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Compulsão alimentar: como reconhecer se você tem esse transtorno

Leia o artigo da médica endocrinologista da Unimed Araxá, Thaís Vital Costa Vivenza

O fenômeno da compulsão alimentar foi descrito formalmente pela primeira vez em 1959. No entanto, o transtorno da compulsão alimentar periódica só foi formulado como um diagnóstico distinto na década de 1990.

O transtorno da compulsão alimentar periódica é mais comum em mulheres do que em homens e a idade média do diagnóstico é de 23 anos. Indivíduos com essa condição correm maior risco de desenvolver distúrbios médicos gerais, incluindo diabetes mellitus, hipertensão e obesidade.

Essa condição é definida como a ingestão de uma quantidade de comida em um período de tempo (por exemplo, duas horas), que é definitivamente maior do que a maioria das pessoas comeria em período de tempo e circunstâncias semelhantes. Esses episódios ocorrem, em média, pelo menos uma vez por semana durante três meses. Durante os episódios, os pacientes sentem que não têm controle sobre a alimentação (por exemplo, sentem que não conseguem parar de comer ou controlar a quantidade ou o que estão comendo).

Os episódios de compulsão alimentar são marcados por pelo menos três das seguintes situações:

• Comer mais rápido do que o normal;

• Comer até sentir-se desconfortavelmente cheio;

• Comer grandes quantidades de comida quando não se sente fisicamente com fome;

• Comer sozinho por vergonha da quantidade de comida consumida;

• Sentir-se desgostoso consigo mesmo, deprimido ou culpado depois de comer demais.

A psicopatologia central entre os pacientes com transtorno da compulsão alimentar periódica é uma supervalorização da forma do corpo e do peso, o que significa que a autoestima depende em grande parte ou exclusivamente desses fatores e da capacidade de controlá-los. Isso produz comportamentos alimentares disfuncionais, que levam a uma vulnerabilidade psicológica e fisiológica e, consequentemente, aos episódios de compulsão alimentar.

Uma avaliação completa do paciente com transtorno da compulsão alimentar periódica é necessária para planejar o tratamento. Essa avaliação deve incluir:

– o estado psiquiátrico do paciente (atitude em relação ao peso e forma do corpo, autoestima);

– estado médico (índice de massa corporal, presença de diabetes, alteração de colesterol, doença cardíaca, doença do refluxo gastroesofágico);

– estado nutricional (padrão alimentar, tipos de excessos, frequência e intensidade dos episódios de compulsão alimentar) e o impacto dessa condição na qualidade de vida.

As metas de tratamento incluem reduzir os episódios de compulsão alimentar, controle do peso (caso haja sobrepeso ou obesidade associados), aumentar a autoaceitação e manejar comorbidades psiquiátricas, caso estejam presentes.

O tratamento deve ser multidisciplinar e envolver o Endocrinologista, Psiquiatra, Terapeuta e Nutricionista, uma vez que inclui psicoterapia, terapias de autoajuda e comportamentais e o tratamento medicamentoso, quando indicado.

Vários tipos de medicamentos foram estudados, incluindo inibidores seletivos da recaptação de serotonina, drogas antiepilépticas (por exemplo, Topiramato) e medicamentos tipicamente indicados para transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (por exemplo, Lisdenxefetamina).

O benefício da farmacoterapia para os sintomas do transtorno da compulsão alimentar periódica parece ser menor do que o efeito da psicoterapia, portanto ressalta-se a importância do tratamento multidisciplinar dessa condição, reconhecendo os gatilhos e as condições psiquiátricas associadas.

O transtorno da compulsão alimentar periódica pode ser difícil de detectar porque os pacientes muitas vezes sentem vergonha e podem demorar a buscar ajuda. A presença do transtorno é sugerida por pistas como: insatisfação com o peso maior do que o esperado, grandes flutuações de peso e sintomas depressivos. Na presença destes sinais, é importante procurar ajuda médica. Pacientes com essa condição merecem acolhimento e tratamento adequado.

Thaís Vital Costa Vivenza

médica endocrinologista

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AMEs registram 7 mil atendimentos de clínica médica e desafogamdemanda na UPA

Com o objetivo de disponibilizar aos setores mais populosos da cidade atendimentos ambulatoriais de emergência 24 horas por dia, a Prefeitura de Araxá inaugurou, há um mês, dois Ambulatórios de Emergência (AMEs), um na Uninorte e outro Unileste. Nesse período já foram registrados 6.961 atendimentos de clínica médica, sendo 3.971 na Uninorte e 2.990 na Unileste, além de 153 atendimentos de enfermagem nas duas unidades.

