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Aumento de casos de sífilis preocupa profissionais da saúde

Especialista da Unimed Araxá explica sinais e sintomas da doença

Uma epidemia silenciosa. É assim que especialistas têm tratado o crescente número de notificações de sífilis em todo o país. “A sífilis é uma doença causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum. É uma doença que tem cura e tratamento, mas nem sempre apresenta sintomas. Ainda assim as pessoas infectadas continuam transmitindo a doença”, explica a médica infectologista da Unimed Araxá, Jaqueline Ribeiro da Silva.

A sífilis pode ser passada de uma pessoa para outra por meio de relações sexuais desprotegidas (sem preservativos), através de transfusão de sangue contaminado (que hoje em dia é muito raro em razão do controle do sangue doado) e durante a gestação e o parto (de mãe infectada para o bebê).

Os sinais e sintomas da sífilis variam de acordo com cada estágio da doença:

·        Sífilis primária: ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele), que aparece entre 10 a 90 dias após o contágio. Normalmente a ferida não dói, não coça, não arde e não tem pus. Essa ferida desaparece sozinha, independentemente de tratamento.

·        Sífilis secundária: os sinais e sintomas aparecem entre seis semanas e seis meses do aparecimento e cicatrização da ferida inicial. Podem ocorrer manchas no corpo, que geralmente não coçam, incluindo palmas das mãos e plantas dos pés. Podem ocorrer febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas pelo corpo.

·        Sífilis Latente: essa fase é assintomática, ou seja, não aparecem sinais ou sintomas. É dividida em sífilis latente recente (menos de um ano de infecção) e sífilis latente tardia (mais de um ano de infecção).

·        Sífilis terciária: os sintomas podem surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção. Pode apresentar sinais e sintomas, principalmente lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas, podendo levar à morte.

A sífilis congênita é resultado da infecção do feto pela bactéria causadora da sífilis, através da placenta. “A maior parte dos bebês com sífilis congênita não apresenta sintomas ao nascimento. No entanto, as manifestações clínicas podem surgir nos primeiros três meses, durante ou após os dois anos de vida da criança”, ressalta a médica.

São complicações da doença: abortamento espontâneo ou natimortalidade, parto prematuro, malformação do feto, surdez, cegueira, alterações ósseas, deficiência mental e/ou morte ao nascer.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito através de um teste rápido (TR) de sífilis que é um exame prático e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial. Também podem ser feitos testes treponêmicos e não treponêmicos que são realizados em laboratório e que demoram poucos dias. “No diagnóstico de sífilis congênita deve-se avaliar a história clínico-epidemiológica da mãe, o exame físico da criança e os resultados dos testes, incluindo os exames radiológicos e laboratoriais e a coleta de líquor”, explica.

Tratamento

O tratamento da sífilis é realizado com a penicilina e a dose e tipo de penicilina que devem ser utilizados vão depender do estágio clínico da sífilis. “A penicilina é o tratamento de escolha para sífilis, outros antibióticos devem ser avaliados para casos específicos de acordo com a avaliação criteriosa do profissional de saúde. Após o tratamento completo, é importante continuar o seguimento com coleta de testes não treponêmicos para ter certeza da cura. Todas as parcerias sexuais dos últimos três meses devem ser testadas e tratadas para quebrar a cadeia de transmissão. Quando a sífilis é detectada na gestante, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível. O tratamento da sífilis congênita é realizado com penicilina cristalina ou procaína, durante 10 dias”, diz.

Prevenção 

O uso correto e regular da camisinha feminina ou masculina é uma medida importante de prevenção da sífilis. A prevenção da sífilis congênita é realizada por meio de pré-natal adequado e com qualidade. É fundamental que o teste para sífilis seja ofertado para todas as gestantes, pelo menos no primeiro e terceiro trimestres de gestação ou em situações de exposições de risco. As gestantes com diagnóstico de sífilis devem ser tratadas e seguidas adequadamente, assim como suas parcerias sexuais, para evitar reinfecção após o tratamento.  

“Importante destacar que a sífilis não confere imunidade permanente, ou seja, mesmo após o tratamento adequado, cada vez que entrar em contato com o agente etiológico (T. pallidum) a pessoa pode ter a doença novamente”, alerta Dra. Jaqueline.

Unimed Araxá

A Unimed Araxá atua na região há 32 anos. Tem atualmente 200 médicos cooperados das mais diversas especialidades, com aproximadamente 25 mil clientes, 650 empresas contratantes nas cidades de Araxá, Ibiá, Campos Altos, Perdizes, Pedrinópolis, Tapira e Pratinha, além de atender cerca de 15 mil beneficiários de intercâmbio.

Desde 2017 a Unimed Araxá tem seu hospital próprio, que conta com o que há de mais moderno e eficiente na área e que também integra um Centro de Diagnóstico por Imagens e um moderno laboratório de análises clínicas. Mais recentemente inaugurou sua Clínica Multidisciplinar que tem atendimento exclusivo de profissionais como psicólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos. Junto ao prédio central, oferece ainda equipe integrada e programas de saúde voltados à melhoria de qualidade de vida, promoção da saúde e prevenção de doenças no Espaço Viver Bem.

