A Prefeitura de Araxá inicia a aplicação da 1ª dose da vacina contra a Covid-19 em adolescentes de 16 anos nesta quarta-feira (6), das 8h às 16h, no Sesc. Para receber a aplicação é preciso ter a presença de um acompanhante e apresentar a cópia (xerox) CPF, RG, Comprovante de Residência, Cartão do SUS (se tiver) e Cartão de Vacina. A imunização dos adolescentes será exclusiva da faixa etária.
A vacinação de grávidas, puérperas e lactantes sem comorbidades que ainda não receberam a 1ª dose da vacina contra a Covid-19 segue na Unisa, das 8h às 16h.
2ª dose
O município prossegue a aplicação da 2ª dose das vacinas CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer nesta quarta-feira (6), das 8h às 16h, também no Sesc. A imunização é de acordo com o agendamento no Cartão de Vacina ou com doses em atraso.
3ª dose
Araxá realiza também a aplicação da 3ª dose (adicional) em pessoas com alto grau de imunossupressão, que receberam a segunda dose há pelo menos 28 dias. A imunização acontece na Unisa, das 8h às 16h.
Conforme orientação do Ministério da Saúde, são consideradas pessoas com alto grau de imunossupressão: Imunodeficiência primária grave; quem está realizando quimioterapia; transplantados de órgão sólido ou de células tronco hematopoiéticas (TCTH) uso de drogas imunossupressoras; pessoas com HIV/Aids; quem faz uso de corticoides em doses iguais ou acima de 20 mg/dia de prednisona ou equivalente, por período igual ou superior a 14 dias; quem faz uso de drogas modificadores da resposta imune; doenças auto inflamatórias, doenças intestinais inflamatórias; pacientes em hemodiálise e pacientes com doenças imunomediadas inflamatórias crônicas.
CRONOGRAMA – 06/10
1ª dose para adolescentes de 16 anos sem comorbidades – SESC
Dia e horário: 6 de outubro (quarta) – 8h às 16h.
Documentos exigidos: cópia (xerox) CPF, RG, Comprovante de Residência, Cartão do SUS (se tiver) e o Cartão de Vacina. A vacinação deve ter a presença de um acompanhante.
2ª dose CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer de acordo com o cartão de vacina – SESC
Dia e horário: 6 de outubro (quarta) – 8h às 16h.
Documentos exigidos: cópia (xerox) dos documentos pessoais e Cartão de Vacina.
1ª dose Gestantes, Puérperas e Lactantes – UNISA
Dia e horário: 6 de outubro (quarta) – 8h às 16h
– Puérperas (com até 45 dias) e Lactantes (até 6 meses)
Documentos exigidos: cópia (xerox) CPF, RG, Comprovante de Residência, Cartão do SUS (se tiver), Cartão de Vacina (se tiver) e Certidão de Nascimento ou Cartão do Bebê.
– Gestantes (com e sem comorbidades)
Documentos exigidos: cópia (xerox) CPF, RG, Comprovante de Residência, Cartão do SUS (se tiver), Cartão de Vacina (se tiver) e Cartão Pré-natal.
3ª dose (dose adicional) para pacientes com alto grau de imunossupressão – UNISA
Dia e horário: 6 de outubro (quarta) – 8h às 16h
Documentos exigidos: cópia (xerox) CPF, RG, Comprovante de Residência, Cartão do SUS (se tiver), Cartão de Vacina e declaração legível do médico, emitida em 2021, comprovando a condição clínica.
Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve um aumento de 6,8% e, em relação a 2019, pré-pandemia, uma alta de 12,5%. No Dia Mundial do Coração, especialistas alertam sobre o autocuidado
Até a manhã desta quarta-feira (29), Dia Mundial do Coração, mais de 230 mil brasileiros morreram por doenças cardiovasculares este ano. A maior parte das vítimas está na faixa-etária entre 70 e 79 anos.