Comparado com o mês de agosto, que antecedeu a implantação dos AMEs, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) havia registrado 5.705 atendimentos de clínica médica. Já no mês seguinte, após a inauguração dos AMEs, esse número caiu para 4.136.

“Os Ambulatórios de Emergência (AMEs) estão cumprindo muito bem o seu papel. Além de desafogar os atendimentos de clínica médica da UPA, proporcionaram mais proximidade à população, com mais conforto, agilidade e qualidade”, reforça a secretária municipal de Saúde, Cristiane Gonçalves Pereira.

De acordo com a coordenadora da Atenção Primária, Carla Alves Constant, o primeiro mês de funcionamento absorveu toda a demanda espontânea da procura por atendimentos, tanto clínico quanto para realização de procedimentos.

“Vimos de maneira muito satisfatória a ampliação dos atendimentos ambulatoriais, que dobraram em relação ao mês de agosto. Isso nos mostra que a descentralização do acesso ampliou a procura da população, que muitas vezes não buscava esse auxílio devido à distância que tinha que percorrer. Com a ampliação das unidades 24 horas, foi possível comprovar uma redução de consultas clínicas na UPA”, destaca.

O prefeito Robson Magela destaca que os AMEs permitiram uma reestruturação na equipe multiprofissional e modernização no atendimento. “Investir em saúde é um dos principais compromissos da gestão. Por isso, a Administração Municipal não mediu esforços para adquirir novos equipamentos, mobiliários, ambulâncias, enfim, colocamos todos os recursos necessários à disposição para um atendimento humanizado e com a qualidade que a população merece”, reitera.

Sobre os AMEs

Os AMEs são centros ambulatoriais de diagnóstico e orientação terapêutica de alta resolutividade em especialidades médicas, com ênfase nas necessidades da rede básica. Eles visam desafogar a alta demanda na UPA 24h.–


Assessoria de Comunicação

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Apesar de etarismo, idosos buscam aproveitar longevidade

Quebrando esterótipos, pessoas com mais de 60 anos revelam como envelhecer pode ser positivo"Etarismo" é o termo utilizado para designar o preconceito contra idosos“Etarismo” é o termo utilizado para designar o preconceito contra idososChristian Bowen/Unsplash

Os idosos correspondem a 14,7% da população brasileira e apesar das estatísticas de aumento da longevidade nos últimos tempo, ainda sofrem preconceito. Apesar das limitações no mercado de trabalho e estereótipos que ditam os locais, roupas e estilo de vida que devem ser adotados, essa parcela da população tem se mostrado cada vez mais ativa, revelando como a longevidade pode ser positiva. 

“A gente já vivenciou tanta coisa, que muitas delas se tornaram assim: o depois é agora, tem que ser agora. E para a gente decidir isso, realmente temos que ter coragem e segurança, porque os medos e as inseguranças, nós já tivemos. Agora, o nosso pensamento está mais estável e seguro”, contou a modelo Rosa Saito em entrevista à CNN Brasil.

ce pode chegar junto a apontamentos que definem a forma como pessoas com mais de 60 anos devem agir. Conforme descrito no Relatório Mundial sobre Idadismo, da OMS, o etarismo se refere a “estereótipos (como pensamos), preconceitos (como nos sentimos) e discriminação (como agimos) direcionadas às pessoas com base na idade que têm”. 

Segundo a médica e presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Ivete Berkenbrock, o etarismo aumenta a cada ano que a pessoa envelhece, tendo consequências até mesmo psicológicas: “O preconceito afeta a saúde mental da pessoa, porque ela tende a ficar em isolamento, não se sente confortável no ambiente onde ela é basicamente rejeitada por de ter mais de 60 anos. Isso pode levar à depressão, porque a cada vez que a pessoa pensa em fazer algo, ela interioriza isso.” 

Além do impacto na saúde mental da população idosa, o etarismo também afeta o cotidiano. Em entrevista, Berkenbrock explicou que atividades de lazer e locais para prática de atividade física, por exemplo, não contam com acessibilidade. Para a especialista, promover acesso apenas à área da saúde é uma forma de resumir os idosos às doenças, negligenciando a realização de seus prazeres. 