A rede credenciada de serviços é composta ainda por seis hospitais, 15 laboratórios, 33 clínicas, além de aproximadamente 300 colaboradores de forma direta. Daniel Nacati
Assessor de Comunicação / Unimed Araxá
(34) 9.8893-8809

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Obesidade: entenda as principais causas dessa doença crônica e multifatorial

Muitas pessoas acreditam que a solução para a obesidade consiste apenas na prática de exercícios físicos e no consumo de alimentos saudáveis. O Brasil não teria mais da metade da população com sobrepeso, se fosse tão simples assim. E a Organização Mundial da Saúde não consideraria a obesidade uma pandemia.

SNSP

Manter uma rotina saudável, com exercícios físicos diários e a ingestão de alimentos com baixas calorias, muitas vezes não é o suficiente para uma pessoa com sobrepeso ou obesidade conseguir perder ou manter o peso. Isso se deve ao fato de que a obesidade é uma doença, que além de crônica é multifatorial, ou seja, vai além dos fatores que estão sob nosso controle. A genética, a situação socioeconômica e o ambiente em que se vive, entre outros fatores, influenciam a forma como o organismo consome, gasta e armazena energia.

Sobrepeso e Obesidade

A obesidade atinge pessoas de todas as idades, raças, gêneros e classe sociais. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, mais da metade da população adulta, 55,7%, está com sobrepeso, e 19,8% com obesidade.

O sobrepeso e a obesidade se desenvolvem ao longo do tempo quando você ingere mais calorias do que usa, ou quando a energia ingerida for maior do que a sua energia gasta. Esse tipo de desequilíbrio energético faz com que ocorra o armazenamento de gordura no organismo.

A obesidade é determinada pelo Índice de Massa Corporal (IMC), que é calculado dividindo o peso (em quilos) pelo quadrado da altura (em metros). O resultado revela se o peso está dentro da faixa ideal, abaixo ou acima do desejado.

Quem está com o IMC elevado pode agravar ou desencadear uma série de outras doenças como diabetes, hipertensão, AVC e, até mesmo câncer, além de transtornos psicológicos, como baixa autoestima, ansiedade e depressão. Para as mulheres, tem ainda mais um agravante, a obesidade pode aumentar o risco de infertilidade.

Causas da Obesidade

Todo mundo conhece alguém que come sem restrições e não engorda. No outro extremo, há pessoas que comem pouco e, mesmo assim, não conseguem perder peso.

Isso se deve às influências genéticas. Mais de 400 genes foram implicados nas causas do sobrepeso ou da obesidade. Seja afetando o apetite, a saciedade (a sensação de plenitude), o metabolismo, os desejos por comida, a distribuição da gordura corporal e a tendência de usar a alimentação como forma de lidar com o estresse.

A força da influência genética nos distúrbios do peso varia muito de pessoa para pessoa. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a genética contribui com 70% para o desenvolvimento da obesidade, somado a outros fatores ambientais e comportamentais.

Os fatores de origem genética estão associados aos chamados genes poupadores. Quando a humanidade vivia da caça e passava por longos períodos sem acesso à comida, os genes poupadores enviavam sinais para o organismo acumular o máximo de energia possível para a sobrevivência durante a escassez. O mundo evoluiu, juntamente com os hábitos alimentares. Porém, mesmo sem necessidade, os genes poupadores continuam exercendo sua função de estocar energia, o que pode levar a um excesso de gordura no organismo e à obesidade.

Esses genes também são os responsáveis pelo “efeito sanfona”, que ocorre quando uma pessoa volta a ganhar peso após o término de uma dieta rigorosa.

Além dos fatores genéticos influenciarem a predisposição à obesidade, é importante ressaltar que os fatores ambientais e comportamentais são responsáveis pela maior parte dos casos de sobrepeso e obesidade.

A transformação do estilo de vida, através das décadas, mudou os hábitos alimentares. Produtos industrializados, ricos em gorduras e açúcares, estão muito mais acessíveis. O trabalho moderno, cada vez mais à frente de computadores e os diversos meios de transporte, levam ao sedentarismo.

Além disso, crianças e jovens, em sua maioria, não brincam mais ao ar livre. A influência cultural, a tecnologia e o medo da exposição ao perigo, os colocam cada vez mais na frente das telas e jogos eletrônicos.

A obesidade é uma doença muito mais complexa do que se imagina. Por isso, a procura por médicos especializados e profissionais da saúde é essencial para o sucesso do tratamento.

Para obter mais informações sobre as causas da obesidade, bem como seu diagnóstico e os diversos tipos de tratamentos, acesse o site Saúde Não Se Pesa. Desde 2016, esse movimento liderado pela empresa global Novo Nordisk ajuda a população a melhorar a qualidade de vida e entender que o único padrão que importa é o padrão da saúde.

FONTE CNN
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Dois anos após mortes por intoxicação, Backer retoma fabricação de cervejas

Bebida contaminada deixou 29 pessoas intoxicadas e outras 10 mortas; liberação foi feita pelo Ministério da Agricultura

Tanques da cervejaria Backer, de Minas GeraisFoto: Reprodução/Instagram @cervejariabacker (7.out.2019)

cervejaria Backer, em Minas Gerais, divulgou nesta sexta-feira (8) que recebeu autorização para voltar a fabricar bebidas. A produção de cerveja na fábrica estava proibida há mais de dois anos, quando veio à tona o caso de contaminação por dietilenoglicol. Ao todo, 29 pessoas foram intoxicadas e outras 10 morreram.

Em comunicado, a cervejaria Três Lobos, responsável pela marca Backer, afirma que a reabertura “contou com o acompanhamento das autoridades e órgãos competentes e observou todos os critérios legais e técnicos”. E que “não mede esforços para oferecer apoio às vítimas e suas famílias”.

