barbeiro_chagas_fiocruz-1

Silenciosa e negligenciada, doença de Chagas atinge mais de 1 milhão de brasileiros

Inseto barbeiro, transmissor do protozoário causador da doença de ChagasJosué Damacena/IOC/Fiocruz

doença de Chagas faz parte do grupo de doenças tropicais negligenciadas da Organização Mundial da Saúde (OMS). A enfermidade apresenta elevada prevalência e carga de mortalidade expressiva, além de contribuir para a manutenção de um ciclo crítico de pobreza.

A infecção, causada pelo protozoário Trypanossoma cruzi, afeta cerca de 6 milhões de pessoas nas Américas, com incidência anual de 30 mil novos casos na região e, em média, 14 mil mortes a cada ano. Estima-se que haja no Brasil, atualmente, pelo menos um milhão de pessoas infectadas por T. cruzi.

Em estudos recentes, as estimativas variaram de 1,9 a 4,6 milhões de pessoas, provavelmente, mais próximo atualmente à variação de 1,0 a 2,4% da população. O Ministério da Saúde aponta para uma elevada carga de mortalidade por Chagas no país, representando uma das quatro maiores causas de mortes por doenças infecciosas e parasitárias. Nos últimos anos, foram registrados cerca de 4 mil óbitos anuais no país, que tiveram como causa básica o agravo.

Dia Mundial da Doença de Chagas, celebrado nesta sexta-feira (14), promove a conscientização sobre o combate à enfermidade, que pode ser silenciosa. Em evento do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), a pesquisadora Tania Araújo Jorge destacou a importância dos avanços na pesquisa na área.

“Essa relação entre a pesquisa básica, a pesquisa clínica em doença de Chagas, está avançando bastante por que estamos falando de Chagas com pessoas diretamente afetadas, que são interessados em que a pesquisa gere produtos, inovações e resultados”, disse.

Por que a doença de Chagas persiste como um problema de saúde pública

Migrações sem controle, degradação ambiental, alterações climáticas e concentração de pessoas em áreas urbanas são alguns dos fatores determinantes para a transmissão do agente causador da doença de Chagas aos humanos.

Com perspectivas desiguais, as populações infectadas apresentam maior vulnerabilidade, com maior exposição a outras doenças. Falta ou dificuldade de acesso aos serviços de saúde dificultam o diagnóstico, levando a falhas nas estratégias de prevenção e acesso ao tratamento adequado, aumentando a probabilidade de desenvolvimento de formas graves da doença.

diagnóstico tardio também acontece devido à falta de conhecimento de profissionais e de gestores de saúde sobre condições de risco e informações acerca da identificação de novos casos. O atraso favorece o agravamento do quadro clínico, levando a sequelas significativas para o organismo, que são físicas, cardíacas, digestivas e neurológicas.

O risco de transmissão vetorial da doença de Chagas persiste em função de diferentes fatores, como a a existência de espécies de triatomíneos nativas com elevado potencial de colonização do domicílio ou histórico recorrente de invasão ao ambiente domiciliar.

A presença de animais reservatórios de T. cruzi e a aproximação cada vez mais frequente das populações humanas a esses ambientes também é um quesito relevante para a transmissão. Assim como a persistência de focos residuais de T. infestans no estado da Bahia.

De acordo com o Ministério da Saúde, soma-se a esse quadro a ocorrência de casos e surtos por transmissão oral pela ingestão de alimentos contaminados (caldo de cana, açaí, bacaba, entre outros), vetorial domiciliar sem colonização e vetorial extradomiciliar, principalmente na Amazônia Legal.

Transmissão acontece pelas fezes de parasitos infectados, após picada pelo inseto barbeiro / Josué Damacena/IOC/Fiocruz

Doença silenciosa

A doença de Chagas, também chamada de tripanossomíase americana, apresenta uma fase aguda que pode ser sintomática ou não, e uma fase crônica, que pode se manifestar nas formas indeterminada (assintomática), cardíaca, digestiva ou cardiodigestiva – dependendo dos impactos causados no organismo.

Estima-se que 60% das pessoas com infecção por T. cruzi permanecem na forma indeterminada, 30% e 10% evoluirão para forma cardíaca e digestiva, respectivamente.