Ainda assim, a saúde da pessoa idosa também é algo a se orgulhar: “O aumento da longevidade é a maior conquista coletiva da humanidade nos últimos tempos. Isso é um privilégio e mostra o quanto nós já fomos capazes de vencer doenças infecciosas, de passar por guerras e fenômenos climáticos, de vencer doenças”, afirmou Ivete. Conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019 a expectativa de vida no Brasil era de 76,6 anos. 

Dando força para essa perspectiva positiva sobre o envelhecimento, a modelo Rosa Saito afirma aos 71 anos que vive realizações e lembra a importância de pessoas jovens combaterem o etarismo: “Mesmo que esteja na flor da juventude, é o momento de a pessoa realmente parar, pensar, pôr a mão na cabeça, porque são pessoas que já vivenciaram, que têm experiência. Então seja no trabalho ou dentro de casa, são pessoas que têm uma carga tão grande de sabedoria, de vivência, que têm que ser respeitados. As pessoas têm que se pôr no lugar.” 

Além de desfilar nas passarelas, Rosa se mostra como um modelo a ser seguido por quem não quer se limitar aos estereótipos sobre quem tanto assiste o tempo passar: “Enquanto tiver alegria de viver, não tem essa de ‘ai eu estou com x idade’. O que é x idade? É um mero tempo? A idade está na sua cabeça. Eu acho que não existe. Enquanto você estiver viva, tem que tentar ser feliz, correndo atrás daquilo que você um dia teve vontade de fazer. Dê motivação para você viver, motivação para você se sentir feliz.” 

FONTE CNN

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Profissionais de enfermagem da Prefeitura de Araxá recebem novo piso salarial

O último dia útil deste mês setembro concretiza uma conquista para enfermeiros, técnicos de enfermagem e auxiliares de enfermagem que trabalham na Prefeitura de Araxá. É o primeiro pagamento que esses profissionais receberam relativo ao novo piso, conforme a Lei Municipal aprovada em 10 de agosto pela Câmara de Vereadores e sancionada pelo prefeito Robson Magela.

O benefício foi garantido pela Prefeitura de Araxá, mesmo com a suspensão da Lei Federal do Piso da Enfermagem referendada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A decisão de conceder o piso veio após estudo financeiro da Secretaria Municipal de Fazenda, Planejamento e Gestão e Controladoria e Auditoria Geral do Município.

“Esta é uma forma de valorizar esses profissionais que não mediram esforços para cuidar de toda a população durante um período crítico que foi a pandemia. Essa melhoria salarial é mais que justa, é o reconhecimento da valorização que eles merecem”, afirma o prefeito Robson Magela.

O novo piso salarial passou a ser de R$ 4.750 para enfermeiros, R$ 3.325 para técnicos de enfermagem e R$ 2.375 para auxiliares de enfermagem, considerando como base a carga horária de 40 horas semanais prevista no Estatuto do Servidor Público do Município de Araxá. O reajuste médio foi de 74,25%.–


Assessoria de Comunicação

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Araxá sedia Encontro Multissetorial para o fortalecimento da Rede de Apoio de Combate à Violência

A Prefeitura de Araxá recebeu, nesta quarta-feira (28), representantes de oito municípios da microrregião para o Encontro Multissetorial “Debatendo a Rede de Apoio de Combate à Violência de Forma Integral”. O evento foi coordenado pela Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Uberaba, com apoio da Secretaria Municipal de Saúde.

Os objetivos do encontro foram de incentivar que os municípios possam trabalhar ações de violência de maneira mais efetiva e capacitar os servidores para o preenchimento adequado da ‘Ficha de Violência’ do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

“A ficha de violência do Sinan é de notificação compulsória. Ela é necessária, pois é considerada um instrumento de garantia de direitos. Por meio dela é possível realizar as intervenções necessárias para que se rompa o ciclo de violência que aquela vítima está submetida”, explica a referência técnica de Doenças e Agravos não Transmissíveis (Dante’s) da SRS, Edinel de Ávila.

Ainda segundo Edinel, entre os vários tipos de violência praticados, como a violência contra o idoso; a negligência; a violência física contra a criança e adolescente; o trabalho infantil e escravo; e a violência psicológica, entre outras, a principal ênfase do encontro foi a violência sexual.

