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Pessoas mal-humoradas e bagunceiras têm mais chance de ter demência na velhice

Pesquisa analisou quase 2.000 mil pessoas de 1997 até agora e verificou como a extroversão, a consciência e o neuroticismo afetam o funcionamento cognitivo

Traços da personalidade refletem padrões de pensamento e comportamento prolongados
FREEPIK

Pode parecer estranho e ou até difícil de acreditar, mas um estudo da Associação Americana de Psicologia mostrou que pessoas mal-humoradas e bagunceiras têm mais chances de desenvolver demência na velhice. Em contrapartida, as pessoas organizadas e disciplinadas apresentam menor probabilidade de desenvolver comprometimento cognitivo leve à medida que envelhecem. 

A demência é caracterizada pela perda progressiva da capacidade de realizar tarefas rotineiras, além de comprometer a memória, a capacidade de aprendizado e de linguagem (declínio cognitivo). 

A pesquisa, que foi publicada no Journal of Personality and Social Psychology, analisou dados de 1.954 participantes de um estudo que acompanhou idosos que vivem na região metropolitana de Chicago, uma das maiores cidades dos Estados Unidos. 

A pesquisadora Tomiko Yoneda, da Universidade de Victoria, no Canadá, concentrou-se no papel que três características homanas que persistem até a idade avançada: a consciência, o neuroticismo, ou tendência a comportamento neuróticos e nervosos, e a extroversão. 

“Os traços da personalidade refletem padrões de pensamento e comportamento relativamente prolongados, que podem afetar cumulativamente o envolvimento em comportamentos e padrões de pensamento saudáveis ​​e não saudáveis ​​​​ao longo da vida”, disse Yoneda.

E, acrescentou: “O acúmulo de experiências ao longo da vida pode contribuir para a suscetibilidade de doenças ou distúrbios específicos, como comprometimento cognitivo leve, ou contribuir para diferenças individuais na capacidade de suportar alterações neurológicas relacionadas à idade.”

Os voluntários não tinham um diagnóstico formal de demência, foram escolhidos em comunidades de aposentados, grupos religiosos e instalações de habitação para idosos e estão sendo acompanhados desde 1997. 

Os participantes concordaram em passar por avaliações anuais de suas habilidades cognitivas e fora incluídos aqueles que responderam ao menos duas pesquisas cognitivas anuais. 

As pessoas com pontuação alta em consciência tendem a ser responsáveis, organizados, trabalhadores e direcionados a objetivos. Aqueles que pontuam alto em comportamentos neuróticos têm baixa estabilidade emocional e tendem a mudanças de humor, ansiedade, depressão, insegurança e outros sentimentos negativos.

Os extrovertidos se animam por estar perto de outras pessoas e direcionam suas energias para  o mundo exterior. Eles tendem a ser entusiasmados, falantes, assertivos e vivem bem em grupo, de acordo com Yoneda.

Os participantes que tiveram bom desempenho em consciência ou baixo em neuroticismo foram significativamente menos propensos a progredir de cognição normal para o quadro de demência leve. 

O estudo não conseguiu associar o desenvolvimento de demência leve às pessoas extrovertidas, mas os participantes que pontuaram alto em extroversão – assim como os que pontuaram alto em consciência ou baixo em neuroticismo – tendiam a manter o funcionamento cognitivo normal por mais tempo do que outros.

De acordo com Yoneda, estima-se que voluntários de 80 anos com alto nível de consciência vivam quase dois anos a mais sem comprometimento cognitivo em comparação aos com baixo nível de consciência. Além disso, os participantes extrovertidos mantêm a cognição saudável por aproximadamente um ano a mais.

Já, o alto neuroticismo foi associado a pelo menos um ano a menos de funcionamento cognitivo saudável, destacando os danos associados à experiência de longo prazo de estresse e instabilidade emocional. 

As pessoas menos neuróticas e mais extrovertidas são mais propensas a recuperar a função cognitiva normal após um diagnóstico prévio de demência leve.

Esse achado sugere que esses traços podem ser protetores mesmo depois que um indivíduo começa a progredir para demência.

No caso da extroversão, esse achado pode ser indicativo dos benefícios da interação social para melhorar os resultados cognitivos, apontou Yoneda.

A demência é uma condição multifatorial que, certamente, não depende apenas do comportamento ao longo da vida. Sabe-se que problemas de saúde, especialmente cardiovasculares, têm impacto significativo no desenvolvimento da doença. 