Apesar da grande redução na incidência dos casos de doença de Chagas aguda, evidencia-se nos últimos anos a ocorrência sistemática destes casos relacionados à transmissão oral, principalmente na região amazônica, bem como à transmissão vetorial.

O agravo apresenta expressiva mortalidade, além de ser uma causa de incapacidade dos indivíduos. A forma cardíaca é a responsável pela maior parte dos óbitos, sendo as manifestações clínicas agrupadas em três grupos: arritmias, insuficiência cardíaca e tromboembólica (associada à formação de trombose).

Normalmente a fase aguda é assintomática e pode passar despercebida, de acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Quando aparente, o quadro clínico da infecção surge de 5 a 14 dias após a transmissão pelo vetor, sendo os principais sintomas: febre prolongada, com duração de mais de sete dias, dor de cabeça, fraqueza intensa, inchaço no rosto e pernas.

Já na fase crônica, a maioria dos casos não apresenta sintomas (60%), porém os demais podem apresentar problemas cardíacos e digestivos, mais tarde, 20 a 40 anos depois da infecção original. O quadro grave é caracterizado por febre de intensidade variável, mal-estar, inflamação dos gânglios linfáticos e inchaço do fígado e do baço.

A transmissão acontece pelas fezes de parasitos infectados, após picada pelo inseto barbeiro, ingestão de alimentos contaminados com parasitos, transmissão de parasitos de mulheres infectadas para seus bebês, durante a gravidez ou o parto, transfusão de sangue ou transplante de órgãos de doadores infectados a receptores sadios e, acidentalmente, pelo contato da pele ferida ou de mucosas, com material contaminado.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico oportuno é fundamental para o início imediato do tratamento e a prevenção ao agravamento da doença com impactos cardíacos e digestivos.

Na fase aguda e nas formas crônicas da doença de Chagas, o diagnóstico pode ser realizado pela detecção do parasito causador da infecção por meio de métodos laboratoriais de visualização do parasito direta ou indiretamente e pela presença de anticorpos no soro, por meio de testes específicos.

tratamento da doença de Chagas deve ser indicado por um médico, após a confirmação da doença. O remédio, chamado benznidazol, é fornecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mediante solicitação das Secretarias Estaduais de Saúde e deve ser utilizado em pessoas que tenham a doença aguda assim que ela for diagnosticada.

Para as pessoas na fase crônica, a indicação desse medicamento depende da forma clínica e deve ser avaliada caso a caso. Em casos de intolerância ou que não respondam ao tratamento com benznidazol, o Ministério da Saúde disponibiliza o nifurtimox como alternativa de tratamento.

prevenção da doença de Chagas está associada à forma de transmissão. Uma das formas de controle é evitar que o barbeiro forme colônias dentro das residências, por meio da utilização de inseticidas.

Em áreas onde os insetos possam entrar nas casas voando pelas aberturas ou frestas, pode-se usar mosquiteiros ou telas metálicas. O Ministério da Saúde também recomenda a utilização de medidas de proteção individual, como repelentes e roupas de mangas longas, durante a realização de atividades noturnas em áreas de mata.

FONTE CNN

medicos-especialistas-1

Prefeitura de Araxá oferece consultas com médicos especialistas em demanda livre

Além das consultas com clínicos gerais, a Prefeitura de Araxá oferece à população consultas com médicos especialistas em demanda livre. Estão disponíveis para o cidadão consultas com endocrinologista, infectologista, pneumologista, mastologista, urologista e otorrinolaringologista.

A secretária municipal de Saúde, Cristiane Gonçalves Pereira, explica que as consultas especializadas podem ser feitas de maneira fácil e ágil. “O paciente é avaliado pelo médico de sua Unidade Básica de Saúde e, de acordo com os sintomas e quadro clínico, é encaminhado para o devido profissional. Em seguida, a Gerência de Regulação, que funciona dentro da Secretaria de Saúde, marca o atendimento”, completa.

“Temos essas seis especialidades que são ofertadas em demanda livre no Município, mas também temos outras oito especialidades que são ofertadas pelo Sistema Público de Saúde, sendo cirurgia geral, cardiologia, dermatologia, gastroenterologia, hematologia, nefrologia, neurocirurgia, oftalmologia, ortopedia ambulatorial e ortopedia cirúrgica”, reforça.