O Ministério da Agricultura confirmou a autorização e informou que a liberação foi concedida de forma parcial para duas adegas no parque industrial da empresa. De acordo com a pasta, “a empresa atendeu às exigências feitas para garantir a segurança dos produtos, referentes às condições dos tanques de fermentação e equipamentos que serão utilizados neste retorno”.

As audiências de instrução e o julgamento do caso estão marcadas para maio deste ano, quando testemunhas, vítimas, peritos e acusados devem ser ouvidos para colher provas por meio de depoimentos. São 11 réus, sendo que um deles faleceu.

A empresa não especificou quando retornará às atividades e qual bebida irá comercializar, mas que “a retomada da produção cervejeira será um fator decisivo para ampliar a assistência médica e financeira”.

Confira na íntegra a nota do Ministério da Agricultura

“O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) confirma que a Cervejaria Backer foi autorizada, na manhã desta sexta-feira (08), a retomar a produção e comercialização de cerveja na fábrica. Essa liberação foi concedida de forma parcial para duas adegas no parque industrial da empresa.

O Mapa esclarece que a empresa atendeu às exigências feitas para garantir a segurança dos produtos, referentes às condições dos tanques de fermentação e equipamentos que serão utilizados neste retorno. A cervejaria ainda substituiu em seu processo o fluido refrigerante por solução hidroalcoólica – solução que contém água e álcool.

O processo de produção de cerveja no parque fabril vem ocorrendo desde novembro de 2021, após vistoria executada por auditores fiscais federais agropecuários do Mapa. Os produtos produzidos foram informados semanalmente ao Ministério que realizou a coleta de cada lote e dos fluidos refrigerantes. Com a aprovação das análises, fica a Cervejaria Backer autorizada a comercializar seus produtos.

Já em relação ao funcionamento do restaurante, anexo à planta fabril, informamos que este é de competência dos órgãos de vigilância sanitária. A comercialização de bebidas no estabelecimento pode ocorrer se os produtos estiverem devidamente registrados no Mapa, como é o caso da cervejaria Backer.

Em janeiro de 2020, o Mapa interditou a cervejaria e determinou o recolhimento de todos os produtos, após a ocorrência de casos de contaminação. Análises identificaram a presença de contaminante dietilenoglicol em diversos lotes de cervejas da Backer.”

fonte CNN

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Empossados novos representantes do Conselho Municipal de Saúde da cidade para Gestão 2022/2026

Novos integrantes do Conselho Municipal de Saúde tomaram posse em solenidade realizada no Teatro Municipal Maximiliano Rocha, na manhã desta quinta-feira (7). Os novos conselheiros irão atuar no quadriênio 2022/2026.

Também participaram da posse o prefeito Robson Magela, a nova secretária municipal de Saúde, Cristiane Gonçalves Pereira, o vereador Zidane, representando o Poder Legislativo, e a promotora de Justiça curadora da Infância e Juventude, Mara Lúcia Silva Dourado.

O Conselho Municipal de Saúde atua na formulação e proposição de estratégias e no controle da execução da Política de Saúde, inclusive nos aspectos econômicos e financeiros, sendo composto por 16 titulares e 32 suplentes.

As vagas são ocupadas por representantes de entidades e de movimentos populares de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), de entidades de trabalhadores de saúde e de entidades de prestadores de serviços de saúde.

Uma data memorável para os novos conselheiros, já que o dia Dia Mundial da Saúde é celebrado anualmente em 7 de abril. Em 2022, o tema é “Nosso Planeta, Nossa Saúde”. O principal objetivo desta data é conscientizar as pessoas sobre a importância da preservação da saúde para melhorar a qualidade de vida.

O prefeito Robson Magela destacou a importância do Conselho Municipal de Araxá de Saúde para a cidade. “Um governo aberto tem a possibilidade de acertar muito mais nas decisões a serem tomadas. Parabenizo os novos integrantes e desejo que, em parceria com a Prefeitura de Araxá, possam colher ótimos frutos!”, ressalta o prefeito.

A nova presidente do conselho, Juliana Gonçalves Machado Silva, comenta que o trabalho dos novos conselheiros vai dar continuidade ao já feito. “Sempre priorizando a transparência e ética, fiscalizando e trazendo mais benefícios à saúde para a população de Araxá”, conclui.


Assessoria de Comunicação

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Prefeitura de Araxá reativa Comitê de Enfrentamento à Dengue

Promover ações efetivas que envolvam toda a comunidade para conscientização, combate e prevenção à dengue. Com esse intuito, a Prefeitura de Araxá, através da Vigilância em Saúde, reativou o Comitê de Enfrentamento à Dengue na cidade.

As reuniões estavam suspensas há cerca de dois anos, desde o início da pandemia do coronavírus, e a necessidade de reativar o comitê veio diante do atual cenário da doença no município. Segundo dados da Vigilância em Saúde, somente este ano o município registrou 134 casos da doença até o momento.

A coordenadora da Vigilância em Saúde, Leninha Severo, diz que no ano passado, durante o pico da pandemia, as pessoas ficavam mais em casa e por isso estavam mais atentas aos focos que eventualmente poderiam surgir em seus terrenos.

“Este ano o número de casos já é maior que todo o registro de 2021, que foi de 26 casos. O retorno das reuniões do comitê é para planejar ações que mobilizem toda a população e autoridades para evitar o aumento de casos e hospitalizações”, avalia.

O Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) realizado em janeiro apontou a taxa de 1,8% de infestação do mosquito transmissor da dengue, febre amarela, zika e chikungunya. Isso significa que a cada 100 imóveis, quase dois apresentaram algum foco do mosquito.

O principal foco do mosquito continua sendo pratos de plantas, tambores (e outros reservatórios d’água) e recipientes plásticos. Os bairros Santo Antônio, Novo Santo Antônio, Solaris, Jardim Europa 4 e Boa Vista 2 apresentaram o maior número de focos do mosquito da dengue.

Entre as ações pré-definidas estão a mobilização da população através de mutirões de limpeza, a realização de ações com educadores em saúde voltada para as escolas e empresas, além de campanhas educativas divulgadas através dos canais de comunicação da Prefeitura de Araxá.

Também, o carro de pulverização de inseticida de Ultra Baixo Volume (UBV) pesado, conhecido como carro fumacê, continuará atuando na cidade durante todo o mês de abril.

No primeiro encontro, além da Secretaria Municipal de Saúde, participaram também representantes do Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Sustentável de Araxá (IPDSA); de hospitais, comércio, instituições de ensino superior, além de autoridades do Corpo de Bombeiros Militar, Tiro de Guerra, Polícia Militar e Polícia de Meio Ambiente.


Assessoria de Comunicação

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Prefeitura de Araxá promove no Calçadão mobilização contra a dengue

A Vigilância Ambiental e o Setor de Zoonoses da Prefeitura de Araxá estão promovendo ações de conscientização contra a dengue. Os profissionais dos dois setores estão durante a manhã e tarde desta quinta-feira (7), no Calçadão da rua Presidente Olegário Maciel, para instruir a população sobre os cuidados contra o mosquito Aedes aegypti. Os trabalhos começaram nesta quarta-feira (6).

Entrega de panfletos, orientações sobre o combate à doença, disponibilização de um microscópio para que as pessoas possam conhecer as larvas do mosquito, além de outras atividades, fazem parte da mobilização. O intuito é atingir um grande número de araxaenses e bloquear a proliferação do inseto. De acordo com o último boletim divulgado pelo Governo do Estado no dia 5 de abril, Araxá está com 134 casos registrados.

Segundo a coordenadora da Vigilância em Saúde, Leninha Severo, a maior preocupação dos profissionais da área na cidade é conseguir evitar a propagação da dengue. E o combate só ocorre através de atitudes individuais bem simples, que se tornam uma parede contra a doença. Não deixar água parada, lixos acumulados, calhas sujas e garrafas viradas com a boca para cima, contribuem de forma significativa para o fim do Aedes aegypti.

‘’Além disso, por meio do carro UBV, os pontos de maior incidência estão recebendo o fumacê das 5h às 9h na cidade e também há resgates nas residências fechadas, aos sábados. Realmente precisamos unir forças. A gente conta com a colaboração de toda a população de Araxá”, destaca Leninha.

Dengue

É uma doença infecciosa causada por um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Não tem tratamento específico, causa sintomas como febre alta, dores no corpo, manchas vermelhas e pode até matar. Pessoas infectadas com o vírus pela segunda vez têm um risco significativamente maior de desenvolver doença grave, que exige cuidados hospitalares.


Assessoria de Comunicação

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Prefeitura de Araxá repassa R$ 200 mil para instituições de acolhimento de idosos e de pessoas em situação de rua

Como forma de contribuir com o custeio e manutenção de serviços assistenciais prestados à comunidade, a Prefeitura de Araxá realizou a assinatura de termos de fomento que totalizam R$ 200.000,00, nesta quarta-feira (6). Os recursos serão destinados em parcela única para instituições de acolhimento de idosos e de pessoas em situação de rua, em parcela única.

A Associação Lar Ebenézer será contemplada com dois termos de fomento que totalizam R$ 70.000,00, indicados pelos vereadores Alexandre dos Irmãos Paula e Pastor Moacir. A Sociedade de São Vicente de Paulo receberá o valor de R$ 30.000,00, com indicação feita pelo vereador Pastor Moacir. Já a Casa de Acolhimento São Francisco de Assis será contemplada com um termo de fomento no valor de R$ 100.000,00, recurso este indicado pelo vereador Valtinho da Farmácia junto ao Governo do Estado.

O prefeito Robson Magela destaca a importância do apoio ao Terceiro Setor e dos projetos desenvolvidos pelas entidades assistenciais do município. “Estamos muito felizes em poder fazer esses repasses. Araxá tem muitas instituições sérias, que prezam pela qualidade e excelência do serviço prestado. Nós, enquanto Administração Municipal, iremos sempre apoiá-las, especialmente por serem tão comprometidas com a população”, ressalta.

A diretora administrativa da Associação Lar Ebenézer, Marizete Aparecida, explica que a verba destinada é de extrema importância para a instituição. “Hoje atendemos 73 residentes e esse recurso é imprescindível para a manutenção dos serviços prestados. Por meio dele, teremos mais tranquilidade em relação ao que podemos proporcionar aos nossos residentes”, reforça.

De acordo com o presidente da Casa de Acolhimento São Francisco de Assis, Paulo César Machado, o recurso será utilizado para contratação de colaboradores e manutenção dos serviços assistenciais. “Estamos muito felizes, pois com esse repasse será possível contratar uma equipe técnica completa, com cuidadores e psicólogos, para melhor atender nossos internos nas atividades diárias”, destaca.