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), atualmente 55 milhões de pessoas vivem com demência em todo o planeta, das quais entre 60% e 70% têm Alzheimer.

Com o envelhecimento da população, estima-se que a demência poderá atingir 78 milhões de pessoas daqui a oito anos e 139 milhões até 2050.

FONTE R7

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Máscara desenvolvida pela USP é capaz de inativar vírus da Covid-19 e da gripe

Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) criou uma máscara capaz de conter vírus da Covid-19 e da gripe Divulgação

Diante do aumento de doenças respiratórias como a gripe e a Covid-19 no Brasil, o Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) criou uma máscara capaz de conter os dois tipos de vírus responsáveis pelas doenças, o influenza e o novo coronavírus.

Comercializada com o nome de Phitta Mask, a máscara conta com uma tecnologia chamada de Phtalox, que pode eliminar partículas virais no momento em que elas entram em contato com o tecido. Devido a essa tecnologia química, a camada mais externa do vírus pode ser destruída em questão de segundos, impedindo assim a replicação viral.

De acordo com o Instituto da USP, durante 2020 e 2021, foram feitos testes que comprovaram a eficácia da máscara (99%) contra o SARS-CoV-2 e suas variantes Ômicron, Delta, Gama (P.1), Zeta (P.2) e o vírus da influenza. O desenvolvimento da máscara foi fruto de uma parceria entre o instituto e a empresa brasileira Golden Technology.

“Os resultados dos testes em laboratório nos deixam muito confortáveis. A máscara eliminou 100% dos vírus, tanto de Influenza A como de Influenza B. Isso é muito importante porque trata-se de uma doença com alta mortalidade, principalmente entre gestantes, idosos e crianças”, explica o virologista Edison Luiz Durigon, pesquisador da USP e coordenador das análises, em comunicado.

O CEO da Golden Technology, Sérgio Bertucci, afirma que, diferente da máscara cirúrgica, que precisa ser trocada de 3 em 3 horas, a tecnologia “garante proteção por até 12 horas, o que diminui significativamente a quantidade de unidades descartadas no meio ambiente”.

Cenário epidemiológico

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou, na quinta-feira (9), o boletim Infogripe que alerta para aumento do casos de Covid-19 entre as ocorrências de síndrome respiratória aguda grave (SRAG). Nas últimas quatro semanas, 69% dos casos de SRAG foram causados pela Covid-19. Já em relação aos óbitos, 92% também correspondem à Covid-19. A análise foi feita de 29 de maio a 4 de junho.

Um levantamento da Agência CNN mostra que a média móvel de casos de Covid-19 no Brasil nesta quinta-feira foi de 37.080 casos em sete dias, enquanto a média móvel de mortes na última semana foi de 123.

FONTE CNN

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‘Já contei 60 feridas, mas estou ótimo, não vejo a hora de sair’, diz 1º brasileiro diagnosticado com varíola dos macacos

Paulistano de 41 anos foi contaminado durante viagem a Europa e está isolado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em SP, desde 6 de junho. ‘Não há motivo para pânico. A melhor proteção é a informação verdadeira’, afirmou.


Feridas em braço de paulistano diagnosticado com varíola dos macacos e que está isolado no Hospital Emílio Ribas — Foto: Arquivo pessoal

Feridas em braço de paulistano diagnosticado com varíola dos macacos e que está isolado no Hospital Emílio Ribas — Foto: Arquivo pessoal

“Eu já contei 60 feridas, mas estou ótimo. Não há motivos para pânico. Eu não vejo a hora de sair daqui para voltar ao trabalho. Aliás, eu já até trabalhei daqui do hospital.” O relato é do primeiro brasileiro diagnosticado com varíola dos macacos e que está em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo, desde 6 de junho. Ele pediu para não ser identificado.

“Não estou preocupado em ser visto como o primeiro brasileiro com varíola dos macacos. Quero poder mostrar às pessoas que estou bem, que fui e estou sendo cuidado por excelentes médicos. Que um momento de dor sirva para a ciência brasileira desenvolver proteção a todos. A melhor proteção é a informação verdadeira. Sou a favor da ciência e aceito participar de pesquisas”, afirmou.

