A Campanha de Vacinação Contra a Meninigite C foi estendida em Araxá e a imunização vai ser retomada a partir desta terça-feira (16). O imunizante está disponível para o público a partir de 16 anos, com o objetivo de potencializar a cobertura vacinal e garantir maior proteção contra a doença.
A meningite meningocócica (infecção das membranas que recobrem o cérebro) é causada pela bactéria Neisseria meningitidis (meningococo) e é mais grave quando atinge a corrente sanguínea, provocando infecção generalizada. Pessoas não vacinadas de qualquer idade são vulneráveis, mas, no Brasil, a doença meningocócica é mais frequente entre crianças com até 5 anos de idade.
Para receber a aplicação é necessário ter recebido a última dose no mínimo há cinco anos, apresentar documentos pessoais, Cartão de Vacina e Cartão do SUS (se tiver).
O Comitê Municipal de Enfrentamento a Arboviroses se reuniu nesta quinta-feira (11) para discutir ações de combate ao mosquito Aedes Aegypti, que é o transmissor da dengue, zika e febre chikungunya. A reunião teve como objetivo atualizar a situação das doenças na cidade e planejar estratégias para combater o mosquito.
Até o momento são 2.491 notificações, 705 casos positivos e um óbito de dengue registrados em 2023. Em relação à febre chikungunya, foram registrados dois casos positivos da doença. Não há nenhuma notificação de casos suspeitos do zikavírus até o momento.
O biólogo da Vigilância Ambiental, Fabricio de Ávila Ferreira, afirma que o apoio da população no combate ao mosquito é fundamental. “Nosso levantamento de índice larvário apontou que a maioria dos focos dos mosquitos está no interior dos domicílios. Portanto, o papel da população é primordial”, ressalta.
“Várias parcerias foram firmadas principalmente no que se refere à educação em saúde, que é o ponto chave na prevenção de qualquer doença, onde a sensibilização pode ocasionar mudança de comportamento das pessoas”, completa o biólogo.
As equipes da Vigilância Sanitária realizam diversas ações na cidade no combate ao mosquito. Mutirões de limpeza, visitas em imóveis e palestras nas escolas municipais são algumas das atividades promovidas para conscientizar e alertar a população sobre a dengue e outras doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti. —
O prefeito Robson Magela recebeu representantes da Associação Protetora dos Animais de Araxá (APAA), nesta quinta-feira (11), no Centro Administrativo da Prefeitura Municipal.
Na oportunidade, o prefeito garantiu apoio para ações efetivas que irão combater o aumento da população animal de rua e oferecer melhores condições para o trabalho voluntário realizado por diversas pessoas em Araxá.
O encontro também contou com as presenças da secretária municipal de Saúde, Cristiane Gonçalves Pereira, e da coordenadora da Vigilância em Saúde, Leninha Severo.
De acordo com a protetora Onilda Soares, representante da ONG Mãos de Assis, a união entre Administração Municipal e protetores da causa animal beneficia toda a população.
“Viemos aqui para somar e oferecer nosso trabalho e contribuição para a Prefeitura de Araxá em prol dos animais. Ficamos muito felizes em vir representar essa bandeira tão importante e receber o máximo apoio da Gestão Municipal, que já vem realizando um trabalho de excelência na cidade”, afirma.
O prefeito Robson Magela reitera que o apoio da Administração Municipal à causa animal é necessário e de extrema importância.
“Cuidado e proteção com a saúde dos animais e também das pessoas. Esse é o papel da prefeitura, que vai continuar trabalhando em conjunto com os protetores da causa animal para que as melhores ações sejam realizadas no município. Trata-se de saúde pública, e as entidades com certeza poderão contar sempre com o apoio da gestão”, reforça.
Projeto CastrAção
O projeto CastrAção, iniciado em 2021, promoveu de forma gratuita mutirões para cães e gatos de protetores independentes e de famílias de baixa renda e realizou, até o momento, mais de 6.700 cirurgias por meio de recursos próprios da Prefeitura de Araxá, em parceria com o Castramóvel e clínicas credenciadas. —
Ian Palmer estava paralisado e melhorou com a musica favorita dele e a musicoterapeuta Clare – Foto: SWNS
O poder da música! Neste caso a música favorita fez um homem de 71, paralisado há quase um ano pela Síndrome de Guillain-Barré voltar a falar e andar.