Em comparação com o mesmo período de 2020, houve um aumento de 6,8% das mortes por doenças do coração, segundo levantamento feito pela CNN no portal de transparência da Arpen-Brasil (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais) em parceria com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
Especialistas afirmam que a pandemia agravou ainda mais o cenário dessas enfermidades. Para se ter uma ideia, a alta é de 12,5% quando comparada com 2019, período pré-pandemia, em que foram registrados 205.632 óbitos até o dia 28 de setembro.
Entre os motivos da Covid-19 ter piorado o cenário, está o fato de a população ter deixado de fazer exames e ir até as unidades de saúde para os tratamentos necessários por receio da contaminação.
Um levantamento do Conselho Federal de Medicina mostra que só em 2020, quase 30 milhões de procedimentos médicos deixaram de serem feitos. As cirurgias também foram interrompidas por um tempo, por conta da superlotação do sistema de saúde com casos do novo coronavírus.
À CNN, o presidente do Departamento de Insuficiência Cardíaca da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Evandro Mesquita, afirma que o autocuidado é fundamental para cuidar do músculo cardíaco.
“Não há dúvidas de que as doenças que mais matam no Brasil são do aparelho cardiorrespiratório. Na pandemia, muita gente deixou de ter os tratamentos e entrou no grupo de risco, por estresse, ansiedade ou obesidade, já que deixaram de praticar atividade física e se alimentaram de forma ruim. Nesse dia Mundial do Coração, é importante empoderar as pessoas para fazer escolhas saudáveis, que melhorem a qualidade de vida, pois o autocuidado é o centro da questão”, disse Mesquita, que também é professor da Universidade Federal Fluminense.
Em todo o Brasil, cerca de 14 milhões de pessoas apresentam alguma doença cardiovascular e, pelo menos, 400 mil morrem por ano, o que corresponde a cerca de 30% das mortes de brasileiros.
O Sudeste é a região do país com maior número de mortes por enfermidades do coração. Atualmente, São Paulo é o estado com mais óbitos por doenças cardiovasculares, são 59.728 registradas até o dia 28 de setembro. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro, com 24.544, e Minas Gerais, com 22.348 mortes.
De acordo com a Sociedade de Cardiologia, o fim da pandemia não significará melhora imediata do cenário. Estima-se que até 2040 haverá aumento de até 250% de doenças cardiovasculares no Brasil.
A alta da incidência dessas enfermidades preocupa especialistas no período imediatamente após pandemia. O cardiologista Evandro Mesquita explica que, já que a população deixou de ir ao médico, o pós-pandemia também terá uma alta demanda do sistema de saúde.
“Claramente, a gente ainda está tentando entender os efeitos de longo prazo da Covid-19 no mundo inteiro. É possível que a Covid tenha aumentado ainda mais o risco das doenças cardiovasculares, essa é uma possibilidade que precisa ser analisada. Diversas doenças do coração estão associadas ao vírus”, disse.
No mesmo sentido, a cardiologista intensivista da Rede D´Or, Ludhmila Abrahão Haijar, ressalta que cada um dos milhões de procedimentos não realizados neste período pandêmico poderia ser uma doença prevenida ou controlada. Na linha de frente, ela tem visto de perto pacientes que deixaram de fazer os exames e agravaram os quadros.
“O desafio é mudar esse cenário e incentivar que as pessoas retomem os cuidados com a própria saúde. As doenças cardiovasculares podem acontecer em qualquer idade e, em muitos casos, os sintomas são silenciosos. Por isso é fundamental ter hábitos de vida saudáveis e ir ao médico periodicamente, para prevenir enfermidades como a hipertensão, que pode provocar um AVC”, destaca a especialista, que também é uma das diretoras da SBC.
Das mais de 230 mil mortes este ano, 76.148 foram causadas por um Acidente Vascular Cerebral (AVC), outras 73.035 foram decorrentes de infarto e 79.506 por doenças cardiovasculares inespecíficas, como morte súbita e parada cardiorrespiratória.