Transparência de Repasses

– Lar Ebenézer – R$ 70.000,00;

– Sociedade de São Vicente de Paulo – R$ 30.000,00;

– Casa de Acolhimento São Francisco – R$100.000,00.

Assessoria de Comunicação

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Prefeitura de Araxá repassa mais de R$ 3,7 milhões para entidades educacionais

A Prefeitura de Araxá assinou o repasse de seis termos de convênio para entidades do setor educacional nesta terça-feira (5). Os investimentos somam R$ 3.703.134,31 decorrentes do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A verba será utilizada para manutenção e custeio dos serviços assistenciais e pagamento de salários dos colaboradores.

O valor que cada instituição recebe é baseado na quantidade de alunos no cadastramento escolar do ano anterior e será repassado em nove parcelas, de acordo com a prestação de contas do trabalho desenvolvido.

As entidades contempladas foram a Associação Educação de Araxá, Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), Creche Casa de Nazaré, Centro Presbiteriano Estudantil de Assistência à Criança (Cepac), Centro Infantil Gabriela Mistral e Escola Infantil Mundo da Criança.

A presidente da Escola Mundo da Criança, Luciana Silva Nogueira, destaca a parceria que o Município tem firmado com as instituições de ensino. “Nós nunca fomos tão bem atendidos igual estamos sendo nesta gestão. É com esse convênio que podemos manter as portas abertas, pois só conseguimos atender as crianças da cidade por conta dessa parceria. O recurso será aplicado na manutenção da escola em geral, na educação das crianças, pagamentos de funcionários e despesas em geral. Todo gasto que a gente tem na escola é realizado por meio desse convênio e só temos que agradecer o empenho e atenção da Prefeitura de Araxá”, destaca.

A diretora da Escola Gabriela Mistral, Solange Mattar, ressalta que sem a parceria com o Município as instituições que prestam serviço para educação infantil não sobreviriam. “Todos sabem que o ensino infantil tem demanda e uma defasagem muito grande. E nós temos um apoio da Secretaria de Educação em todos os segmentos da escola, desde o Setor Administrativo até o Setor Pedagógico. Hoje, temos uma parceria maior e também uma exigência, evidentemente, maior. Temos uma burocracia para estar cumprindo com os protocolos que são muitos, mas estamos nos sentindo mais amparados”, ressalta.

Transparência de Repasses– Associação Educação de Araxá – R$ 481.822,20;

– Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) – R$ 464.115,25;

– Creche Casa de Nazaré – R$ 719.471,34;

– Centro Presbiteriano Estudantil de Assistência à Criança (Cepac) – R$ 510.246,96;

– Centro Infantil Gabriela Mistral – R$ 711.083,52;

– Escola Infantil Mundo da Criança – R$ 816.395,04.


Assessoria de Comunicação

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Sem vacina acessível, casos de dengue sobem 35%; veja imunizantes e o que esperar da pesquisa do Butantan

Instituto desenvolve vacina contra a arbovirose há mais de 10 anos. Atualmente, apenas uma vacina está aprovada para uso no Brasil, porém com restrições de uso. Outro imunizante aguarda aprovação da Anvisa.


Equipe de fiscalização da dengue em Porto Alegre. — Foto: Cristine Rochol/PMPA

Equipe de fiscalização da dengue em Porto Alegre. — Foto: Cristine Rochol/PMPA

A dengue é uma doença infeciosa que acomete milhares de brasileiros e ainda preocupa autoridades de saúde pública. Nos primeiros dois meses deste ano, os casos de dengue tiveram aumento de 35,4% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério da Saúde. Foram 30 óbitos e 128.379 casos.

Mesmo com pesquisas há décadas, ainda não temos uma vacina eficiente como vimos para a Covid-19. Somente um imunizante está disponível no Brasil, mas apenas no mercado privado e com restrições de uso

Outra vacina aguarda a aprovação da Anvisa desde o ano passado e, além disso, o Instituto Butantan está desenvolvendo – com parceria internacional – um imunizante do tipo, há mais de 10 anos.

Entenda, abaixo, quais são as vacinas já conhecidas, os estudos e quais as perspectivas para o SUS:

1.Dengvaxia, da Sanofi Pasteur

Atualmente, a única vacina contra a dengue disponível no Brasil é a Dengvaxia (a primeira que teve registro no mundo), fabricada pelo laboratório francês Sanofi Pasteur. O imunizante é vendido na rede privada na maior parte do Brasil e não está disponível no Programa Nacional de Imunizações, o PNI.

Segundo a fabricante, a vacina promove imunidade de longa duração para os quatro sorotipos da dengue, prevenindo aproximadamente 8 em cada 10 casos de dengue grave e com risco de hospitalização.

Os sorotipos são as diferentes linhagens de um patógeno, os organismos que causam doenças. No caso da dengue eles são chamados de arbovírus, ou seja, são normalmente transmitidos por mosquitos (o Aedes aegypti).

Quem pode tomar?

A Dengvaxia não é recomendada para quem nunca entrou em contato com o vírus da dengue. — Foto: Yuri Cortez/AFP

A Dengvaxia não é recomendada para quem nunca entrou em contato com o vírus da dengue. — Foto: Yuri Cortez/AFP

A Dengvaxia não é recomendada para quem nunca entrou em contato com o vírus da dengue. Essa é uma recomendação reforçada pela Anvisa e pela Organização Mundial de Saúde.