Colab Cidadão

Mais inovação, facilidade e eficiência para o Sistema de Saúde Pública de Araxá. A Prefeitura de Araxá disponibiliza a solicitação de marcação de consultas de especialidades médicas também pelo aplicativo Colab Cidadão.

O novo serviço digital permite agilizar o atendimento do cidadão na Rede Pública, que poderá fazer a solicitação da consulta imediatamente após o recebimento do encaminhamento médico.

O cidadão também poderá tirar suas dúvidas sobre consultas de especialidades médicas e outros procedimentos pela categoria Ouvidoria SUS que também está disponível na plataforma, ou pelo contato (34) 9.9257-1230.

Para utilizar o programa, basta acessar as lojas de aplicativos do celular e baixar o “Colab”. Com apenas o número do seu CPF e e-mail, o cidadão realizará o cadastro, selecionará o Município de Araxá e já terá acesso a todos os serviços digitais e ferramentas do aplicativo. O cidadão poderá acessar o serviço por meio da categoria “Especialidade Médica” ou pelo banner destaque do projeto.

WhatsApp-Image-2023-03-28-at-21.09.41-1

Associação realiza a Semana Municipal de Conscientização do Autismo de 2 a 6 de abril

A Associação de Apoio a Pais e Autistas de Araxá – A&+ realiza, de 2 a 6 de abril, a Semana Municipal de Conscientização do Autismo, com diversas atividades envolvendo famílias e comunidade de Araxá.

A sede da instituição foi inaugurada recentemente e iniciados os atendimentos aos autistas e seus familiares. Hoje a Associação oferece serviços gratuitos de Assistência Social e conta com voluntários para atendimento psicológico e pedagógico, música, artes e também assessoria jurídica.

O Dia Mundial de Conscientização do Autismo é  celebrado no 2 de abril e em Araxá foi instituída a Semana Municipal de Conscientização do Autismo, através da Lei Municipal nº 7330 de 12 de Abril de 2019.

A Associação prepara todo ano uma extensa programação para levar informações e divulgar a causa autista com mais destaque nesse período. Não só as famílias dos portadores do Transtorno do Espectro Autista – TEA está convidada a participar deste evento, mas toda a população de Araxá. Segue a programação.

 Semana Municipal de Conscientização do Autismo

Dia 02 de Abril – Domingo – 9h

Confraternização com as famílias e recreação

Local: Praça da Família 

Dia 03 de Abril – Segunda-feira – 19h

Palestra – Autismo da infância à vida adulta

Local: Auditório da Escola Estadual Polivalente

Dia 04 de Abril – terça-feira – a partir das 14 horas

Ação Comunitária Autocuidado: corte de cabelo, manicure, limpeza de pele e maquiagem

Sede da Associação

Dia 05 de Abril – quarta-feira – 9 horas

Blitz educativa

Avenida Antônio Carlos

Dia 06 de Abril – quinta-feira no período da manhã 

Workshop de empreendedorismo feminino

Local: sede da Associação 

Sobre a Associação de Apoio a Pais e Autistas de Araxá – A&+

O trabalho existe há oito anos e começou com um pequeno grupo de pessoas, que trocavam mensagens pela Internet. Cinco profissionais prestavam orientações às famílias de autistas, sempre carentes de conhecimentos sobre o TEA.

Hoje a entidade conta com cerca de 150 membros e realiza diversas atividades, além de uma reunião mensal com a presença de pais e mães, que partilham suas dúvidas e vivências.

Com a nova sede em atividade, a instituição já pode oferecer atendimentos, inicialmente nas áreas de psicologia, psicopedagogia, assistência social e jurídica, com o apoio de voluntários.

Endereço: Rua Rio Grande do Sul nº 70. Bairro São Geraldo

Fones: (34) 3612-9773 e 99843-3241

E-mail: aemaisgrupo@gmail.com

CONVENIO-AMPARA-2

 Prefeitura de Araxá firma convênio com a Ampara

Um trabalho de amor pela vida. A Prefeitura de Araxá firmou convênio no valor de R$ 299.999,93 com a Associação de Amparo às Pessoas com Câncer de Araxá (Ampara). O termo foi assinado pelo prefeito Robson Magela na tarde desta segunda-feira (27) e será repassado em três parcelas, por meio de recursos próprios da Administração Municipal, para manutenção e custeio da entidade.