Apesar das doenças do coração se manifestarem na maior parte das vezes na vida adulta, a Sociedade Brasileira de Cardiologia alerta que é na infância que o processo de aterosclerose, doença degenerativa pelo depósito de gordura nas artérias, tem seu início.
O controle do colesterol elevado associado a uma alimentação saudável e à prática de exercícios regulares, além da redução do estresse, tendem a reduzir em 80% dessas mortes.
A Prefeitura de Araxá inaugurou a sala de tomografia computadorizada da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) nesta segunda-feira (27). O investimento com recursos próprios do município para a aquisição e implantação do equipamento foi de R$ 1,2 milhão. A inauguração contou com a participação do prefeito Robson Magela, da secretária municipal de Saúde, Lorena de Pinho Magalhães, equipe da UPA e vereadores.
O espaço físico da unidade foi ampliado para receber o aparelho e agora conta com recepção, espaço de espera, área de laudos, além da sala de tomografia. De imediato, o equipamento atende casos de urgência e emergência. A partir do dia 13 de outubro, também passa a atender demandas ambulatoriais.
“Fico muito feliz com mais essa conquista para a saúde pública da cidade. Tudo que vem para somar e beneficiar a população é válido e importante. Nós temos uma demanda muito grande e essa sala de tomografia vai desafogar essas esperas”, destaca o prefeito.
De acordo com a secretária Lorena, Araxá possui uma demanda reprimida de mais de 500 exames de tomografia computadorizada. O aparelho tem capacidade de realizar uma média de 60 exames por dia, o que permitirá a ampliação da oferta.
“Nós temos uma grande demanda reprimida em decorrência da pandemia e a estimativa é supri-la em aproximadamente 60 dias. Agora, com equipamento próprio será tudo mais ágil, mais preciso e não haverá mais a necessidade de pacientes se deslocarem para outros hospitais. Tudo será feito na UPA. Certamente, a população será muito beneficiada, pois é um exame difícil, de alta complexidade e que o município disponibilizará para quem precisar”, destaca.
O coordenador do Setor de Imagem da UPA, Fábio Humberto Tessaro, explica que a tomografia computadorizada é um método diagnóstico que utiliza imagens reconstruídas por meio de um computador. “É um exame realizado para investigar nódulos ou tumores, além de fornecer imagens precisas de vasos pulmonares e cerebrais. O equipamento que adquirimos é considerado um dos melhores do mercado, com um software excelente”, reitera.
Essa cobertura do ponto de ônibus ENFRENTE AO TEATRO MUNICIPAL NO CENTRO DE ARAXÁ, precisa ser revista, refeita, mudada. O material que foi usado(policarbonato) náo poderia nunca ter sido usado, ele faz gerar um efeito estufa. As pessoas ficam dentro de um forno. Seria necessária uma ação urgente por parte do poder público, para solucionar esse problema, trocar essa cobertura. O povo sofre demais com isso, com esse calor Louco. E olha, em Araxá é calor quase o ano todo.
A reunião está prevista para acontecer na sede da PBH, entre 10h e meio-dia, e deve contar com as presenças dos prefeitos Alexandre Kalil (PSD) e Marília Campos (PT), além do presidente da Copasa, Carlos Eduardo Tavares de Castro. O objetivo é minimizar os transtornos com alagamentos e garantir que a água chegue mais limpa até a Lagoa da Pampulha.
“Enquanto nossos córregos estiverem sujos, a Lagoa da Pampulha, que é nosso cartão-postal de Minas, não será limpa. Já procurei o Kalil para pedir a união. Unir BH e Contagem e exigir da Copasa, que é a concessionária que deve cuidar da rede de esgoto, de colocar interceptores de esgoto, de fazer estação de tratamento, ela tem que resolver esses problemas aqui em Contagem e em BH”, afirmou a Marília Campos.
De acordo com Contagem, equipes técnicas das duas prefeituras e da Copasa têm se reunido quinzenalmente para discutir a despoluição da lagoa.