O paciente do Emilio Ribas diz que agora está bem e sem dores, mas no começo foi bem diferente. “O pior aconteceu ainda em casa. Tudo aquilo que a gente lê na internet: exaustão, febre, cansaço, dor de cabeça, dor no fundo do olho. É muito forte mesmo.”O paulistano de 41 anos concedeu a entrevista logo depois de comer e ser medicado com os analgésicos dipirona e tramadol.

Brasileiro diagnosticado com varíola dos macacos usa notebook enquanto está isolado no Hospital Emílio Ribas, em SP — Foto: Arquivo pessoal

Brasileiro diagnosticado com varíola dos macacos usa notebook enquanto está isolado no Hospital Emílio Ribas, em SP — Foto: Arquivo pessoal

“Não tenho febre, só tomo remédio para dor e estou comendo normalmente. Tenho 60 feridas. Sem analgésicos, elas, principalmente, as que estão na mucosa, como boca e garganta, doem muito. Mas a maior dor mesmo foi nos gânglios, que estavam inchados.”

Os primeiros sintomas, como cansaço, dor no corpo e algumas coceiras, surgiram ainda no final de maio, dias depois de ele chegar ao Brasil de uma viagem à Europa que fez com a mãe e que durou oito dias. A mãe está bem, sendo monitorada, assim como todas as pessoas que tiveram contato com o paciente.

“Minha viagem foi por um motivo tão lindo, que era levar minha mãe para conhecer a Europa e comemorar o aniversário dela lá. Ela amou. A doença foi um imprevisto, mas que vai se resolver. Eu não sei se peguei em Lisboa ou Barcelona. Eu pensei que era Covid ou amigdalite. Já estava até isolado. Cheguei até a fazer exame de Covid. Aí meu médico pediu para eu vir para o Emílio Ribas”, relata.

Contou que ainda não sabe quando terá alta, pois é preciso aguardar que as feridas cicatrizem, mas primeira coisa que ele quer fazer quando sair do hospital é ver a mãe e os gatos. Depois, voltar aos projetos do trabalho e aos planos de vida.

Gatos do primeiro brasileiro diagnosticado com varíola dos macacos; pets estão no topo da lista das primeiras coisas que ele quer rever assim que tiver alta — Foto: Arquivo pessoal

“Quero muito que as pessoas entendam que é uma doença que precisa de cuidados como outra qualquer. Que pode ser pega como um sarampo ou catapora. Homens e mulheres. Que todas as ações que aprendemos com a Covid são muito úteis para todas as doenças. Eu estou me cuidando e espero que as pessoas se protejam também”, finalizou.

Confirmação da doença

O Instituto Adolfo Lutz confirmou na quinta-feira (9) que o paulistano de 41 anos era o primeiro caso de varíola dos macacos no Brasil.

“A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou o primeiro caso de Monkeypox [varíola dos macacos] no Brasil. A confirmação ocorreu pelo Instituto Adolfo Lutz após realização de diagnóstico diferencial de detecção por RT-PCR do vírus Varicela Zoster (com resultado negativo) e análise metagenômica do material genético, quando então foi identificado o genoma do Monkeypox vírus”, disse a nota da pasta.

Além deste caso, a Prefeitura de São Paulo informou que monitora o estado de saúde de uma mulher de 26 anos, sem histórico de viagem ao exterior, hospitalizada com suspeita de ter contraído a doença. Segundo o prefeito Ricardo Nunes (MDB), a paciente passa bem. Familiares e pessoas próximas a ela também estão sendo acompanhados pela gestão municipal.

Em nota divulgada na quarta (8), o Ministério da Saúde informou que oito casos estão em investigação em todo o país. Segundo a pasta, Ceará, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e São Paulo têm um caso suspeito cada um, e há ainda dois casos em monitoramento em Rondônia e outros dois em Santa Catarina.

No domingo (5), a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou ter confirmado 780 casos de varíola de macacos em todo o mundo. Os dados correspondem ao intervalo entre 13 de maio e 2 de junho e leva em conta apenas pacientes identificados em locais em que a doença não é endêmica. Segundo a entidade, não houve mortes relatadas.

Sobre a varíola dos macacos

A Monkeypox é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo/íntimo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. Este contato pode ser exemplo pelo abraço, beijo, massagens, relações sexuais ou secreções respiratórias próximos e por tempo prolongado. A transmissão também ocorre por contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram utilizadas pelo doente. Não há tratamento específico, mas de forma geral os quadros clínicos são leves e requerem cuidado e observação das lesões.

Os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De 1 a 3 dias após o início desses sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele que podem estar localizadas em mãos, boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.