Com a missão de promover apoio e acolhimento para crianças, jovens, adultos e idosos com câncer, além de atuar na prevenção e diagnóstico precoce da doença, a instituição é referência na assistência a pacientes oncológicos na cidade e região.

Atuante em Araxá desde 2015, a Ampara atende hoje 327 assistidos e entre os auxílios realizados estão doações de produtos como caixas de leite, cestas básicas, suplementos alimentares, bolsa de colostomia, medicamentos não fornecidos pelo SUS, fraldas geriátricas e absorventes cirúrgicos. A instituição também presta atendimentos psicológicos, nutricionais, fisioterapêuticos, assessoria jurídica, assistência social, além de oficinas de música e arte, terapias individuais e em grupo, entre outros, auxiliando pacientes e familiares.

O presidente da Ampara, José Humberto Gonçalves, ressalta que o apoio da Administração Municipal é muito importante para levar cuidado, carinho e qualidade de vida aos assistidos. “Esse convênio significa uma vitória para nós e irá ajudar muitas pessoas. Nosso intuito, enquanto associação, é amenizar o sofrimento das pessoas com câncer, levando a dignidade que eles merecem neste momento difícil. Desde que estou aqui, nunca vi uma situação tão linda como essa, em que a prefeitura tem esse olhar tão bonito para o Terceiro Setor, esse recurso vai mudar muitas vidas, eu tenho certeza”, reforça.

O prefeito Robson Magela reafirmou a importância do trabalho de apoio e assistência prestado pela associação na vida dos pacientes oncológicos. “Tenho um carinho muito grande com a Ampara, pois ela cuida das pessoas assim como nós, da Administração Municipal. É um trabalho bonito e necessário. Os serviços prestados complementam as ações do Poder Executivo com projetos e atividades de grande interesse para toda a população. Reforçamos o compromisso com a instituição para que continue executando os projetos com excelência”, destaca.

vacinacao-04032023135835208

Estudo mostra que Brasil está abaixo da meta de vacinação contra HPV

Estudo da Fundação do Câncer, divulgado para marcar o Dia Mundial da Prevenção do Câncer de Colo do Útero, celebrado neste domingo (26), revela que todas as capitais e regiões brasileiras estão com a vacinação contra o HPV (Papilomavírus humano) abaixo da meta estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Isso significa que até 2030, o Brasil não deverá atingir a meta necessária para a eliminação da doença, que constitui problema de saúde pública. O levantamento tem como base os registros de vacinação do PNI de meninas entre 9 e 14 anos, no período de 2013 a 2021, e meninos de 11 a 14 anos, entre 2017 e 2021.

Em todo o Brasil, a cobertura vacinal da população feminina entre 9 e 14 anos alcança 76% para a primeira dose e 57% para a segunda dose. A adesão à segunda dose é inferior à primeira, variando entre 50% e 62%, dependendo da região. Na população masculina entre 11 e 14 anos, a adesão à vacinação contra o HPV é inferior à feminina no Brasil como um todo. A cobertura vacinal entre meninos é de 52% na primeira dose e 36% na segunda, muito abaixo do recomendado. A Região Norte apresenta a menor cobertura vacinal masculina, de 42% na primeira dose e de 28% na segunda. O estudo completo pode ser acessado no site da Fundação do Câncer.

Destaques

Em entrevista à Agência Brasil, a consultora médica da Fundação do Câncer e colaboradora do estudo Flávia Corrêa afirmou que há uma diferença regional marcante. “O mais preocupante é que justamente o Norte e o Nordeste, que têm as maiores taxas de incidência de mortalidade por câncer de colo de útero, são as regiões onde encontramos a menor cobertura de vacinação”. De acordo com a médica, isso acende o alerta de que é necessário investimento grande em medidas educativas para a população, para as crianças e adolescentes, pais e responsáveis e para profissionais de saúde, a fim de aumentar a cobertura.

Segundo o levantamento, a Região Norte apresenta a menor cobertura vacinal completa (primeira e segunda doses) do país em meninas: 50,2%. Entre os meninos, o percentual é de apenas 28,1%. A região também foi a que mais registrou óbitos por câncer de colo de útero no período 2016/2020: 9,6 por 100 mil mulheres, contra a média brasileira de 6 a cada 100 mil mulheres.