Processo
Quando anunciou o processo, a PBH informou que há décadas busca uma solução para a poluição da lagoa. Destacou ainda que faz investimentos “vultosos” para “garantir que a população volte a desfrutar do bem em sua total potencialidade”, mas que os esforços não têm surtido efeito porque o esgoto continua sendo despejado no local.
No documento protocolado pela procuradoria-geral do município (PGMBH), o executivo ainda afirma que, pelos termos do convênio firmado para concessão do serviço público de saneamento básico, a Copasa deveria avançar na “universalização do esgotamento sanitário, que é de sua responsabilidade”.
Por isso, a PGMBH pediu à Justiça Federal que determine prazo de 45 dias para que a Copasa apresente um Plano de Ação detalhado, com cronograma, incluindo obras emergenciais, para que 100% do esgoto na Bacia Hidrográfica da Pampulha seja coletado e tratado. A intenção, segundo a PBH, é “impedir a continuidade de despejo de esgoto na Lagoa da Pampulha”.
Além disso, também solicitou explicações, no mesmo prazo, sobre R$ 820 milhões que serão distribuídos aos acionistas da empresa como dividendos. A prefeitura quer saber se o montante não vai comprometer a capacidade de investimento da Copasa em obras de saneamento básico na Bacia Hidrográfica da Pampulha. O executivo ainda sugere multa de R$ 100.000,00 por dia de descumprimento.
Na ocasião, a Copasa informou por meio de uma nota que ainda não foi notificada da manifestação da PBH, esclarecendo que atua “colaborativamente com o município de Belo Horizonte para a preservação da Lagoa”.
A medida seria da Cruz Vermelha dos Estados Unidos, impedindo doações de sangue de qualquer pessoa vacinada
Doação de sangue FRAMEPHOTO/FOLHAPRESS /ARQUIVO
Há uma informação circulando em texto nas redes sociais, de que apenas pessoas não vacinadas contra a Covid-19 podem doar sangue nos Estados Unidos. Segundo o texto, a razão da restrição seriam os “venenos” e “compostos químicos mortais” presentes nas vacinas, que poderiam prejudicar a pessoa que receber o sangue doado.
A pedido de um leitor, o MonitoR7 foi atrás desta história. Quem publicou a informação foi o site espanhol Rambla Libre, que possui um setor em seu portal apenas para conteúdos antivacinas. O título do conteúdo é “Somente doações de sangue não vacinado é permitido nos EUA!”.
Para embasar seu título, a publicação insere imagem de um informe da Cruz Vermelha americana, que seria de 12 de junho deste ano. Ao verificar o documento, no entanto, já é possível perceber que a informação é falsa.
No informe da Cruz Vermelha consta que pessoas que tomaram algum imunizante poderiam doar sangue, desde que haja uma espera de duas semanas para as vacinas de vírus atenuado (como a Coronavac). Mas as vacinas utilizadas nos Estados Unidos (Pfizer, AstraZeneca, Moderna, Novavax e Janssen) nem precisariam de um intervalo entre a aplicação da dose e da doação.
A única restrição para vacinados em algum tipo de doação era para a do plasma sanguíneo de uso exclusivo para combater a Covid-19, o chamado “plasma convalescente dedicado”. A Cruz Vermelha americana estava recolhendo plasma para tratamentos exclusivamente contra o novo coronavírus, que possui eficácia clínica em alguns casos. E, para esse fim, o plasma de pessoas vacinadas não seria útil.
Contudo, houve uma atualização neste informe de 14 de junho. Dois dias, a Cruz Vermelha dos Estados Unidos interrompeu o tratamento com o chamado plasma convalescente dedicadao. E, por isso, voltou a receber todos os tipos de doação de plasma. Inclusive de pessoas vacinadas, apenas com a restrição de dias de espera, já citada. Com a condição também da pessoa não estar apresentando sintomas da Covid-19.