“A violência sexual é muito traumatizante, e em Araxá é importante que a população saiba que a porta de entrada para qualquer vítima desta violência é a Santa Casa de Misericórdia, que está preparada para prestar o atendimento adequado a quem precisar”, ressalta.

Para a secretária municipal de Saúde, Cristiane Gonçalves Pereira, o evento foi uma oportunidade para que toda a rede consiga agir de maneira mais efetiva no combate à violência. “Essa integração é muito importante. Não podemos atuar de forma isolada. A saúde precisa saber, por exemplo, o que a assistência social faz, o que educação faz, tudo de maneira geral, como um todo. As áreas têm que saber o papel de cada uma para integrarem e conseguirem maior efetividade nas ações”, destaca.

O juiz titular da 2ª Vara da Infância e Juventude de Araxá, Dimas Ramon Esper, ressalta que a violência é um assunto de grande complexidade e que envolve problemas sociais muito graves. “Por isso, exige uma atuação conjunta, onde contamos com o envolvimento dos órgãos municipais, Ministério Público e Poder Judiciário. Primamos pelo fortalecimento da rede para garantirmos esses direitos”, pondera.

As atividades também contemplam debates com a Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde e Conselhos de Direito.–


Assessoria de Comunicação

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Entidades unem esforços para o diagnóstico precoce do câncer

Evento de lançamento será hoje (28/9), às 19h, no Teatro Municipal Maximiliano Rocha

O lançamento da campanha Outubro Rosa acontecerá hoje, 28 de setembro, às 19h30, no Teatro Municipal Maximiliano Rocha. O tema de 2022 é: Rede de apoio, relações de afeto que curam. Haverá uma vernissage com fotografias Fine Art utilizadasno revestimento dos laços gigantes. Esse tipo de trabalho inclui a intenção subjetiva do profissional. Expressa as percepções e emoções que o artista quer compartilhar com outros.

Neste ano, os laços, além de chamarem a atenção para o diagnóstico precoce do câncer de mama e de próstata,  darão destaque para o suporte e o carinho necessários durante o tratamento tanto de familiares quanto de amigos e da sociedade. Tudo enquadrado pela ótica de fotógrafos.

Outubro e novembro são os meses dedicados, internacionalmente, à disseminação de informações sobre o câncer de mama e de próstata. Com esta proposta, em 2022, estão juntos a Câmara da Mulher Empreendedora da Acia,  Ampara – Associação de Amparo às Pessoas com Câncer de Araxá, Fama – Fundação de Assistência à Mulher Araxaense, Secretaria Municipal de Saúde e Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

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Anvisa proíbe venda de massas com substância contaminada

Ingrediente chamado propilenoglicol, que causou intoxicação e morte de animais, foi utilizado por empresa fabricante de massas, segundo a AnvisaDe acordo com a Anvisa, a ação é parte da investigação sobre o caso do propilenoglicol contaminado com etilenoglicolDe acordo com a Anvisa, a ação é parte da investigação sobre o caso do propilenoglicol contaminado com etilenoglicolMarcelo Camargo/Agência Brasil

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição e o uso das massas alimentícias da empresa BBBR Indústria e Comércio de Macarrão, fabricadas entre 25 de julho e 24 de agosto. A resolução publicada nesta quinta-feira (22) também determina o recolhimento dos produtos.

De acordo com a Anvisa, a ação é parte da investigação sobre o caso do propilenoglicol contaminado com etilenoglicol, que causou a intoxicação e a morte de animais. O propilenoglicol contaminado foi fornecido pela empresa Tecno Clean Industrial.

Após inspeção na BBBR, a Anvisa verificou que a empresa adquiriu e usou o insumo contaminado como ingrediente na linha de produção de suas massas. Segundo os dados fornecidos à Anvisa, a empresa possui nome fantasia Keishi e é responsável pela produção e comércio de vários tipos de massas de estilo oriental, tais como udon, yakisoba, lamen, além de massas de salgados, como gyoza. Os produtos são vendidos também na forma de massas congeladas.

A Anvisa, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e os órgãos de Vigilância Sanitária locais seguem com a investigação e inspeções diárias nas empresas envolvidas. A Anvisa afirma que as informações sobre as empresas e a rastreabilidade dos produtos continuarão sendo atualizadas diariamente.

Além disso, ainda não foi protocolado nenhum recolhimento voluntário junto à Anvisa, mas todas as empresas envolvidas estão sendo rigorosamente acompanhadas e, se for verificada a necessidade de recolhimento de produtos, a Anvisa fará sua determinação.