Tudo começou a mudar na vida dele depois da musicoterapia, em especial, as canções do grupo dele favorito “The Carpenters”, o soft rock dos anos de 1970 que Ian Palmer adora. Treinando canto, ele retomou lentamente os movimentos.
“Eu estava em terapia intensiva, sendo aspirado 24 horas por dia, porque não conseguia engolir, e isso estava causando problemas de engasgo, e tive uma sonda nasogástrica por mais de quatro meses […] Realmente funcionou. Clare me sentou e explicou o processo. Aprendi que a música é muito diferente de outras terapias, porque abre todo o cérebro”, contou Ian.
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O tratamento
O britânico foi diagnosticado em junho do ano passado com a doença rara, que pode ser desencadeada por uma infecção bacteriana ou viral aguda.
A fala de Ian foi afetada pela síndrome porque causou danos à laringe, o túnel na parte de trás da garganta por onde o ar passa para criar sons.
Enquanto estava internado no hospital, uma musicoterapeuta prescreveu para Ian ouvir atentamente sua música favorita todas as noites – neste caso, uma música de The Carpenters .
No Sue Ryder Neurological Care Centre, uma unidade de cuidados de última geração em Lancashire, no Reino Unido, os médicos usaram técnicas de musicoterapia para superar a “paralisia quase total de seu corpo”.
A técnica
A musicoterapeuta ensinou técnicas de atenção plena usando os discos favoritos – e ele começou a ouvir “The Carpenters” todas as noites.
Ela o fez cantar uma nota longa usando seu diafragma para ajudar.
“Eu disse a ela: ‘Eu nem sei onde fica isso!’ Mas ela explicou que, ao ativar o diafragma, você está treinando o cérebro para que ele também possa usar outros músculos. ‘Ele aprende os caminhos e os reabre’”.
Segundo a musicoterapeuta, o método atinge seletivamente as células nervosas motoras, aguardando o tempo que elas precisam para se regenerar.
A virada
Atualmente ele caminha 3 km por dia e conversa com sua família depois que os exercícios “abriram” seu cérebro.
“Sou um típico homem do norte e pensei: ‘O que uma garota com um violão pode fazer por mim? Levar-me para a academia’”, reagiu. “Agora eu coloco The Carpenters todas as noites.”
Ian, que já recebeu alta da clínica e reconheceu a diferença que a musicoterapia fez em sua vida.
“Um dos meus objetivos era entrar pela porta da frente. Agora posso pegar meus fones de ouvido e sair para passear fazendo meus exercícios vocais. Houve um impacto tão positivo.”
Usando seu diafragma, ele também aprendeu a respirar de forma mais eficaz.
“Minha mãe não conseguia me entender quando veio me visitar pela primeira vez. Mas agora estou confiante de que a musicoterapia que recebi superou isso, e minha voz conseguiu se juntar ao resto do meu corpo na recuperação.”
A doença rara de Guilain-Barré
É um distúrbio autoimune que atinge o sistema imunológico do próprio corpo ataca parte do sistema nervoso, que são os nervos que conectam o cérebro com outras partes do corpo.
Geralmente provocado por um processo infeccioso anterior e manifesta fraqueza muscular, com redução ou ausência de reflexos. Várias infecções têm sido associadas à Síndrome de Guillain Barré, sendo a infecção por Campylobacter, que causa diarréia, a mais comum.
O tratamento busca acelerar o processo de recuperação, diminuindo as complicações associadas à fase aguda e reduzindo os déficits neurológicos residuais em longo prazo.
E viva a música, neste caso, a música favorita do Ian!
Ian Palmer com a musicoterapeuta Clare – Foto: SWNS
João Saci descobriu a doença pela primeira vez aos 17 anos. Curado, ele escreveu um livro e faz palestras motivacionais
João Saci no Nepal, a caminho do Everest, e em uma palestra
ARQUIVO PESSOAL
O goiano João Saci, de 39 anos, teve que aprender o significado da palavra resiliência logo na juventude. O palestrante motivacional e influenciador digital descobriu aos 17 que estava com um câncer no joelho esquerdo e teve que amputar a perna. Entre 2006 e 2016 foi diagnosticado quatro vezes com tumor no pulmão. Passou por quimioterapias e cirurgias, mas não desanimou. Buscando encontrar um novo significado para a vida, passou a contar sua história de luta para ajudar pessoas a superarem momentos difíceis e seguirem em frente.