O MonitoR7 já fez uma verificação de notícia semelhante, sobre restrição de doação de sangue por vacinados contra Covid-19. Aquela publicação também usava também o nome da Cruz Vermelha. Só mudava o país. Naquele caso, a proibição seria no Japão. A informação também era falsa.
Pouco difundido fora da área da saúde, o termo Saúde Única (originário do inglês One Health) trata da interconexão entre a saúde humana, animal e do meio ambiente, que todos compartilham, cuidando de todo o ciclo da vida. O termo trata também da adoção de políticas públicas efetivas para prevenção e controle de enfermidades, relacionado à saúde pública.
O médico-veterinário é o profissional mais qualificado para implantar e coordenar ações de Saúde Única.
No último 9 de setembro comemoramos o dia deste profissional multidisciplinar.
É de extrema importância que a população saiba e valorize que a Medicina Veterinária vai muito além dos cuidados nas clínicas e na produção de proteína animal que chega à mesa das famílias brasileiras.
São eles os responsáveis pela prevenção de doenças transmissíveis de animais para pessoas (as zoonoses). Também trabalham na produção de remédios e vacinas, e ainda garantem a qualidade do que a população come e bebe.
São dezenas de áreas de atuação que promovem o bem-estar e o equilíbrio entre animais, pessoas e o meio ambiente. Estes profissionais atuam em outras atividades econômicas imprescindíveis ao crescimento do país, como o ensino, a pesquisa, a preservação da fauna silvestre, perícia, laboratórios, agronegócio e diversas outras áreas.
A Lei nº 5517/1968 regulamenta o exercício profissional da Medicina Veterinária e define que o estudo e a aplicação de medidas de saúde pública no tocante às doenças de animais transmissíveis ao homem, as zoonoses, é uma das funções do médico-veterinário, um profissional de saúde reconhecido pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) desde 1998.
Com essa missão, os médicos-veterinários realizam ações de educação para prevenir e diagnosticar zoonoses, como: raiva, leptospirose, brucelose, tuberculose, dengue, chikungunya, febre amarela, dentre outras doenças que têm animais como hospedeiros ou vetores, que causam riscos à saúde humana e animal.
A constante ameaça de novas pandemias originadas pela relação homem-animal demonstra a necessidade de colaboração intersetorial, especialmente em vigilância, gerenciamento de riscos, biossegurança e comunicação.
Como profissional de saúde pública, o médico-veterinário é o grande aliado na prevenção de novas pandemias, já que 62% dos patógenos humanos conhecidos são transmitidos por animais e 75% das doenças emergentes tiveram origem na fauna silvestre.
Estudos recentes publicados pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e pela revista Science, apontam a Saúde Única como o meio para prevenir e responder a novos surtos de doenças zoonóticas e pandemias.
A OMS (Organização Mundial de Saúde), desde 2002, tem ressaltado a importância da participação do médico-veterinário no planejamento e avaliação das medidas preventivas e de controle adotadas pelas equipes de Saúde Pública.
Investimentos constantes em aprimoramento profissional e um ensino de qualidade são essenciais para o bom exercício profissional, pautado pela conduta ética e voltado à proteção da sociedade. “A Medicina cura o homem, a Medicina Veterinária cura a humanidade”. Disse Louis Pasteur sobre o impacto da atuação da Medicina Veterinária e a relação direta com o bem-estar dos humanos.
O Sistema Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária apoia esses profissionais por saber que eles são indispensáveis para assegurar a saúde da população humana, animal e do meio ambiente.
Uma mulher de 54 anos foi atropelada enquanto atravessava em uma faixa de pedestres na praça Governador Valadares, na tarde da última terça-feira (21), por volta das 13h, no Centro de Araxá.
A Polícia Militar foi acionada e no local a mulher relatou que estava atravessando a rua na faixa de pedestre, quando foi atingida por uma caminhonete. O motorista do veículo prestou auxilio até chegada da equipe do Corpo de Bombeiros, que socorreu a mulher com suspeita de fratura no braço direito e um corte na cabeça.