Prevenção:

  • Evitar contato próximo/íntimo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado;
  • Evitar o contato com qualquer material, como roupas de cama, que tenha sido utilizado pela pessoa doente;
  • Higienização das mãos, lavando-as com água e sabão e/ou uso de álcool em gel.
  • FONTE G1
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Saúde promove ações de prevenção contra ISTs em escolas rurais

A programação do ciclo de palestras sobre IST’s segue nesta sexta-feira (10), na Escola Municipal Eunice Weaver, no Distrito do Itaipu e no dia 23 na Escola Municipal José Bento, na Comunidade da Boca da Mata, e não o contrário como informado anteriormente.”

Segue o texto com a alteração:Saúde promove ações de prevenção contra ISTs em escolas rurais

Orientar e educar para prevenir. Com esse objetivo, o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) da Secretaria Municipal de Saúde está promovendo um ciclo de palestras sobre as Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) nas escolas da Zona Rural de Araxá, abrangendo alunos dos anos finais – 6º ao 9º ano.

A iniciativa, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, vem diante do crescente número de ISTs na cidade, com destaque para infecções entre adolescentes.

A coordenadora do CTA, Roberta Duarte da Silva, relata que recentemente houve o registro de uma menina de 12 anos gestante e positivada com Aids e um menino de 13 anos com sífilis. “Ainda que o início à vida sexual não aconteça na mesma idade para os jovens, é importante adiantar essa educação sexual, instruir sobre formas de prevenção, sintomas e orientar em relação ao acompanhamento com um médico especialista”, explica.

As escolas também estão disponibilizando preservativos na diretoria para o aluno que solicitar.

A palestra já passou pelas escolas Antônio Augusto de Paiva, na Comunidade do Mourão Rachado; Padre Inácio, na Comunidade de Tamanduá; e Francisco Primo de Melo, no Bosque dos Ipês. A programação segue nesta sexta-feira (10), na Escola Municipal Eunice Weaver, no Distrito do Itaipu e no dia 23 na Escola Municipal José Bento, na Comunidade da Boca da Mata.  


Assessoria de Comunicação

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Prefeitura de Araxá zera fila de espera por tomografia

Quase 2 mil exames na fila de espera por falta de equipamento e a suspensão dos atendimentos presenciais devido à pandemia da Covid-19. Com a retomada de atendimentos no início deste ano, a Prefeitura de Araxá já conseguiu zerar a demanda reprimida de exames de tomografia computadorizada.

O procedimento fornece imagens mais precisas do que as de radiografia, detectando alterações muito pequenas em ossos, tecidos, órgãos e outras estruturas do corpo. Ao todo, são realizados cerca de 120 exames por semana na Unidade de Pronto Atendimento Municipal (UPA).

A tomografia computadorizada é usada para investigar nódulos ou tumores e vasos pulmonares, cerebrais e do coração. O exame permite à equipe médica realizar procedimentos não invasivos na prevenção, acompanhamento e detecção de várias doenças. A secretária municipal de Saúde, Cristiane Gonçalves Pereira, explica que a tomografia garante um diagnóstico completo e a celeridade nesse atendimento é importante para que o tratamento médico seja realizado de forma mais eficaz.

“Desde que a sala de tomografia computadorizada foi implantada na UPA pela atual gestão, a Secretaria de Saúde fez o possível para acelerar os procedimentos e zerar essa fila de espera, e estamos muito felizes com esse resultado. Vale lembrar também que a capacidade total de atendimentos ainda não foi implantada. Havendo um aumento de demanda, nós temos capacidade para ampliar o serviço, ficando na dependência de mais um médico para laudar os exames”, destaca Cristiane.

Ela explica que o processo para marcação do exame é bem simples. Após o paciente pegar o pedido com o médico, ele precisa deixá-lo na unidade de referência mais próxima da sua casa e aguardar o agendamento. A Unidade de Saúde ou o Núcleo da ESF (Estratégia de Saúde da Família) enviará o pedido para o Setor de Regulação agendar a data e horário da realização do exame.

“Como conseguimos zerar a fila de espera desses exames de tomografia computadorizada, o tempo de espera para realização do procedimento tem sido muito pequeno”, conta a secretária de Saúde.