Entenda o que são as substâncias envolvidas

O etilenoglicol é um solvente orgânico altamente tóxico que causa insuficiência renal e hepática quando ingerido, podendo inclusive levar à morte.  Segundo a Anvisa, não há autorização para o uso dessa substância em alimentos.

Já o aditivo alimentar propilenoglicol é autorizado para alguns alimentos. No entanto, uma resolução da Anvisa determina que seu uso não é permitido na categoria de massas alimentícias. A Anvisa afirma que indústrias utilizam o propilenoglicol nos processos de refrigeração, em que não há contato direto com o alimento. Quando o propilenoglicol é usado apenas no processo de refrigeração, não há necessariamente risco ao consumo dos produtos das empresas que tenham adquirido o insumo contaminado.

O que fazer se você tiver adquirido o produto

A Anvisa recomenda que empresas que tenham as massas da marca Keishi (BBBR Indústria e Comércio de Macarrão) não devem comercializar ou utilizar os produtos. O mesmo vale para consumidores que tenham comprado algum desses produtos. A agência recomenda que deve-se entrar em contato com a empresa, para devolução dos produtos.

Se o consumidor não encontrar a data de fabricação no rótulo do produto, ele deve entrar em contato com a empresa, para confirmar sua fabricação. Se não houver certeza a respeito dessa informação, o produto não deve ser consumido.

FONTE CNN

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Boa tarde Dr Antônio, que alegria ter a sua participação tão valiosa aqui conosco. O senhor tem autoridade para falar e questionar o assunto. Fico imensamente lisonjeado com a sua contribuição. Forte abraço

A Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde prorrogou a Campanha de Vacinação Antirrábica Animal na zona urbana até a próxima sexta-feira (23).

A prorrogação é para que mais pessoas possam levar seus pets para vacinar contra a doença. Até agora, em Araxá cerca de 15.000 animais entre cães e gatos já receberam a proteção contra a raiva, enquanto a meta é vacinar 16.000 animais.

Para receber o imunizante, o animal deve ter mais de 3 meses de vida e estar em boas condições de saúde. Os animais que vão receber dose no primeiro ano de vida devem tomar a dose de reforço após 30 dias da aplicação da primeira dose.

Os postos volantes estarão em diversos pontos da cidade, das 8h às 16h. A população também pode levar seu pet para receber a vacina no Posto Fixo na rua Laurindo Baleeiro, nº 380, no bairro Santa Luzia.

REPESCAGEM VACINAÇÃO ANTIRRÁBICA ANIMAL

Segunda (19)

– Ponto Fixo: Rua Laurindo Baleeiro nº 380, Santa Luzia.

Terça (20)

– Ponto Fixo: Rua Laurindo Baleeiro nº 380, Santa Luzia;

– Praça da Igreja de São Geraldo;

– Núcleo de Convivência Abolição / São Francisco.

Quarta (21)

– Ponto Fixo: Rua Laurindo Baleeiro nº 380, Santa Luzia;

– Praça da Igreja Mãe Rainha / Mangabeiras;

– Unileste / Santo Antônio.


Quinta (22)

– Ponto Fixo: Rua Laurindo Baleeiro nº 380, Santa Luzia;

– Praça da Igreja da Sagrada Família / Vila Silvéria;

– Cemei Francisco Braga / Ana Pinto de  
Almeida.

Sexta (23)

– Ponto Fixo: Rua Laurindo Baleeiro nº 380, Santa Luzia;

– Praça da Capela de São Pedro / Vila São Pedro.



Att.
Assessoria de Comunicação





Área de anexos



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Enfermeira que sente “cheiro” do Parkinson ajuda a criar teste para doença

Profissional, que tem hipersensibilidade a odores, identificou em pacientes da doença um cheiro que sentia no marido muito antes dos primeiros sintomas dele se manifestaremDoença de Parkinson causa sintomas como dificuldade de movimentação, tremores e rigidez muscularDoença de Parkinson causa sintomas como dificuldade de movimentação, tremores e rigidez muscularGetty Images

Um teste para o diagnóstico da doença de Parkinson que leva apenas três minutos está sendo desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido.