“Meu maior aprendizado é que tudo na vida acontece por um propósito. Desde muito cedo tive que acreditar que era forte o suficiente para lidar com essa situação ou não estaria aqui hoje”, conta João em conversa exclusiva ao Virtz.
Primeiro câncer e amputação
Em 2001, o palestrante recebeu o diagnóstico do primeiro tumor, em seu joelho esquerdo. “Era bem grande. O médico fez uma cirurgia para retirar e deixou uma parte. O procedimento foi feito da forma errada e ele tinha dito que era benigno”, recorda.
Dois meses depois, João percebeu que o caroço permanecia em seu joelho e, após novos exames, descobriu que se tratava de um câncer. “Foi devastador. É aquela coisa que todo mundo fala, ‘sua vida passa na sua frente’. E achava que quimioterapia era tomar remédio antibiótico e estava tudo certo. Não tinha a noção de tudo que eu iria enfrentar”, desabafa.
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Mesmo fazendo o tratamento, a doença não regrediu e a única solução que os médicos encontraram foi a amputação. “Comecei a chorar e a tremer desesperadamente. Gritava: ‘qual a necessidade disso?’. O primeiro momento é de negação. Mas depois você senta e começa a voltar para si”, diz.
Para aceitar a nova condição, João começou a procurar referências de pessoas amputadas e fazer acompanhamento psicológico, além de ter o apoio da família. “Entendi que para eu estar vivo, não tinha outra escolha. Foi o mal menor. Não foi um tratamento curto. Foi bem pesado. Mas, com 17 anos, a única coisa que você faz é seguir um dia após o outro. Um dia a mais de vida era um dia mais perto da minha cura”, completa.
Campeão brasileiro de natação PCD e quatro cânceres no pulmão
Depois que se curou do câncer no joelho, João voltou a viver normalmente e a praticar esportes. Ele se tornou um atleta de natação paraolímpico e chegou a ser campeão brasileiro em 2002. “No auge da minha carreira, ali em 2005, descobri o câncer pela segunda vez. Eu estava com nódulos no pulmão”, recorda ele, que chegou a fazer quimioterapia e um autotransplante de medula.
Em 2009, a doença voltou. Ele passou por uma cirurgia para remover o tumor. João voltou a nadar e a competir, mas no ano seguinte, o mesmo diagnóstico. Devido às inúmeras sessões de quimioterapia, os médicos concluíram que a melhor opção era retirar parte do pulmão. “Aí, não tinha mais a mesma vontade de nadar”, lamenta.
João Saci no Campeonato Brasileiro de Natação paralímpica, em 2002, e após retirar parte do pulmão, em 2010
ARQUIVO PESSOAL
No ano de 2016, João fez exames de rotina e descobriu um novo câncer pulmão. Foi feita mais uma cirurgia para remover o tumor. “Se o câncer permanecer em remissão completa por 5 anos ou mais, normalmente, pode ser considerado curado”, explica.
Vontade de viver
João lembra que quando estava fazendo o tratamento para o segundo câncer — primeiro no pulmão —, terminou um relacionamento. “Ou seja, o que não estava bom, ficou um pouco pior. Eu estava em São Paulo para fazer o tratamento, longe da minha família. Foi a única vez que pensei em suicídio. Não queria deixar de viver, queria deixar de sofrer”, admite.
Com o apoio da mãe, ele voltou a ter vontade de viver. “É a questão da resiliência. Se eu não morri no primeiro câncer, nem no segundo, não vai ser no terceiro que vou morrer. Entendi que eu quem comandava essa bagaça toda”, declara.
Everest e livro
João Saci
ARQUIVO PESSOAL
João passou a contar sua história em palestras e, em 2019, lançou o livro “Nascido para vencer – uma vida de superações”. Em 2022, querendo ‘sair da zona de conforto e colocar a energia para movimentar’, como ele mesmo descreve, fez uma caminhada para o acampamento base do Everest, no Nepal, que fica a uma altitude de 5 364 metros.
“É um exemplo para outras pessoas verem que somos nós quem colocamos limites em nossa vida, não o câncer. Se cada pessoa que olhar a minha história e falar: ‘estou passando por um momento difícil, mas vou conseguir realizar os meus planos’, eu entreguei meu propósito”, diz.
João sonha ainda em abrir uma instituição para ajudar pessoas com câncer. Para isso, ele pretende escalar o Everest até o topo e, a cada metro conquistado, ser patrocinado por uma empresa. O objetivo é arrecadar o valor para abrir sua ONG.