No momento da chegada da Polícia Militar, o motorista não se encontrava mais no local do acidente.
Enfermeiros e técnicos de enfermagem que atuam nas Salas de Vacinas das Unidades de Saúde de Araxá participaram de um curso de aperfeiçoamento da vacina BCG. A capacitação promovida pela Superintendência Regional de Saúde (SRS) de Uberaba contemplou servidores de toda a microrregião de Araxá.
As aulas aconteceram de forma teórica e prática no último dia 17, com o objetivo de otimizar o trabalho de imunização realizado no sistema público de saúde.
“O curso colabora com a qualidade e a segurança dos imunobiológicos preconizados nos calendários e nas campanhas nacionais de vacinação para a população brasileira. Neste sentido, são desenvolvidas ferramentas para possibilitar instrumentalização e qualificação das atividades de vacinação”, destaca a coordenadora de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Erica Fonseca.
Maior parte do país continua vacinação de adolescentes, mesmo com ministério sendo contra EVANDRO LEAL/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO
Mas a fala do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, gerou uma série de críticas de sociedades médicas e especialistas, por não ter respaldo nos fatos.https://fc4f7530376c29758a810040f0144040.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-38/html/container.html
Dentre as justificativas do ministro para defender a não vacinação de adolescentes sem comorbidades estavam: um suposto recuo do Reino Unido no mesmo sentido, uma suposta orientação da OMS (Organização Mundial da Saúde) e a morte de uma adolescente vacinada em São Paulo.
Todos os argumentos se mostraram equivocados nas horas seguintes ao pronunciamento de Queiroga.
No começo do mês, o JCVI (Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização) britânico concluiu que “a margem de benefício é considerada muito pequena” na imunização de jovens de 12 a 15 anos saudáveis.
Mesmo assim, o governo foi adiante com os planos de vacinar este grupo, com o aval de sociedades médicas e diante da volta às aulas.
Também não é verdade que a OMS tenha sido contra a vacinação de adolescentes. A entidade apenas defende a priorização dos grupos mais vulneráveis.
Em relação ao óbito da garota em São Paulo, uma junta médica de 70 profissionais analisou o caso da jovem e exames para concluir que ela teve uma doença autoimune rara sem relação provável com a vacina.
Diante de tantas informações nos últimos dias, o R7 reuniu algumas dúvidas comuns a fim de esclarecer mal-entendidos acerca da vacinação de adolescentes.
Todos adolescentes devem se vacinar?
Em todo o mundo, especialistas são unânimes ao dizer que quanto maior a cobertura vacinal, mais rápido sairemos da pandemia. Para isto, é preciso avançar com a imunização para grupos em que já haja vacinas aprovadas.
A SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) divulgou nota na semana passada em que defende a vacinação de todos entre 12 e 17 anos com ou sem comorbidades.
“Apesar de diversos estudos oriundos de vários países estimarem que o número de casos de covid-19 na faixa etária pediátrica seja de 1% a 5% do total de casos confirmados, ainda que na sua maioria, apresentem formas leves ou assintomáticas, crianças e adolescentes não estão isentos da ocorrência de formas graves, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e a Síndrome Inflamatória Multissistêmica, além de casos de covid-19 longa e suas consequências, especialmente em relação aos aspectos cognitivos envolvendo o aprendizado. O número de óbitos reportado no último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, somado ao total do ano anterior, é de 2.416 óbitos de crianças e adolescentes, representando mais do que a soma de todos os demais óbitos por doenças imunopreveníveis, o que denota o impacto da doença nessas faixas etárias”, diz o comunicado.
Quais vacinas podem ser aplicadas em menores de idade?
Vacina da Pfizer/BioNTech é a única autorizada para uso em menores de idade
A única vacina autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) até agora para utilização em adolescentes com 12 anos ou mais é a da Pfizer/BioNTech, que utiliza tecnologia de RNA mensageiro.