Assessoria de Comunicação

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Estudos sugerem que adolescentes enfrentam “epidemia” de problemas com sono

Questões com horários, uso da tecnologia e estresse estão entre os fatores que atrapalham a quantidade de horas dormidas dessa populaçãoAndisheh A/Unsplash

Os adolescentes americanos não dormem o suficiente nos dias de hoje, e a autora Lisa L. Lewis se recusa a ignorar o assunto.

Lewis, mãe de dois filhos, ajudou a criar a primeira lei do país exigindo horários saudáveis ​​de início da escola para adolescentes – uma lei que será posta em ação na Califórnia no final deste verão.

Seu próximo livro, “Adolescentes privados de sono: por que nossos adolescentes estão tão cansados e como os pais e as escolas podem ajudá-los”, será lançado em 7 de junho e detalha muitas coisas que pais e cuidadores precisam saber sobre adolescentes e sono.

Lewis compartilhou por que o sono é tão importante para os adolescentes, quanto sono os adolescentes devem dormir e por que eles precisam dormir mais do que os adultos.

Ela aborda todos os fatores que podem afetar negativamente o sono dos adolescentes: tecnologia, gênero, identidade sexual e status socioeconômico, para começar com alguns.

CNN conversou recentemente com Lewis para discutir seu trabalho e aprender mais sobre como pais e cuidadores podem dormir mais para seus filhos.

O que o levou a escrever um livro sobre adolescentes e sono?

Lisa Lewis: Toda a questão do sono dos adolescentes e dos horários de início da escola atingiu meu radar quando meu filho mais velho, que agora está na faculdade, entrou no ensino médio. Nesse ponto, a escola começava às 7h30 e eu sabia que era muito cedo. Eu o estava levando para a escola naquele momento, e todas as manhãs eu olhava e via que ele não estava muito acordado. Todas as tardes ele voltava para casa realmente exausto.

Eu queria saber por que a escola começava tão cedo. O que eu descobri foi que eu tinha tocado em um problema muito maior. Nesse mesmo mês, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA divulgaram um relatório de base sobre os horários de início das aulas, que veio logo após a declaração de política da Academia Americana de Pediatria sobre o mesmo assunto. Suas recomendações eram que o ensino regular e o ensino médio não deveriam começar antes das 8h30. Foi isso que me envolveu.

Então, por que os adolescentes precisam de tanto sono?

Lewis: No início da puberdade, os adolescentes têm uma mudança no ritmo circadiano e seus relógios biológicos mudam para um horário posterior. Também se conecta à liberação de melatonina, que é o que prepara nossos corpos para dormir.

Quando as crianças se tornam adolescentes, a melatonina começa a ser liberada mais tarde do que costumava. Isso significa que os adolescentes não estão prontos para adormecer até as 23h. Porque a mesma melatonina não retrocede até mais tarde, os adolescentes acabam querendo dormir mais do que costumavam. Assim, eles dormem mais.

Quantas horas sono os adolescentes devem ter?

Lewis: A maioria dos adolescentes deve dormir entre oito e 10 horas, de acordo com a Fundação Nacional do Sono (EUA). A quantidade de sono que precisamos ao longo de nossa vida muda, no entanto. Quando você olha para crianças de até 13 anos – então, pré-adolescentes – elas precisam de nove a 11 horas. O intervalo recomendado para adultos é de sete a nove horas.

Existem alguns adolescentes e adultos para quem menos do que a quantidade prescrita será bom. Há também alguns adolescentes para quem 10 horas será o que eles precisam. Infelizmente, muitos de nossos adolescentes não têm nem o mínimo de oito horas.

Dados do CDC indicam que em 2007, apenas 31% dos adolescentes dormiam oito horas ou mais. Em 2019, esse número caiu para 22%. Estamos em uma epidemia de privação de sono entre adolescentes.

Quais são as consequências de os adolescentes não dormirem o suficiente?

Lewis: O sono para adolescentes é um amortecedor emocional e proporciona resiliência emocional. A população nesta faixa estária está passando por uma grande fase de desenvolvimento do cérebro, e o sono é onde muito desse desenvolvimento acontece.

Na sala de aula, os alunos que dormem durante explicação não estão aprendendo. Os alunos que estão lá e não totalmente acordados não estão aprendendo bem. A privação do sono limita os alunos de adquirir informações, impede a retenção das informações e dificulta a capacidade de recuperar essas informações.

Vários estudos indicaram que, quando as escolas mudam para horários de início mais tardios, elas observam melhorias na frequência e as taxas de graduação aumentam.