De todas as regiões do país, o Sul é a que mais se aproxima da meta estabelecida (87,8%) na primeira dose em meninas. Por outro lado, é a região que apresenta maior índice de absenteísmo, ou não comparecimento, na segunda dose: 25,8% entre as mulheres e 20,8% entre os homens, enquanto a média do país é de 18,4% e 15,7% nas populações feminina e masculina, respectivamente. Já o Nordeste tem a menor variação entre a primeira e a segunda dose, tanto feminina (71,9% e 57,9%) quanto masculina (50,4% e 35,8%).

Múltiplas doses

Segundo Flávia, toda vacina que tem múltiplas doses costuma apresentar problema do absenteísmo, especialmente entre os adolescentes. “Em qualquer vacina que tenha múltiplas doses, o que se vê é que existe realmente uma queda para completar o esquema vacinal”. Isso acontece não só no Brasil, mas no mundo todo. No caso da vacinação contra o HPV, a recomendação do PNI é continuar com duas doses, embora a OMS já tenha dado aval para que seja utilizada uma dose única, dependendo das circunstâncias locais. “É preciso haver uma conscientização muito grande para que se complete o esquema vacinal”.

Ela lembrou que seria muito importante a vacinação voltar a ser feita nas escolas, como ocorreu no primeiro ano em que a primeira dose foi disponibilizada nas unidades de ensino e de saúde. A partir da segunda dose, só estava disponível nas unidades de saúde. Flávia destacou que em todo o mundo, o esquema que deu mais certo foi o misto, em que a vacinação estava disponível ao mesmo tempo na escola e nas unidades de saúde. “Esse é um ponto muito importante”.

Capitais

O estudo mostra também que Belo Horizonte é a única capital com cobertura vacinal feminina acima de 90% na primeira dose. Considerando o esquema vacinal completo, esse percentual cai para 72,8%, mas ainda continua sendo a capital que mais protegeu sua população contra o câncer de colo de útero no país, considerando o período de 2013 a 2021. Em seguida, aparecem Curitiba, com 87,7% e 68,7% (dose inicial e reforço) e Manaus, com 87,0% e 63,2% (primeira e segunda doses).

Fortaleza foi a capital do Nordeste com maior cobertura vacinal na primeira dose (81,9%) e na segunda dose (60,1%). São Luís, ao contrário, obteve os menores percentuais na primeira (51,4%) e na segunda (36,7%). Brasília e Goiânia, no Centro-Oeste, apresentaram os maiores e menores percentuais na primeira e segunda doses, da ordem de 78,1% e 58,6% e 62,1% e 43,5%, respectivamente.

No Sudeste, o Rio de Janeiro teve índice vacinal de 72,1% na primeira dose e 49,1% na segunda; em São Paulo, o índice também é baixo (76,5% e 59,8%). O mesmo ocorre em Porto Alegre, na Região Sul, onde somente 42,7% da população feminina estão com o esquema vacinal completo, 21 pontos percentuais abaixo da dose inicial da vacinação. O pior cenário, contudo, é registrado em Rio Branco, no Norte do país: apenas 12,3% da população feminina tomaram as duas doses da vacina contra o HPV. Na primeira dose, foram 14,6%. “Até hoje, a cobertura no Acre é baixíssima”, comentou a médica.

Desinformação

Flávia Corrêa chamou a atenção para o fato de que há ainda muita desinformação sobre a vacina contra o HPV. Muitos pais ignoram que a vacina previne contra o câncer de colo do útero e não incita o início da vida sexual antes do tempo. Outros não sabem qual é a faixa etária em que os filhos devem se vacinar. “Há uma falta de informação muito grande que precisa ser abordada com medidas educativas, mais fortes, tanto para as crianças e adolescentes, quanto para os pais, a sociedade como um todo. É necessário ampliar a discussão sobre a questão da vacina, mostrar os dados que dizem que ela é segura, não estimula a atividade sexual precoce”.

A consultora médica da Fundação do Câncer disse que a cobertura vacinal é menor para os meninos, tanto na primeira quanto na segunda dose, porque as pessoas ainda não entenderam que a vacinação de meninos é necessária não só para proteger as meninas do câncer de colo do útero, mas porque traz benefícios também para os representantes do sexo masculino. Ao vacinar ambos os sexos, diminui a disseminação do vírus, explicou.