Publicado no periódico científico “Journal of the American Chemical Society”, o trabalho foi inspirado pela enfermeira aposentada Joy Milne. Ela tem hiperosmia hereditária, uma condição caracterizada por um olfato muito apurado, e consegue identificar pacientes da doença apenas pelo cheiro.

Tudo começou quando o falecido marido de Joy foi diagnosticado com Parkinson. Eles começaram a frequentar associações de apoio a pacientes e a conviver com outras pessoas com a doença, que prejudica gradativamente as funções cerebrais relacionadas ao movimento.

Então, Joy percebeu que todas elas apresentavam o mesmo cheiro incomum que ela sentia no marido havia 12 anos, muito antes dos primeiros sintomas dele se manifestarem.

Ela comentou o fato com um pesquisador e se envolveu em pesquisas que buscavam avaliar se suas capacidades olfativas poderiam ser usadas para identificar a doença de forma precoce, o que beneficiaria o tratamento. O odor sentido pela escocesa era maior na região das costas dos pacientes, que é lavada menos frequentemente.

A alteração na produção de sebo pelas glândulas sebáceas é uma característica bastante observada em quem recebe o diagnóstico, que passa a ter a pele mais oleosa.

As pesquisas descobriram que o sebo poderia ser usado para identificar lipídios com grande massa molecular que são mais ativos em pessoas com Parkinson.

Como funciona o teste

O princípio fundamental do exame é analisar a massa e a composição química das moléculas do sebo utilizando uma técnica chamada espectrometria de massa. Para isso, um pouco da substância é coletada das costas do paciente de forma simples e não invasiva, usando um swab de algodão.

O sebo é então colocado em um filtro de papel e recebe uma gota de solvente e voltagem elétrica, o que transfere seus componentes para o espectrômetro de massa. Segundo os pesquisadores, dos 4.000 compostos encontrados na solução, cerca de 500 são diferentes entre pessoas com e sem a doença de Parkinson.

O próximo passo para a equipe de pesquisadores é tornar o teste um método clínico para o diagnóstico do distúrbio. “Este teste tem o potencial de melhorar de forma massiva o diagnóstico e o tratamento de pessoas com a doença de Parkinson”, disse o coordenador clínico do estudo, Monty Silverdale, em um comunicado da Universidade de Manchester. Até o momento, ainda não existe no mercado um teste único capaz de fazer o diagnóstico sozinho.

“Estamos tremendamente animados com esses resultados, que nos deixam mais perto de criar um teste de Parkinson que pode ser usado na prática clínica”, disse a professora Perdita Barran, que liderou a pesquisa.

Segundo os cientistas, os resultados também abrem novas possibilidades, como a identificação de outras doenças por meio da análise de sebo, que eles descobriram ser um biofluido eficiente para diagnósticos.

Doença de Parkinson

A doença de Parkinson é um distúrbio degenerativo do sistema nervoso central. Crônica e progressiva, ela ocorre quando há uma diminuição expressiva da produção de dopamina, substância neurotransmissora que ajuda as células do sistema nervoso a transportar mensagens entre elas.

Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 1% da população mundial acima de 65 anos conviva com a doença, que causa sintomas como dificuldade de movimentação, tremores e rigidez muscular. Não existe uma cura, mas medicações para repor a dopamina fazem parte do tratamento.

O diagnóstico é feito com base em análise clínica, nos sintomas apresentados e histórico do paciente. Exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética podem ser realizados para diagnóstico diferencial, que exclui outras possibilidades de doenças.

FONTE CNN

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Médico da Unimed Araxá alerta sobre uso do cigarro eletrônico e do narguilé

O tabagismo é uma doença caracterizada pela dependência química de nicotina. Há cerca de 1,25 bilhão de tabagistas no mundo todo e estima-se que mais de cinco milhões de fumantes morram de forma prematura todos os anos por causa do consumo de tabaco. Como se sabe, o tabagismo é fator de risco para diversas doenças crônicas cardiovasculares, oncológicas, respiratórias, entre outras.

Grande parte dos fumantes tem o desejo de parar de fumar e, aproximadamente, metade deles tenta parar todo o ano. No entanto, as taxas de abstinência espontânea são baixas (1%). Com o tratamento adequado do tabagismo, esses índices podem se elevar de 25% a 30%.

A cessação do tabagismo diminui a morbidade e a mortalidade em qualquer fase da vida, sendo medida eficaz de prevenção primária e secundária de doenças crônicas, com impacto significativo na saúde pública. É fundamental a abordagem do paciente tabagista pelo médico, adequando seu manejo ao grau de dependência e de motivação do paciente para parar de fumar.