A Vigilância em Saúde da Prefeitura de Araxá está realizando ações de conscientização contra a Dengue.
São mutirões de limpeza, visitas em imóveis e palestras nas escolas municipais são algumas das atividades promovidas para conscientizar e alertar a população sobre a dengue e outras doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti.
Até o momento são 1.759 notificações e 479 casos positivos de dengue registrados em 2023. Em relação à febre chikungunya, foram registrados dois casos positivos da doença. Não há nenhuma notificação de casos suspeitos do zikavírus até o momento.
A coordenadora da Vigilância em Saúde, Leninha Severo, reforça a importância da conscientização da população. “Estamos realizando esse trabalho preventivo, mas é fundamental o apoio da população no combate ao mosquito. Pedimos a todos que realizem a limpeza do seu quintal, cuide do espaço dos animais de estimação e dos vasos de plantas, porque, mesmo com todas as atividades realizadas pela prefeitura, é preciso que todos façam a sua parte”, conclui.
A dengue é uma doença viral aguda grave que possui quatro tipos de vírus, sendo transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti contaminada cujos sintomas são: febre alta, dores de cabeça, dores no corpo e no fundo dos olhos podendo também aparecer manchas vermelhas pelo corpo.
O zikavírus e a febre chikungunya também são transmitidos pelo Aedes aegypti e completam a lista das doenças virais mais comuns em ambientes urbanos.
Recomendações
– Mantenha a caixa d’água sempre fechada com tampa adequada. – Remova folhas e galhos das calhas.
– Não deixe água de chuva acumulada sobre a laje.
– Lave semanalmente com escova e sabão os tanques utilizados para armazenar água.
– Mantenha bem tampado tonéis e barril de água.
– Encher de areia até a borda os pratinhos de vasos de planta.
– Se tiver vasos de plantas, troque a água e lave o vaso por dentro com escova, água e sabão, uma vez por semana.
– Guarde as garrafas sempre de cabeça para baixo.
– Guarde os pneus em local coberto ou entregue aos agentes sanitários.
– Não jogue lixo em terreno baldio.
– Os bebedouros de aves e animais devem ter sua água trocada pelo menos uma vez por semana, após serem lavados com sabão.
– As piscinas devem ser tratadas com cloro e limpas uma vez por semana.
Aprender a se colocar no lugar no outro pode ser a chave para o sucesso das relações
Você sabe o que é empatia? Esse é o sentimento primordial para conseguir se colocar no lugar do outro. Podemos descrever a empatia como a tentativa de sentir o que sente a outra pessoa em uma determinada situação, ou seja, tentar compreender os sentimentos e emoções do outro. Um fator decisivo para se tornar uma pessoa empática é livrar-se dos seus julgamentos, histórias e experiências pessoais e compreender o outro como ele é. É ser capaz de enxergar o outro pelos olhos e ponto de vista dele e não a partir do seu próprio.
Aprender a se colocar no lugar do outro e ser empático pode ser a chave para ter sucesso nas relações, uma vez que isso te permite aprender com a experiência do outro, compartilhar a tua, crescer juntos, oferecer apoio e ser humilde no dar e receber. Além disso, se colocar no lugar do outro é importante, pois te faz compreender as dificuldades que possam existir e assim diminuir conflitos.
Em uma relação de trabalho, por exemplo, uma pessoa pode ter queda de atenção por estar passando por um momento difícil e, sem empatia, surgem conflitos e a pessoa pode ser até demitida. Já com a empatia pode-se conversar com a pessoa e oferecer ajuda ou ferramentas que a ajude a superar o problema. Em um relacionamento, a empatia pode ajudar a ser mais compreensivo com o outro, menos exigente em alguns aspectos e respeitar as diferenças, evitando mágoas, discussões e até disputas desnecessárias.
Como ser mais empático?
O primeiro passo para se tornar uma pessoa empática é exercitar a humildade, uma vez que pessoas arrogantes, controladoras ou sádicas podem ver na fragilidade do outro uma oportunidade de controle, manipulação e exercício de poder. Há também quem tire proveito do outro ou ofereça ajuda esperando algo em troca. A empatia é uma compreensão emocional livre de interesses.