Isso ocorre porque estudos da própria fabricante indicaram que esses indivíduos soronegativos que tomaram a vacina apresentaram, em longo prazo, mais casos da forma grave da dengue, após uma infecção pela doença.

Assim, a vacina é indicada para indivíduos de 9 a 45 anos com infecção prévia por dengue e seu esquema de administração consiste em três doses, que devem ser intercaladas num intervalo de 6 meses.

Renato Kfouri, médico pediatra e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que essa é uma vacina que mostrou um risco aumentado de complicações para as pessoas que não tiveram a doença antes de serem vacinadas.

A bula da Dengvaxia determina que seja realizado um teste laboratorial ou soroteste para descobrir se o futuro vacinado teve uma infecção prévia pela doença.

Para a professora Hillegonda Maria Novaes, que participou do grupo de trabalho da vacina da dengue que fez os estudos com as recomendações para a OMS, essa vacina desde o início foi considerada problemática.

“Condicionar uma vacina à realização de um teste anterior é muito complicado e muito caro, nenhuma vacina aprovada é assim. Um estudo de caso-controle realizado no Paraná chegou à conclusão que ela mostrou efetividade na prevenção da infecção e na evolução para casos graves para apenas um dos 4 sorotipos”, diz.

Atualmente, a farmacêutica, juntamente com a CTK Biotech, desenvolveu ainda um novo teste de diagnóstico rápido (TDR) para detectar infecções anteriores por dengue que já foi inclusive aprovado pela Anvisa.

Porém, como ressalta Alberto Chebabo, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, esse novo teste é uma ferramenta que facilita a aplicação somente daqueles que desejam se vacinar com a vacina, e não campanhas de vacinação em massa.

“Para campanhas de vacinação populacional fica muito complicado. Eu acho muito difícil que essa vacina possa participar do PNI, por exemplo. Mas, individualmente, na clínica privada, ajuda sim”, pontua Chebabo.

Como a vacina está disponível?

No Brasil, o único estado que chegou a disponibilizar o imunizante da Sanofi foi o Paraná. A campanha de vacinação contra a dengue foi ofertada para a população em 30 cidades do estado, no período de agosto de 2016 a setembro de 2017.

 Campanha de vacinação contra a dengue em colégio de Foz do Iguaçu, no Paraná. — Foto: Reprodução / RPC

Campanha de vacinação contra a dengue em colégio de Foz do Iguaçu, no Paraná. — Foto: Reprodução / RPChttps://6e2f63abd5f81640ddc22c1486a90ac3.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html

No ano de 2018, a vacina foi ofertada apenas para as pessoas que já haviam recebido a vacina nos anos anteriores, ou seja, somente para conclusão dos esquemas vacinais.

g1 procurou a secretaria de saúde do Paraná para saber se o estado ainda planejava campanhas de vacinação contra a dengue, mas, segundo resposta do órgão, depois da recomendação da Anvisa, a secretaria disse que “ficou inviável” a continuidade da campanha, “uma vez que seria necessário a testagem sorológica prévia à vacinação”.

Assim, atualmente, a Dengvaxia está disponível somente no mercado privado de vacinação.

Por que não foi incluída no PNI?

Para Carla Domingues, epidemiologista e ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), essa decisão do governo paranaense foi “precipitada”.

“Um programa de vacinação exitoso para enfrentar um problema de saúde pública como é o caso da dengue deve ser pensado nacionalmente e uma ação feita em apenas alguns municípios de um único estado não tem impacto na diminuição da carga da doença”, explica.

Na época, o Ministério da Saúde tinha se posicionado afirmando que não iria implantar a vacina até que houvesse mais dados para subsidiar a tomada de decisão.

“Portanto, a decisão do Ministério foi adequada, pois era necessário ter mais evidências para a inclusão da vacina no PNI”, acrescenta.

Domingues também aponta que, à época, tendo em vista que os dados de eficácia da vacina não eram elevados, era fundamental entender qual seria o comportamento da vacina após o seu uso na população, principalmente porque ela não apresentava eficácia para o tipo 2 da dengue.

g1 também entrou em contato com o governo federal perguntando se há uma previsão de incorporação da Dengvaxia no PNI e quais os resultados do estudo de custo-efetividade realizado em 2018, mas não obteve resposta do Ministério da Saúde.

Em nota enviada ao g1, a Sanofi Pasteur informou que não há estudos clínicos sendo conduzidos pela empresa para a avaliar o uso da vacina em indivíduos sem infecção prévia por dengue.

“De acordo com o uso indicado em bula, bem como recomendações externas, a testagem e vacinação continua sendo a abordagem recomendada para o uso de Dengvaxia”, disse a fabricante.

Aedes Aegypti, o mosquito da dengue, é a espécie invasora mais famosa do Brasil

Aedes Aegypti, o mosquito da dengue, é a espécie invasora mais famosa do Brasil

2.TAK-003, da Takeda

Em abril do ano passado, a farmacêutica Takeda enviou à Anvisa a solicitação do registro de sua vacina tetravalente (que protege contra os quatro sorotipos) contra à dengue, a TAK-003.

Segundo a empresa, foi requerida prioridade na análise do dossiê enviado à agência regulatória, que apresenta os dados de eficácia e segurança da vacina.

“A estimativa do prazo de aprovação cabe à Anvisa, mas a companhia está comprometida a responder de forma ágil a todos os questionamentos que forem levantados”, afirmou a Takeda, em nota.