Além de proteger as meninas e mulheres contra o câncer de colo do útero, os meninos podem ser beneficiados com a vacina para evitar câncer de pênis, de orofaringe, câncer de boca, de ânus, entre outros tipos. Na mulher, a imunização também evita câncer de vulva, vagina, faringe, boca. ”Isso precisa ser bastante divulgado”, observou Flávia Corrêa.

A vacina é segura e está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para meninos e meninas de 9 a 14 anos, em esquema de duas doses, e para mulheres e homens transplantados, pacientes oncológicos, portadores de HIV, de 9 a 45 anos, em esquema de três doses.

FONTE R7

atividade_fisica-4

Atividade física pode contribuir para a redução da queda de idosos

Em idosos, casos de queda são problemas comuns que podem ser graves. A perda de mobilidade causada pelo envelhecimento favorece as quedas, que se tornaram a sexta principal causa de morte entre idosos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Gerontologia e Geriatria.

Além dos riscos de morte, há também impactos significativos para o bem-estar e a qualidade de vida dessa população devido à perda de autonomia. A cada ano, aproximadamente de 30% a 40% dos idosos caem pelo menos uma vez, e as consequências negativas extrapolam o aspecto físico, sendo também psíquicas e sociais. D

O professor José Carlos Farah, da Universidade de São Paulo (USP), explica que o processo de envelhecimento é associado a perdas importantes para o corpo humano, que estão relacionadas às quedas mais frequentes.

“A osteopenia, que é a perda de massa óssea, deixa o osso enfraquecido, e a perda da massa muscular, como consequência, traz a falta do controle do movimento e equilíbrio, a perda cognitiva, que diminui a nossa atenção e percepção e a baixa aptidão física”, afirma Farah.

Quando se soma isso a um quadro de doenças preexistentes, o resultado é o de um cenário propício às quedas. Ainda segundo o especialista, o processo de perdas do envelhecimento é inevitável, mas os impactos podem ser reduzidos com alguns hábitos.

“Os benefícios da prática da atividade física se contrapõem ao processo de envelhecimento. O exercício promove o aumento da massa muscular e da coordenação motora, do equilíbrio e das funções cognitivas. Este hábito já diminui a possibilidade de quedas, associado ao ambiente livre de possíveis obstáculos que podem atrapalhar o dia a dia do idoso”, diz.

Para iniciar e manter uma rotina de atividade física na terceira idade, o pesquisador da USP recomenda a realização de um check-up médico e acompanhamento profissional.

“O princípio é sempre o mesmo: liberação médica e acompanhamento de profissional de educação física. Exercícios simples de sentar e levantar de uma cadeira, estender e flexionar os braços, entre outros, já ajudam muito no aumento da força, da coordenação e do equilíbrio. Mas devem ser realizadas com supervisão para segurança da pessoa”, diz.

“Devem começar devagar e sempre aumentando gradativamente a intensidade. Atividades como caminhada e natação são recomendadas e associadas à musculação e hidroginástica. São atividades simples, mas que melhoram muito a qualidade de vida na senescência”, acrescenta.

Por onde começar?

Exercícios de força representam um meio para manter ou aumentar a massa muscular dos idosos. Já práticas de equilíbrio contribuem para a prevenção de quedas e de fraturas ósseas.

Praticar atividade física em idades mais avançadas pode melhorar as habilidades de socialização, aumentar a energia, a disposição, a autonomia, a capacidade para se movimentar e a independência para realizar as atividades do dia a dia.

Um outro problema comum entre os idosos é a perda gradual da memória. Nesse caso, ser uma pessoa ativa também ajuda na manutenção da memória, da atenção, da concentração, do raciocínio, do foco e até mesmo na redução do risco para demência, como a doença de Alzheimer. Isso sem falar no controle e na prevenção das típicas doenças crônicas, como obesidade, hipertensão e diabetes.

O Guia de Atividade Física para a População Brasileira recomenda começar por atividades de intensidade mais leve como caminhar devagar, sentar e levantar algumas vezes da cadeira ou do sofá, arrumar a cama, lavar e secar a louça, passar roupa, cuidar das plantas, entre outras. Isso ajudará idosos a prevenir dores e desconfortos musculares, além de proporcionar uma sensação de segurança e motivação para continuar.