Em segundo lugar, é importante que você realmente olhe o outro. Popularmente falando, seria enxergar o mundo além do seu umbigo. Infelizmente muitas pessoas têm dificuldade para encontrar a empatia ntro de si por causa da dificuldade em enxergar o outro.
Por fim, o terceiro ponto importante seria o limite e o respeito. Em todas as relações devem existir limites e uma pessoa empática é capaz de identificar até onde pode ir na relação com o outro, os pontos a respeitar e o momento de não interferir. Uma pessoa empática respeita as escolhas, o momento e a personalidade do outro e, por isso, não tenta impor as suas escolhas e suas verdades. É justamente no limite e no respeito que se trocam experiências que geram crescimento pessoal.
Empatia em excesso também faz mal
Como toda moeda possui dois lados, com a empatia não poderia ser diferente. Assim como existem pessoas pouco empáticas e centradas em si mesmas, existem pessoas excessivamente empáticas que focam apenas nos outros. A dificuldade em lidar com uma pessoa muito empática, pode ser justamente o fato de ela se mostrar sempre muito disponível, sempre com uma solução para tudo, sendo exageradamente preocupada e, por vezes, até assumindo para si os problemas dos outros e inferindo ou sofrendo de mais.
Há ainda os muito empáticos que veem a vida do outro mais sofrida do que realmente é e exageram nos cuidados e sentimento de pena ou dó. Apesar de ser bom saber que tem alguém do nosso lado em todos os casos, o excesso de empatia pode ser sufocante e incomodar por tirar a autonomia do outro, que passa a sentir que deve dar satisfação sempre.
A empatia deve estar presente na nossa rotina com familiares, amigos, entre o casal e até em situações cotidianas, como no trânsito, em lojas, etc. Ao olhar para o outro com empatia, você vai ver que todos passamos por situações parecidas, temos momentos bons e ruins e sentimos as mesmas necessidades. Isso nos serve de estímulo, promove o crescimento pessoal e, acima de tudo, promove a vontade de ajudar e a compaixão com o próximo.
Há exatamente uma semana, a pequena Emanuelly Yasmin, agora com 5 meses, recebia alta sem sequelas graves do HMVSC (Hospital Municipal Vila Santa Catarina) após nascer com apenas 335 gramas e 25 centímetros.
Manu, como foi apelidada, nasceu em uma cesárea de emergência no dia 18 de novembro de 2022, com 26 semanas e 2 dias. Ela foi considerada a menor bebê a sair com vida de uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal do SUS (Sistema Único de Saúde).
Camila Fernanda Soares, de 27 anos, a mãe da pequena, sempre sonhou com a maternidade. Após tentar por anos e passar por dois abortos, conseguiu engravidar novamente.
Porém, ela teve um grave quadro de pressão alta e os medicamentos não surtiam mais efeito. Camila havia sido diagnosticada com DHEG (Doença Hipertensiva Específica da Gestação), que estava evoluindo para pré-eclâmpsia (convulsões).
“Fora isso, ela já tinha feito exames [que mostraram que] a bebê não estava se desenvolvendo adequadamente, ela estava pequena dentro da barriga dela”, relata Luisa Zagne Braz, coordenadora médica da Pediatria, Terapia Intensiva Pediátrica e da Neonatologia do hospital Vila Santa Catarina.
Camila disse ao R7 que “em todas as consultas, em teoria, estava tudo certo. Não tinha nada que indicasse alto risco. De repente, fui fazer ultrassom e lá descobri que não estava tudo bem. Foi um choque.”
Logo em seguida, ela foi internada na maternidade do HMVSC.
Após quatro dias recebendo medicação para melhorar o crescimento (a placenta estava com pouco líquido amniótico) e a neuroproteção do bebê, com corticoide e sulfato de magnésio, e para controlar a pressão, a equipe médica concordou em que o quadro era realmente grave e as duas (mãe e filha) não estavam bem.
“Os riscos foram compartilhados desde o momento zero, e as nossas dúvidas também, não sabíamos muito o que esperar diante do cuidado de um bebê tão pequeno e restrito. Mas, ao mesmo tempo, estávamos com uma grande vontade de ajudar”, lembra Luisa.
Camila conta que teve duas opções: realizar um parto induzido com risco de a bebê vir a óbito pela pressão, ou optar pela cesárea que poderia comprometer o seu útero. “Eu não pensei duas vezes e falei: quero minha filha.”