Segundo a Anvisa, o pedido de registro segue em análise. A agência solicitou ao laboratório a apresentações de informações necessárias para o seguimento do processo.

Quem poderá tomar?

Segundo a empresa, a proposta da vacina é ser indicada para prevenção da dengue em pessoas de 4 a 60 anos de idade. Portanto, não há distinção entre quem teve ou não a doença. Ela poderá ser aplicada em ambos os casos.

O infectologista Alberto Chebabo explica que, até o momento, os estudos que foram publicados sobre o imunizante da farmacêutica japonesa mostram que o problema que aconteceu com a vacina da Sanofi não ocorreu com a vacina da Takeda.

“O último segmento que está sendo avaliado pela vacina da Takeda é a faixa etária de 2 a 3 anos. Se eles realmente conseguirem mostrar que não houve, neste segmento, risco aumentado de doença grave na população não vacinada, não haveria necessidade de se fazer sorologia prévia. O que ajuda muito”, avalia Chebabo.

O estudo de fase 3, que analisou crianças e adolescentes de 4 a 16 anos, mostrou que a eficácia geral da vacina foi de 80,9%. Para os casos de hospitalizações, o índice foi ainda maior: 95,4% de eficácia. Apesar disso, segundo a pesquisa, a eficácia do imunizante variou de acordo com o sorotipo da dengue.

“A vacina da Takeda já concluiu seus estudos de fase 3. Já tem dados de até três anos de segmento desses indivíduos, com uma discrepância de uma eficácia maior para um tipo de dengue do que outro, mas que pode cumprir um papel importante no controle da doença”, analisa Kfouri.

3.Vacina da dengue do Butantan

O Instituto Butantan vem desenvolvendo uma vacina contra a dengue há mais de 10 anos, em parceria com o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês).

O estudo sobre o imunizante avançou para fase 3 em 2016 e hoje está na etapa de acompanhamento.

O Instituto Butantan está desenvolvendo - com parceria internacional - um imunizante contrra a dengue há mais de 10 anos.   — Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

O Instituto Butantan está desenvolvendo – com parceria internacional – um imunizante contrra a dengue há mais de 10 anos. — Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

O estudo de fase 1 sobre o imunizante mostrou que ele induziu a geração de anticorpos (soroconversão) em 100% dos indivíduos que já tiveram dengue e em mais de 90% naqueles que nunca haviam tido contato com o vírus.

No teste clínico de fase 2, tanto a vacina liofilizada (em pó) desenvolvida pelo Instituto quanto a formulação original do NIH, induziram a produção de anticorpos e de células de defesa em pessoas com ou sem contato prévio com todos os sorotipos da dengue.

Quem poderá tomar?

Assim, a vacina, que também é tetravalente, deve proteger pessoas com e sem contato prévio com o vírus. Essa sua imunogenicidade, ou seja, a capacidade da vacina de gerar uma resposta imune, foi analisada durante um ano por meio de testes de neutralização do vírus e se manteve alta em todos os participantes.

A vacina está sendo produzida com os quatro tipos do vírus da dengue atenuados, ou seja, enfraquecidos. A expectativa é que uma dose seja suficiente, já que, segundo os estudos, a dose adicional não induziu diferenças significativas.

Veja a diferença entre as doenças dengue, zika, chikungunya e mayaro

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“Os estudos mostram uma eficácia importante e uma segurança em reduzir os eventos adversos graves pós vacina, que foi o problema da vacina da Sanofi”, destaca Chebabo.

De acordo com o Butantan, as reações mais comuns foram leves, como dor de cabeça, fadiga, erupção cutânea e mialgia (dor muscular).

“Esses estudos do Instituto ainda precisam evoluir. A gente precisa da fase 3 para ter essas respostas com certeza, mas já temos uma resposta imune importante”, acrescenta.

Segundo o Butantan, a pesquisa deve ser finalizada até 2024.

“Essa é uma vacina experimental. Ela tem uma tecnologia diferente de produção, mas os dados de segurança no curto prazo e sua resposta imune são bastante adequados”, salienta Renato Kfouri, da SBIm.

Os voluntários da pesquisa estão sendo avaliados por 5 anos. De acordo com o Instituto, esse período é importante para que seja garantida a segurança e imunogenicidade da vacina e envolve todos voluntários do estudo, independentemente de pessoas infectadas ou não pelo vírus dengue.

Após o término do estudo de fase III, os dados serão analisados por uma comissão independente e só então o resultado dessa análise será submetido à aprovação da Anvisa.

“Estamos tentando agilizar todas essas etapas para entregar a vacina o quanto antes”, disse o Butantan, em nota.

4.Quando uma vacina deve estar disponível no PNI?

A ex-coordenadora do PNI, Carla Domingues, acredita que, neste momento, não é possível fazer uma previsão clara de quando teremos uma vacina disponível contra a dengue que seja eficaz e que apresente todas as condições de segurança e qualidade para que possa ser incluída no programa.

A epidemiologista destaca que é preciso avaliar se o investimento em uma nova vacina irá trazer maiores ou menores resultados para a saúde, com estudos de custo-efetividade.

“Este é o método mais empregado para ajudar na tomada de decisão pelos gestores, já que permite comparar os custos e a efetividade de uma ou mais intervenções ou mesmo não fazer nenhuma intervenção com a que está sendo proposta”.