A partir disso, é possível ir progredindo aos poucos e evoluindo nas atividades. Espaços ou equipamentos que possibilitam a prática de atividade física para idosos, como praças, quadras e parques, também são opções adequadas.

(Com informações do Jornal da USP)

FONTE CNN

Febre-amarela

Saúde alerta população de Araxá sobre cuidados contra a Febre Amarela

A Secretaria Municipal de Saúde alerta a população de Araxá sobre os cuidados permanentes e a prevenção contra a febre amarela na região. No último mês, foi registrada a primeira morte do ano pela doença no Estado, no município de Monte Santo de Minas, no Sudoeste, o que aumentou a preocupação dos profissionais pela procura da vacina.

A febre amarela é uma doença causada por vírus, transmitida através da picada de mosquitos infectados. A maior frequência da febre amarela ocorre entre os meses de dezembro e maio, período com maior índice de chuvas, quando aumenta a proliferação do vetor. Portanto, a vacinação é a principal forma de prevenção da doença e está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

– 1ª dose: Indicada para bebês com 9 meses de idade, e reforço aplicado aos 4 anos.

– Faixa etária entre 5 e 59 anos que não recebeu nenhuma dose ou não possui comprovante de vacinação, deve procurar pela vacina o quanto antes.

– Aqueles que se vacinaram contra a doença antes dos 5 anos de idade, apenas uma vez, também devem receber a dose de reforço de imediato.

A vacina contra a febre amarela pode ser encontrada em todas as Unidades Básicas de Saúde da cidade – Unisul, Unicentro, Uninordeste, Unisa, Estratégia de Saúde da Família (ESF) do bairro Max Neumann e nos Ambulatórios de Emergência (AMEs 24h) Unileste e Uninorte.

A coordenadora de Imunização da Prefeitura de Araxá, Érica Fonseca, reforça a importância de manter o Cartão de Vacina em dia, independentemente da faixa etária. “A febre amarela é uma doença grave e deve ter a atenção da população nerste momento em que o Estado confirmou a primeira morte causada pela doença. Por isso, a Secretaria Municipal de Saúde alerta os adultos para que acompanhem as datas corretas do reforço da vacina de seus filhos, netos e sobrinhos, e aproveitem para colocar o seu Cartão de Vacina em dia também. O serviço é oferecido de forma gratuita e agora é o momento de cada um fazer a sua parte”, reforça.

colab

Araxá disponibiliza solicitação de consultas de especialidades médicas e Ouvidoria SUS pelo Colab Cidadão

Mais inovação, facilidade e eficiência para o Sistema de Saúde Pública de Araxá. A Prefeitura de Araxá disponibiliza a solicitação de marcação de consultas de especialidades médicas pelo aplicativo Colab Cidadão a partir desta segunda-feira (20).

O novo serviço digital permite agilizar o atendimento do cidadão na Rede Pública, que poderá fazer a solicitação da consulta imediatamente após o recebimento do encaminhamento médico.

Ao todo, são 13 especialidades médicas disponibilizadas pelo aplicativo. Cirurgia geral; Dermatologia; Endocrinologia; Gastroenterologia; Hematologia; Mastologia; Nefrologia; Neurocirurgia; Oftalmologia; Ortopedia ambulatorial; Ortopedia cirúrgica; Otorrinolaringologia.

O cidadão também poderá tirar suas dúvidas sobre consultas de especialidades médicas e outros procedimentos pela categoria Ouvidoria SUS que também está disponível na plataforma.

Para utilizar o programa, basta acessar as lojas de aplicativos do celular e baixar o “COLAB”. Com apenas o número do seu CPF e e-mail, o cidadão realizará o cadastro, selecionará o Município de Araxá e já terá acesso a todos os serviços digitais e ferramentas do aplicativo. O cidadão poderá acessar o serviço por meio da categoria “Especialidade Médica” ou pelo banner destaque do projeto.

A secretária municipal de Saúde, Cristiane Gonçalves Pereira, explica que a solicitação das consultas de especialidades médicas é mais um canal de acesso da população ao Sistema de Saúde do Município.

“Agora, o cidadão poderá fazer sua solicitação de forma presencial ou pelo aplicativo Colab, ambos com o encaminhamento já realizado pelo médico da Unidade de Saúde ou Estratégia de Saúde da Família (ESF). O sistema é uma forma de facilitar e agilizar o processo de marcação das consultas de especialidades”, reforça.