Diante disso, aconteceu a cesárea. “Por sermos um hospital gerenciado pelo Albert Einstein, compartilhamos da mesma prática médica, discutimos os casos de forma interdisciplinar. Seguindo todas as nossas diretrizes e protocolos, a Manu nasceu”, afirma a especialista.
Foto recente da família completa (Fernando, pai da pequena, Camila e Manu)
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Para a mãe, “foi uma emoção” ver que a filha estava viva. “A médica me mostrou rapidamente ela dentro da incubadora e ela abriu o olho quando estava deitada, e me olhou. Para mim, foi a melhor coisa.”
Esse contato rápido acontece porque os bebês prematuros, especialmente os extremos, exigem diversos cuidados especiais. Por mais que os órgãos estejam formados, eles não estão maduros o suficiente, especialmente o pulmão.
“O surfactante, a lipoproteína que faz com que consigamos expandir o pulmão, para que o ar entre e saia, um bebê dessa idade ainda não produz. Então ela precisaria de ajuda para respirar”, explica Luisa.
Manu foi entubada com a menor cânula disponível no mercado e ficou temporariamente com um cateter umbilical – uma via confiável para nutrição e medicação.
Porém, assim como em bebês nascidos no tempo recomendado, o umbigo mumifica e cai. Isso exigiu mais esforço da equipe para, posteriormente, colocar o acesso no braço da pequena.
“Esse cateter umbilical não pode ser mantido durante muito tempo porque ele acaba sendo um dispositivo de muito risco de complicação a longo prazo, por exemplo, de infecção e trombose. Então, um dos desafios da Manu, fora a questão da entubação e da ventilação, também foi passar um acesso na veia dela. Imagina o tamanho do braço dela, a circunferência era de 3,5 cm. Você nem consegue enxergar”, conta Luisa.
Duas das enfermeiras mais experientes da equipe fizeram o procedimento. Emanuelly também contou com diversas tecnologias especiais, como um ventilador que atendia sua necessidade respiratória a partir da atividade cinética do diafragma e uma incubadora que, por exemplo, permitia fazer raio-X sem encostar nela.
Isso tudo porque o prematuro precisa permanecer em uma exterogestação, que consiste em impedir que ele saiba que nasceu.
“Desde a incubadora até todos os cuidados que usamos, queremos fingir que ali é um útero — criamos dentro da incubadora um ninho para que a criança fique bem confortável. A incubadora promove um aquecimento e uma umidificação adequada [equilíbrio do corpo], porque a pele do bebê é quase uma membrana, ela perde muita água e muito calor”, informa a especialista.
Mesmo diante dos cuidados, Manu teve uma infecção pelo citomegalovírus, que pode causar doença grave em bebês. Porém, a pequena conseguiu se recuperar. “Eu fiquei bem aflita, mas depois eu vi que, a cada dia, ela ia me surpreendendo mais e se recuperando”, lembra Camila.
Fiquei muito feliz por ela, de saber que ela tem essa força. Ela quer sobreviver a todo custo
CAMILA SOARES
Manu já extubada, no hospital
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Conforme ela foi crescendo e se adaptando, passou a receber a dieta por sonda e, após ser extubada no dia 8 de fevereiro, aprendeu a mamar com a ajuda de uma fonoaudióloga.
Após dois meses, Manu recebeu alta com 2,3 quilos e 5 meses de vida. O peso, apesar de estar abaixo da média de recém-nascidos, é uma vitória para os prematuros extremos.
“Sempre que olharmos para o prematuro temos de corrigir a idade gestacional dele. Se pararmos para pensar, a Manu nasceu agora em fevereiro — era a estimativa dela”, ensina Luisa.
As principais ocorrências de preocupação médica em prematuros, como doenças neurológicas graves, hemorragias cerebrais e retinopatias específicas da prematuridade, a pequena não teve.
Para Camila, portanto, confiar na cesárea e na força da filha foi “a melhor escolha que eu já fiz na vida.”
Por isso, ela carrega com ela e compartilha com todos que passam por situações semelhantes o seguinte lema:
Lute como um prematuro e sobreviva como Emanuelly
CAMILA SOARES
“A única coisa que ela tem é a dependência do oxigênio que a coloca como uma displasia, mas é muito leve, ela tem uma demanda muito baixa. Então o prognóstico dela é que em pouco tempo esse oxigênio também saia”, afirma a médica.