Kfouri lembra que a dengue é uma doença que precisa de uma estratégia combinada de prevenção e que não é somente com as vacinas que controlaremos seu vetor e teremos níveis “mais aceitáveis” da enfermidade.

“A doença tem uma dinâmica diferente em cada ano, temos anos de epidemias com mais de 1,5 milhão de casos, outros muito tímidos, e tudo isso torna uma complexidade para a introdução no país”, ressalta o infectologista.

Por isso, ele acredita que é pouco provável que, mesmo o imunizante da Takeda, que não necessita de sorologia prévia, seja incluído no PNI, mas defende uma estratégia de vacinação no Brasil que leve em conta perspectivas regionais e o cenário epidemiológico local.

“Talvez com esquemas para algumas faixas etárias, pois não haverá vacina para todo mundo. Talvez vacinas para algumas regiões do país, classicamente com mais casos do que outras. Os estudos de introdução da vacina da dengue no programa devem levar em conta todos esses aspectos”.

Já Alberto Chebabo também ressalta que essa é uma questão de custo-benefício, mas destaca que, vacinas que não exigem uma sorologia prévia são muito mais fáceis de serem incluídas no PNI.

“Se você tiver uma vacina que não precise fazer sorologia, que ela se mostre segura, é muito mais vantajoso incorporar e fazer uma vacinação em massa na população brasileira”, diz.

Porém, assim como Kfouri, ele destaca que a dengue deve ser entendida como uma enfermidade importante de ser combatida, pois a doença pode provocar quadros graves e apresenta uma alta taxa de mortalidade.

“A gente precisa de uma vacina. O combate ao mosquito é muito díficil, temos ciclos de infestação. Isso é muito comum. Apenas combater o vetor não é suficiente. A vacina teria um papel muito importante nesse controle”.

Vacina da dengue é contraindicada para quem nunca teve a doença, diz Anvisa

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fonte G1

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Primeira etapa das Campanhas Contra a Gripe e Sarampo em Araxá acontece de 4 a 30 de abril

A Secretaria Municipal de Saúde inicia duas importantes campanhas de vacinação que serão realizadas, simultaneamente, a partir da próxima segunda-feira (4) e vão até o dia 3 de junho – a Campanha de Vacinação Contra a Gripe e a Campanha de Vacinação Contra o Sarampo. O Dia D de mobilização em toda a cidade para ambas as campanhas será em 9 de abril (sábado).

Vale lembrar que o uso de máscara em locais que ofereçam serviços de saúde, como postos de vacinação, continua sendo obrigatório em todo o município. Também, é imprescindível a apresentação do Cartão de Vacina nas duas campanhas.

Gripe

Na primeira etapa, que vai até 30 de abril, a Campanha da Vacinação Contra a Gripe tem como objetivo alcançar 90% da população acima de 60 anos. Neste período, a campanha contempla, além de idosos, os profissionais de saúde.

A coordenadora da Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Érica Fonseca, diz que a gripe é uma infecção aguda causada pelo vírus Influenza, que afeta o sistema respiratório e pode provocar complicações graves. “A doença pode inclusive levar a óbito, se não for tratada a tempo, especialmente nos indivíduos que apresentam fatores ou condições de risco para as complicações da infecção, como no caso dos idosos”, salienta.

Sarampo

Com o objetivo de completar o Cartão de Vacina com uma única ida ao posto, a Secretaria Municipal de Saúde realiza também a Campanha de Vacinação Contra o Sarampo. Na primeira etapa, até o dia 30 de abril, o público-alvo compreende os trabalhadores da saúde, que devem tomar a vacina de forma indiscriminada, mesmo se o cartão estiver em dia. O imunizante aplicado é a vacina tríplice viral, que também protege contra a rubéola e a caxumba.

O sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus que pode ser fatal. A doença tem alto potencial de transmissão, que ocorre quando o doente tosse, fala, espirra ou respira próximo de outras pessoas. O aumento da incidência acontece no período entre o final do inverno e o início da primavera, ou após estações chuvosas.

Em 2016, o Brasil chegou a receber da Organização Mundial da Saúde (OMS) o certificado de erradicação do sarampo. Contudo, a procura pela vacina baixou, deixando a maior parte das crianças desprotegidas. A partir de 2018, o país voltou a registrar casos e até mesmo óbitos pela doença. Em Araxá, a meta é atingir pelo menos 95% do público-alvo.



Horário especial

A Unicentro oferta horário especial para a aplicação das vacinas contra a gripe e sarampo nos dias 4 (segunda) e 8 (sexta) de abril, das 16h às 21h, visando o público que não pode receber as imunizações durante o dia por conta do horário de trabalho.

Cronograma Vacinas Contra a Gripe e Sarampo

DIA D – SÁBADO: 9 DE ABRIL – 8h às 17h

– Uninorte, Uninordeste, Unicentro, Unisul, Unileste, Unioeste; ESF Pão de Açúcar, ESF Ana Pinto de Almeida, ESF Abolição, ESF Leblon, ESF Santa Luzia e ESF Max Neumann.

SEGUNDA A SEXTA (exceto feriados)

– Unioeste: 7h30 às 11h e 13h às 16h30;

– Uninordeste: 7h30 às 16h;

– ESF Max Neumann: 12h30 às 17h.

UNICENTRO

– 4 de abril (segunda) / 8 de abril (sexta): 16h às 21h;

– 11, 18, 25 e 29 de abril: 8h às 16h.

Assessoria de Comunicação