Ela acrescenta que a Ouvidoria SUS disponibilizada pelo Colab também é um grande avanço da Rede Pública.

“Devido à grande demanda que temos em algumas especialidades médicas e o prazo para agendamento das consultas ou outros procedimentos, muitos pacientes têm dúvidas se a solicitação foi realizada. Com a Ouvidoria SUS no Colab, o paciente poderá esclarecer os prazos de forma direta e com um protocolo de atendimento. Ou seja, é mais transparência com o cidadão”, destaca Cristiane.

mamografia

Secretaria de Saúde reforça importância da mamografia; exame é ofertado gratuitamente na Rede Municipal

Para promover a saúde e a prevenção, realizar o diagnóstico, tratar a lesão e reabilitar pacientes, Araxá oferece uma série de ações que garantem à mulher o acesso aos serviços no controle do câncer de mama. Com o objetivo de incentivar a detecção precoce no Mês da Mulher, a Prefeitura de Araxá disponibiliza exames de mamografia gratuitos na Unidade Integrada de Saúde (Unisa).

A mamografia é a forma mais eficiente para a detecção de câncer de mama. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de cura. Em média, são realizados 200 exames por mês. Além disso, o Município também oferta coleta de citologia (papanicolau), utrassom (transvaginal, mama, obstétricos), teste rápido (sífilis, HIV, hepatites B e C), exames laboratoriais, entre outros.

A mamografia deve ser agendada com a enfermeira responsável pela Equipe de Estratégia de Saúde da Família (ESF) que presta assistência próxima à residência da paciente. A mulher deverá procurar pessoalmente a unidade de referência para ser realizado o cadastro no sistema e receber as orientações para realizar o exame.

Para marcar o exame, a paciente deve levar o CPF, RG, comprovante de residência, cartão do SUS e a solicitação do exame de mamografia feita por um médico ou enfermeiro. Se residir próximo à Unisa, poderá realizar o agendamento pessoalmente com o pedido em mãos e cadastro no sistema, emitido pelo profissional de saúde na unidade de saúde.

De acordo com a referência em Saúde da Mulher, Tatiane Samanta, as equipes de ESFs abordam o tema, orientam sobre a importância de realizar a mamografia, bem como outros cuidados com a saúde para prevenir o câncer de mama, como a prática de atividade física e alimentação saudável.

“A mamografia é a melhor forma de descobrir o câncer de mama antes que seja detectável pelo exame clínico. Ela continua sendo o principal meio de prevenção contra o câncer de mama e deve ser feita anualmente pelas mulheres. Em Araxá a procura pela mamografia está baixa. Não temos demanda reprimida, pelo contrário, temos vagas remanescentes”, reforça.

Conferencia-Municipal-de-Saude-2

Pré-conferências Municipais de Saúde recebem demandas da população até o dia 7 de março

Com o objetivo de debater temas relativos à Saúde Pública e elaborar propostas que atendam às necessidades da população, até o dia 7 de março acontecem as Pré-Conferências Municipais de Saúde, realizadas pelo Conselho Municipal de Saúde, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde.

As pré-conferências são abertas à população e realizadas em vários pontos da cidade. Ao final dos encontros, serão listadas as reivindicações e propostas dos participantes para que sejam levadas e debatidas durante a Conferência Municipal de Saúde, que acontecerá no dia 18 de março.

De acordo com a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Juliana Machado Silva, a participação popular nas pré-conferências é de extrema importância. “É nesse momento que conseguimos colocar as demandas da sociedade para, depois, executar, acompanhar e cobrar”, afirma.

11ª Conferência Municipal de Saúde de Araxá

O tema da 11ª Conferência Municipal de Saúde de Araxá será “Garantir Direitos e Defender o SUS, a Vida e a Democracia – Amanhã Vai ser Outro Dia.” O evento objetiva avaliar a situação de saúde e propor diretrizes para a formulação da política de saúde. Servindo para orientar o gestor na elaboração do plano de saúde e na definição de ações que sejam prioritárias no âmbito municipal.

A programação das palestras terá os seguintes temas:

– O Brasil que temos e o Brasil que queremos;

– O papel do controle social e dos movimentos sociais para salvar vidas;

– Garantir direitos e defender o SUS, a vida e a democracia;

– Amanhã será outro dia para todas as pessoas.