Com esportes, o sono melhora o desempenho; Além disso, os corpos dos adolescentes liberam o hormônio do crescimento, que cura a lesão quando eles dormem, portanto, estar bem descansado é uma vantagem competitiva.

Em geral, adolescentes bem descansados ​​são mais felizes e saudáveis ​​e se saem melhor na escola. Eles são emocionalmente mais resilientes. E eles são mais fáceis de conviver.

Além dos horários, quais são outros fatores externos que podem atrapalhar o sono dos adolescentes?

Lewis: O estresse é enorme. Se seus filhos não conseguem dormir antes das 23h, você precisa verificar se eles estão sobrecarregados ou com excesso de horários. A tecnologia é outro fator. Se você tem um adolescente que fica acordado até 1h ou 2h jogando videogame, isso também está diminuindo o tempo de sono. Existem outros fatores. Cólicas menstruais podem afetar o sono.

Sabemos que adolescentes de minorias sexuais e de gênero dormem pior do que seus colegas, assim como adolescentes negros. Também existem outros fatores, como viver em ambientes lotados, ou onde é barulhento ou onde os adolescentes não se sentem seguros, que podem afetar o sono.

Como você acha que o caos dos anos de pandemia afetou o sono dos adolescentes?

Lewis: Acho que o maior problema é a saúde mental. Vimos todos os principais grupos soando alarmes sobre a saúde mental dos adolescentes. Em dezembro, o Surgeon General dos EUA emitiu um aviso especial sobre a saúde mental dos adolescentes. O CDC divulgou novos dados no mês passado mostrando que a saúde mental piorou em adolescentes.

Como os pais e cuidadores podem convencer os adolescentes de que precisam dormir mais?

Lewis: Ensinar a eles não tem o efeito esperado. Ter uma conversa é mais útil, especialmente se for uma conversa contínua. Modele bons comportamentos, como não usar tecnologia dentro de uma hora antes de dormir. Ensine-os sobre coisas como uma rotina de relaxamento. Nossos cérebros não são como computadores – você não apenas desliga, bate no travesseiro e vai dormir. Uma coisa que é importante é não forçar nada disso.

Em que ponto seu projeto se expandiu para ajudar aos necessitados?

Lewis: Eles andaram de mãos dadas. Depois que esses grandes relatórios saíram, escrevi um artigo de opinião para o Los Angeles Times no outono seguinte sobre por que as escolas deveriam começar mais tarde pela manhã.

Esse artigo foi lido pelo senador do estado da Califórnia, Anthony Portantino, que também o tinha em sua pauta. Ele começou a investigar e apresentou um projeto de lei sobre os horários de início das aulas em fevereiro de 2017.

Entrei em contato com uma organização sem fins lucrativos nacional chamada Start School Later e iniciei um projeto local. À medida que o projeto avançava, acabei depondo diante da comissão estadual de educação. Foi um processo demorado que culminou com o governador Gavin Newsom assinando o projeto de lei em 2019.

Por que essa nova lei é significativa?

Lewis: A nova lei entra em vigor em 1º de julho, e é a primeira desse tipo no país a exigir horários saudáveis ​​de início das aulas para ensino médio. Ela especifica que, para escolas públicas regulares, os horários de início não podem ser antes das 8h e, para as escolas de ensino médio, os horários de início não podem ser antes das 8h30.

Leis semelhantes em outros lugares provaram ser bem-sucedidas. Até este ponto, a maior cidade a mudar seus horários de início é Seattle; eles fizeram isso em 2016. A cidade fez todas essas pesquisas antes e depois dessa mudança, e eles descobriram que os alunos tiveram 34 minutos extras de sono nas noites de escola quando os horários de início foram adiados. Aquilo é enorme.

Quais são as grandes perguntas que você fará a seguir?

Lewis: Até agora, a Califórnia é o único estado que promulgou uma lei desse escopo. Isso deixa bastante espaço para trabalhar com outros estados por aí.

A partir de agora, tanto Nova York quanto Nova Jersey têm projetos de lei ativos sobre esse assunto, mas nenhum outro estado aprovou uma lei como essa. Há uma tremenda oportunidade de fazer isso em todos os outros estados; a privação do sono dos adolescentes não é apenas um problema da Califórnia. Isso é algo que vou focar bastante.

Medicamentos

Prefeitura de Araxá descentraliza fornecimento de medicamentos de alto custo

A descentralização do fornecimento de medicamentos de alto custo do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) irá agilizar a entrega desses remédios a quem mais precisa em Araxá.

