008 o grupo entra em estúdio para a gravação de seu novo álbum de inéditas, Estandarte. O lançamento do álbum aconteceu no dia 15 de Setembro de 2008. O álbum foi bem acolhido pelo público, no Hot 100 Brasil o álbum estreou muito bem na #10 posição. Já a canção “Ainda Gosto Dela” que conta com a participação da cantora Negra Li também é um sucesso. A canção foi incluída na nova novela das 6 da Rede GloboNegócio da China. Passados alguns meses, as canções “Um gesto Qualquer” e “Pára-Raio” são incluídas nas respectivas novelas da Rede GloboMalhação e Caminho das Índias. O disco Estandarte, segundo a revista Rolling Stone, foi um dos 25 melhores CDs nacionais lançados em 2008 e a canção “Chão” uma das 25 melhores canções.

Em maio de 2013, o vocalista do Skank foi a Las Vegas gravar uma nova versão da faixa “Saidera” com o guitarrista Carlos Santana. A canção do Skank, lançada em 1998 no disco “Siderado”. Depois de gravar uma versão de “Saidera” em espanhol com Carlos Santana, Samuel Rosa se apresentou ao lado do músico em um show lançado em DVD. A apresentação, no dia 14 de dezembro, no VGA Arena, em Guadalajara, também marcou o lançamento do álbum “Corazon”.[6]

Em 2016, é lançado o DVD Samuel Rosa & Lô Borges – ao Vivo No Cine Theatro Brasil, que traz canções do repertório do Skank e de Borges, além de composições inéditas feitas em parceria.[7]

O filho de Rosa, Juliano Alvarenga, também é músico, líder do grupo Daparte. O Daparte chegou a abrir shows do Skank, a gravadora do pai, Sony Music, aceitou distribuir o álbum de estreia da banda em 2018, e Samuel participou do primeiro show oficial do Daparte.[8]

Em 2019, Samuel Rosa anunciou que o Skank faria uma pausa após comemorações de 30 anos da banda em 2020.[9]

Discografia

Skank

Ver artigo principal: Discografia de Skank

Álbuns de Estúdio

DVDs

Com Lô Borges

Participação em Outros Projetos (parcial)