O aval da Anvisa foi dado em 11 de junho. Cabe ressaltar que este imunizante possui registro sanitário definitivo no órgão regulador, ou seja, não é um produto “experimental”, como chegou a ser dito pelo presidente Jair Bolsonaro.
A própria agência se manifestou a favor da vacinação de adolescentes sem comorbidades
“Para as conclusões sobre eficácia, foram considerados 1.972 adolescentes vacinados. A eficácia da vacina observada foi de 100% para indivíduos sem evidência de infecção prévia por SARS-CoV-2, antes e durante o regime de vacinação, e 100% para aqueles com ou sem evidência de infecção prévia por SARS-CoV-2, antes e durante o regime de vacinação”, afirma a Anvisa em nota.
Quais os efeitos adversos mais comuns?
A bula da vacina Pfizer/BioNTech elenca as reações adversas pela frequência com que elas apareceram nos voluntários dos estudos, independentemente da faixa etária.
As mais comuns são: dor no local de injeção, náusea e vômito (entre 1% e 10% dos vacinados).
Depois aparecem: aumento dos gânglios linfáticos (ou ínguas), reações de hipersensibilidade [por exemplo, erupção cutânea (lesão na pele), prurido (coceira), urticária (alergia da pele com forte coceira), angioedema (inchaço das partes mais profundas da pele ou da mucosa)], diminuição de apetite, dor nos membros (braço), insônia, letargia (cansaço e lentidão de reações e reflexos), hiperidrose (suor excessivo), suor noturno, astenia (fraqueza, cansaço físico intenso), sensação de mal-estar e prurido no local de injeção. Estas reações surgem em 0,1% a 1% dos imunizados.
Há risco de eventos adversos graves?
Qualquer vacina ou medicamento pode ocasionar uma reação grave, embora estas sejam raras em produtos aprovados por agências reguladoras. No caso da vacina da Pfizer/BioNTech, sabe-se que os riscos de eventos adversos graves superam os benefícios.
Ter a covid-19 oferece riscos muito maiores de complicações do que tomar a vacina.
As agências reguladoras pontuam que a incidência desse tipo de reação é baixíssima e que o alerta serve para que pais e profissionais de saúde estejam atentos a sintomas pós-vacinação.
“Os sintomas — dor no peito, falta de ar, palpitações ou alterações de batimentos cardíacos — surgem alguns dias após a vacinação”, diz o órgão em nota.
Outro efeito adverso grave que pode ocorrer em qualquer faixa etária é a anafilaxia. Por isso, recomenda-se que indivíduos com histórico de alergias severas passem por avaliação médica antes da vacinação e que o procedimento seja feito em ambiente onde o paciente possa ficar em monitoramento nos minutos seguintes à injeção.
Por que o Ministério da Saúde passou a não recomendar a vacinação dos adolescentes?
As reais motivações por trás do anúncio do ministro da Saúde são desconhecidas. Médicos e cientistas afirmam não haver uma explicação lógica, já que a orientação foi apenas para adolescentes sem comorbidades.
Se as possíveis reações adversas apontadas pela pasta fossem preocupantes, não haveria, então, razões para manter a aplicação em adolescentes com comorbidades.
Países como Estados Unidos e Israel já vacinam adolescentes há vários meses com o imunizante da Pfizer sem que tenha havido qualquer tipo de intercorrência em relação ao imunizante.
A vacinação vai ser expandida para outras crianças?
A Pfizer divulgou nesta segunda-feira (20) dados de um estudo com crianças de 5 a 11 anos que receberam o imunizante. A conclusão foi de que a vacina é segura e induz uma resposta imune robusta.
Com estas informações, a farmacêutica deve entrar com pedido para uso do produto nesta faixa etária junto a agências reguladoras dos EUA, Europa e também do Brasil.
“Desde julho, casos pediátricos de covid-19 aumentaram em cerca de 240% nos Estados Unidos, enfatizando a necessidade de saúde pública de vacinação”, afirmou o presidente-executivo da Pfizer, Albert Bourla, em comunicado à imprensa.