Registro recente de Emanuelly já em casa
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Romy Schimidt Brock Zacharias, neonatologista e coordenadora médica do Serviço de Neonatologia do Einstein, acrescenta que “dentro das avaliações que temos, hoje, podemos considerar a Manu um bebê saudável. Ela foi para casa necessitando apenas de um pouco de oxigênio, sem outras sequelas, mas não temos muitos dados na literatura para dizer como essas crianças que nascem tão pequenas vão se desenvolver.”
“Ela é muito esperta, presta atenção em tudo. Você fala com ela, já fica querendo conversar, tentando falar sozinha”, conta Camila.
A pequena continuará sendo acompanhada por uma equipe multiprofissional com especialistas na área de pediatria, oftalmologia e neurologia, para evitar possíveis desdobramentos negativos.
“Saber que ela passou por tudo isso e hoje ela está aqui assim, firme e forte, é uma conquista para mim e para ela. Acho que quando ela estiver melhor, vai se orgulhar muito dela mesma”, finaliza a mãe.
A Prefeitura de Araxá ampliou o atendimento médico nas Estratégias de Saúde da Família (ESFs) com a contratação de seis novos médicos. A iniciativa faz parte do processo seletivo de recomposição dos quadros da Secretaria Municipal de Saúde e tem o objetivo de suprir a demanda da população.
De acordo com a secretária municipal de Saúde, Cristiane Gonçalves Pereira, a contratação de novos médicos contribuirá com a agilidade no atendimento nas ESFs. “Com a contratação dos seis novos médicos as ESFs estão com suas equipes completas, o que garante um melhor acompanhamento dos usuários em suas necessidades referentes a tratamentos, prevenção e promoção à saúde”, explica.
O processo seletivo foi divulgado em janeiro com oito vagas para contratação de médicos, sendo seis vagas preenchidas. Em breve, um novo processo seletivo será aberto para contratação de mais dois médicos. Este processo irá oferecer a remuneração de R$ 14.020,93, mais Adicional de Produtividade R$ 3.505,23, para jornada de 40 horas semanais.
Promover saúde digna e qualidade de vida à população araxaense. Este é o principal objetivo dos Ambulatórios de Emergência, os AMEs 24h Uninorte e Unileste. Inaugurados em setembro de 2022 e localizados nas regiões mais populosas da cidade, os AMEs registraram mais de 51 mil atendimentos em apenas seis meses de funcionamento.
Os AMEs são centros ambulatoriais de diagnóstico e orientação terapêutica de alta resolutividade em clínica médica, com ênfase nas necessidades da Rede Básica. Entre os atendimentos disponibilizados estão atendimentos odontológicos, casos de sintomas gripais sem dificuldade para respirar, coceira nos olhos, dor de cabeça leve, febre, ferimentos pequenos com pouco sangramento, entre outros. Ao todo, são mais de 40 serviços à disposição da população durante 24 horas por dia, sete dias da semana.
De acordo com a secretária municipal de Saúde, Cristiane Gonçalves Pereira, a descentralização dos atendimentos aumentou a procura por parte da população, que muitas vezes não buscava o auxílio devido à distância entre a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) e sua casa.
Com a implantação dos AMEs 24h, foi possível comprovar a redução da alta demanda na UPA, que chegou a mais de 49 mil atendimentos em seis meses. Neste mesmo período e tempo de funcionamento, foram registrados 21.566 atendimentos no AME 24h Unileste, e 29.897 no AME 24h Uninorte, totalizando mais de 51.000 atendimentos, número significativamente relevante em comparação com o ano anterior, que disponibilizava apenas os serviços de saúde na UPA e, que agora, realiza cerca de 28 mil atendimentos semestrais.
“Com a implantação dos AMEs 24h, nós ampliamos não somente o acesso à saúde, mas também a qualidade desses serviços em Araxá. Um exemplo é que temos ambulâncias disponíveis 24h nos dois locais, o aumento dos números de profissionais médicos e equipe de apoio, assim como aumento ao acesso de exames laboratoriais e serviços de imagens”, explica a secretária Cristiane.
A costureira Maria Abadia de Assunção acompanha o seu pai Joaquim, de 88 anos, rotineiramente no AME 24h Uninorte, e conta sobre a melhoria para o bairro Urciano Lemos, onde vivem há 48 anos. “Antes dos AMEs, a dificuldade era enorme, a distância até a UPA era grande. Agora, com atendimento em saúde 24h no bairro, nos trouxe alívio”, relata Maria Abadia. —