Embora os cigarros industriais sejam a forma mais comum de fumo de tabaco no mundo, ele também pode ser consumido em cigarros de palha, em charutos e cachimbos e no narguilé. Mais recentemente, dispositivos eletrônicos de inalação de nicotina vêm se difundindo entre jovens e já representam um desafio às comunidades médicas.

O uso do narguilé vem aumentando no Brasil e no restante do mundo ocidental. Esse hábito vem se popularizando principalmente entre os jovens nos últimos anos. Diversos estudos têm demonstrado o potencial lesivo do uso do narguilé. Comparado a um cigarro comum, uma sessão de fumo do narguilé resulta na inalação de 2 a 4 vezes mais nicotina, de 7 a 11 vezes mais monóxido de carbono, de 100 vezes mais alcatrão, de 17 vezes mais formaldeído e de 2 a 5 vezes mais hidrocarbonetos poliaromáticos.

Os cigarros eletrônicos, não regulamentados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), têm disseminado o seu consumo entre crianças, adolescentes e adultos jovens em várias partes do mundo. O seu uso também aumenta entre fumantes e ex-fumantes, como uma alternativa supostamente menos lesiva à saúde.

Além do receio da comunidade médica de que os cigarros eletrônicos funcionem como uma porta de entrada para outras formas de consumo de nicotina e resultem na “renormalização” do hábito de fumar, já há evidência de que o vapor desse dispositivo também apresenta efeitos agudos nocivos. Os efeitos do consumo de cigarros eletrônicos a longo prazo ainda são desconhecidos.

O tabagismo ativo e passivo é fator de risco para o desenvolvimento de mais de 50 doenças e é responsável por 200 mil mortes por ano no Brasil. Entre as doenças causadas pelo tabagismo, destacam-se: DPOC, asma, doença arterial periférica, doença arterial coronária, acidente vascular cerebral, câncer de cavidade oral, de pâncreas, de bexiga, de pulmão, de trato gastrintestinal, osteoporose, impotência sexual, insuficiência renal e outras.

As consequências do tabagismo durante a gravidez também merecem destaque. O consumo de cigarro pelas gestantes é fator de risco para a ocorrência de abortamento espontâneo, restrição do crescimento intrauterino, insuficiência placentária, prematuridade, baixo peso ao nascer e natimortalidade. Além disso, o tabagismo passivo intrauterino também aumenta o risco de desenvolvimento de asma na infância.

As duas modalidades terapêuticas no combate ao tabagismo que mostraram ser efetivas são compostas pelo suporte motivacional, por meio do aconselhamento, e pela terapia farmacológica. O conhecimento atual sugere que a combinação das duas é mais efetiva do que a adoção de cada medida de modo isolado.

A terapia cognitivo-comportamental é fundamental na abordagem do tabagista em todas as situações clínicas, com ou sem tratamento medicamentoso concomitante. Ela pode ser oferecida tanto individualmente quanto em grupo.

Existem três medicações aprovadas para o uso na cessação do tabagismo: os repositores de nicotina, a bupropiona e a vareniclina. A escolha da medicação deve levar em consideração a preferência do paciente, a disponibilidade da medicação e suas possíveis contraindicações.

O tabagismo é uma doença com alta morbidade e mortalidade. Embora tenha havido uma redução expressiva do consumo de produtos de tabaco em diversas partes do mundo nas últimas décadas, a recente popularização do uso de cigarros eletrônicos e de narguilé entre os jovens vem gerando grande preocupação na comunidade médica científica. As evidências dos malefícios do narguilé são consistentes e robustas.

Quanto aos cigarros eletrônicos, os estudos ainda são escassos e os impactos de seu consumo em longo prazo não são conhecidos, mas já há alguma evidência de risco potencial à saúde, de forma que seu uso deve ser desencorajado.

A cessação de tabagismo é um processo difícil para grande parte dos pacientes, o que resulta em altas taxas de recaída. É fundamental entender os mecanismos implicados na persistência do consumo do cigarro e conhecer o grau de motivação.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento gratuito aos que pretendem parar de fumar, inclusive com uso de medicamentos ministrados em forma de adesivos, gomas de mascar com nicotinas e medicações via oral.


Hassan Mohamed Domingos El Rehayem

médico cardiologista