Os medicamentos fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são organizados de acordo com a Política Nacional de Assistência Farmacêutica, que classifica os medicamentos em três categorias distintas: Básico, Estratégico e Especializado.

A coordenadora da Farmácia Municipal de Araxá, Maria Paula Di Mambro, explica que os medicamentos do CEAF são utilizados contra doenças que configuram problemas de saúde pública, com impacto socioeconômico, e disponibilizados diretamente pelo Ministério da Saúde ao Estado de Minas Gerais, que por sua vez faz o repasse aos municípios.

“São medicamentos pré-selecionados pelo Estado e oferecidos através de processos. Geralmente são de alto custo, a partir de R$ 100, podendo chegar a R$ 2 mil, e que os pacientes retiram gratuitamente na Farmácia Municipal”, explica.

Atualmente, em Araxá, cerca de 1.000 pacientes são beneficiados com esses medicamentos. De acordo com ela, até então, os fármacos eram enviados para a Superintendência Regional da Saúde (SRS) em Uberaba e duas vezes na semana uma funcionária buscava esses medicamentos no município vizinho.

“Com a adesão de Araxá à Política de Descentralização do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (PDCEAF), o município irá buscar de uma só vez todos os medicamentos fornecidos para um mês de tratamento, evitando a espera por parte de pacientes atendidos pelo CEAF na Farmácia Municipal”, explica.

Entre as vantagens estão, o aumento da acessibilidade e comodidade na obtenção dos medicamentos especializados, economia com transporte dos fármacos da SRS em Uberaba até Araxá (que agora passa de duas vezes na semana a uma vez ao mês) e melhoria da assistência prestada ao usuário.

Assessoria de Comunicação

Castracao

2ª etapa do mutirão CastraAção acontece de 9 a 17 de junho; cadastramento está aberto

Ferramenta importante no controle reprodutivo de animais, a Prefeitura de Araxá realiza mais um mutirão de castração de cães e gatos na cidade de 9 a 17 de junho, por meio do mutirão CastraAção. A expectativa é que o Castramóvel realize cerca de 800 procedimentos nos animais de ambos os sexos de forma gratuita. O objetivo é dar atendimento veterinário a cães e gatos de rua e a donos que não podem pagar pelo serviço.

O Castramóvel oferece uma estrutura completa com todos os equipamentos necessários para o funcionamento, como ala para atendimento, sala para pré e pós-operatório, espaço para cirurgia e descanso, além de profissionais especializados para o procedimento. Nesta etapa serão priorizado cães de rua e rural.

De acordo com a coordenadora da Vigilância em Saúde, Leninha Severo, a castração é uma forma de controlar a população de animais abandonados, visto que esses animais são, geralmente, fruto de ninhadas indesejadas.  “A ação é realizada com muito zelo, amor e carinho. O procedimento é seguro, minimamente invasivo e rápido. O animalzinho já sai com a roupa de proteção, microchipado e medicado com todos os remédios para a sua boa recuperação pós-operatória”, explica.

Para fazer o cadastro, o interessado deve levar até se dirigir ao Departamento de Vigilância Ambiental – Zoonoses (Av. Rosália Isaura de Araújo, s/n – Centro Administrativo) os documentos originais e cópia do CPF, documento oficial com foto (RG ou CNH) e mais o comprovante de renda de todos da família ou a ficha de resumo do CadÚnico – que pode ser baixada através do aplicativo “Meu CadÚnico” ou impressa nos Núcleos de Convivência da Secretaria Municipal de Ação Social.

O contato da Vigilância Ambiental é o (34) 3691-7120.

Castração no Itaipu

Outra ação definida pela Vigilância Ambiental é a castração gratuita de cães e gatos no Distrito do Itaipu, nos dias 18 e 19 de junho, contemplando 160 animais.


Assessoria de Comunicação

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Quarta dose para pessoas acima de 50 anos chega em momento de alta dos casos de covid

Especialistas destacam a importância da dose de reforço na imunização contra a doença

Pelo menos cinco capitais do país e o Distrito Federal já aplicam a 4ª dose da vacina contra a covid-19 em pessoas acima de 50 anos. O Ministério da Saúde orientou, esta semana, a ampliação da faixa etária, para todo o Brasil. Especialistas destacam importância da dose de reforço.

FONTE R7